4 de novembro de 2017

Valencia sofre para propor, mas encontra espaços no 2º tempo e vence o Leganés

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Em jogo muito bem disputado e repleto de variantes, o Valencia venceu o Leganés por 3x0 pela 11ª rodada do Campeonato Espanhol. O resultado não diz exatamente o que foi o jogo. O time da casa construiu o placar com gols de Parejo, Rodrigo Moreno e Santi Mina, mas sofreu muito na primeira etapa e passou a dominar a partida após mudança de postura dos visitantes. O triunfo deixa os donos do Estádio Mestalla a um ponto do líder Barcelona pelo menos até o fim da rodada e os mantêm na vice-liderança. O Leganés segue fazendo boa campanha. É o oitavo com 17 pontos.
Dani Parejo comemora o primeiro gol do Valencia, que saiu em momento importantíssimo. Time de Garcia Toral não fez um bom primeiro tempo
Buscando manter a invencibilidade, Marcelino Garcia Toral montou o Valencia da mesma forma que já nos acostumamos a ver nesta temporada. Um 4-4-2 veloz nas transições. Para o jogo deste sábado a escolha foi pelo retorno do colombiano Jeison Murillo para formar a zaga com Garay. Gabriel Paulista ficou no banco. Outro brasileiro de linha do elenco, o meia Andreas Pereira, voltou aos suplentes com o retorno de Parejo ao meio-campo.
Disposição tática inicial das equipes
O Leganés, treinado por Asier Garitano, também manteve sua estrutura tática mutável de acordo com a fase do jogo: 4-4-2 sem a bola e uma espécie de 4-3-2-1 com ela. A equipe não contou com o zagueiro argentino Mauro dos Santos, que foi substituído pelo seu compatriota Muñoz. Diego Rico ficou com a vaga de Raul Garcia na lateral-esquerda. Já no meio, Morán e Brasanac ganharam chance.


Num jogo de duas equipes que têm na reatividade o seu ponto forte, coube ao Leganés tomar a iniciativa de propor o jogo nos dez minutos iniciais. Trocava passes no campo do Valencia e conseguiu criar uma chance na primeira volta do ponteiro. Cruzamento para Beauvue no segundo pau e defesa em dois tempos de Neto. O time da casa até tentava imprimir velocidade quando retomava a posse, mas a transição defensiva dos visitantes era perfeita. Não a toa possuíam até o início do jogo a segunda melhor defesa do campeonato.

A solução então foi tentar controlar através da posse de bola para o Valencia. A equipe abria bem o campo. Tinha Gonçalo Guedes e Soler sempre colados à linha lateral e Rodrigo Moreno, em 1º tempo pouco inspirado, se movimentando sozinho entre as linhas do Leganés. O time da região de Madri induzia os anfitriões a jogarem pelos lados, sufocava quando a bola chegava nesta faixa, e contava com movimentação muito tímida dos adversários para vencer o cenário. Faltava opções de passe e a alternativa era atrasar a bola ou perdia-se a pelota.
Disposição do Valencia em campo com a posse de bola e construindo desde trás. Soler e Guedes sempre dando amplitude. Rodrigo Moreno se movimentando de forma isolada entre as linhas. Pouco jogo pela faixa central e aproximação.
Aqui vemos um exemplo do que foi citado: Guedes, circulado em amarelo, é cercado por dois jogadores do Leganés e a única opção de passe viável é o recuo para o lateral-esquerdo. Kondogbia, no meio, não se aproxima ou se coloca para receber e Zaza, mais à frente, está muito distante.
O Valencia conseguiu uma única jogada mais aguda em fase ofensiva. Muito na base do talento individual de Gonçalo Guedes, que rompeu uma linha de marcação conduzindo a bola, tabelou e recebeu a falta de Muñoz. Dani Parejo cobrou no melhor estilo Ronaldinho Gáucho, por baixo da barreira, e abriu o placar para o vice-líder de La Liga. No restante da primeira etapa, nenhuma jogada eficaz dos donos da casa.

Já o Leganés poderia até ter empatado o jogo. Aproveitou algumas falhas de posicionamento e cobertura na última linha de defesa do Valencia, e também encaixou contra-ataques. Outra forma do visitante ser perigoso foi a bola aérea. Gabriel Pires, Eraso, e principalmente Beuaveu levaram muito perigo à meta do brasileiro Neto.

Na segunda etapa o Leganés se lançou com mais ímpeto ao ataque e passou a marcar de forma mais adiantada, o que começou a desorganizar a equipe. Perdeu compactação e o Valencia aproveitou tanto o espaço entre as linhas quanto a possibilidade de encaixar passes em profundidade. Gonçalo Guedes perdeu duas grandes chances e Rodrigo, com mais liberdade, fez boa jogada.

Asier Garitano tentou consertar o problema sacando Moran e colocando Mantovani à frente da defesa. Marcelino Toral tirou o apagado Soler para a entrada do brasileiro Andreas Pereira. Eraso perdeu grande chance para o Leganés após passe em profundidade e nova falha de Murillo. Logo depois saiu para a entrada de El Zhar.
Percebam o espaço entre a linha de meio e a de ataque que o Leganés dava no segundo tempo ao subir a marcação.
Era um Leganés cada vez mais assumindo riscos para buscar o empate, mas mostrou que deu ''um passo maior do que a perna''. Seguiam os problemas de compactação ao subir a marcação. Kondogbia teve liberdade para conduzir aos 25', serviu Andreas Pereira pela direita e o cruzamento saiu perfeito para a cabeçada de Rodrigo Moreno. 2x0 para o time da casa em uma saída muito rápida, com a marca deste Valencia de Toral.
Como as equipes terminaram
Simone Zaza, que passou em branco pela primeira vez após sete jogos, saiu insatisfeito para a entrada de Mina. E não demorou para o jovem atacante marcar. Rodrigo arriscou de fora da área, Cuellar deu rebote e Mina foi derrubado. O próprio camisa 22 cobrou a penalidade e ampliou a vantagem de sua equipe dando números finais ao jogo.


Por Rodrigo Coutinho - @RodrigoCout

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