22 de novembro de 2017

Estrela de Renato brilha e Grêmio sai na frente na final com gol improvável

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Seja qual for o desfecho desta Libertadores da América sabe-se que o grande personagem do Grêmio nesta temporada é o técnico Renato Gaúcho. Da continuidade do bom trabalho feito no ano passado, passando pelas declarações polêmicas, e terminando com a recuperação de alguns jogadores inicialmente questionados pela torcida tricolor, o ídolo gremista mostrou a sua estrela mais uma vez na noite desta quarta. Viu Jael e Cícero saírem do banco de reservas para decidirem o dificílimo jogo contra o ótimo time do Lanús. O Grêmio foi dominado no primeiro tempo, pressionou no segundo, e está a um empate do tricampeonato continental.
Mudanças de Renato foram determinantes, mesmo o Grêmio não fazendo um bom jogo
Grêmio e Lanús entraram em campo sem surpresas. Renato Gaúcho e Jorge Almirón confirmaram o que todos esperavam ver nas escalações iniciais. O Tricolor com o seu tradicional 4-2-3-1, com Jailson e Arthur como volantes e Ramiro flutuando para dentro a partir do lado direito da linha de meias. Fernandinho foi o responsável pela amplitude na esquerda. O Lanús se portou mais uma vez no seu 4-1-4-1/4-3-3, que variava de acordo com a fase do jogo.
Disposições Táticas iniciais
O time brasileiro começou tomando a iniciativa e concentrando a posse de bola no campo do Lanús. O jogo fluído de aproximação, troca de passes curtos e domínio sobretudo na faixa central do gramado não apareceu para o Grêmio no primeiro tempo. O time argentino, como de praxe fora de casa, marcava em seu próprio campo e bloqueava muito bem os espaços. O Imortal tinha muitas dificuldades: da construção inicial de jogadas até a ocupação de espaços para abrir a defesa adversária.

Talvez por ter Jailson em campo, jogador com boa dinâmica de movimentação, mas pouca qualidade no passe inicial, Luan muitas vezes voltava na primeira linha de meio-campo para auxiliar Arthur, e Ramiro saía da direita para o meio na tentativa de ocupar o espaço deixado pelo camisa 7. A postura de marcação da linha de meio do Lanús, porém, distanciava os jogadores do Grêmio e não permitiam progressão no campo.

Outro pecado gremista nos 45 minutos iniciais foi forçar demais as jogadas pelo meio. Houve pouco jogo pelos lados e o Lanús aos poucos foi dominando. Ao contrário de algumas partidas fora de seu domínio nesta Libertadores, conseguiu em vários momentos impor o seu jogo extremamente apoiado e consciente. Um time que evita ao máximo rifar a bola e tem sempre jogadores próximos para gerar linhas de passe, do goleiro Andrada ao atacante Sand.
Grêmio até subia a marcação, mas conseguiu forçar poucos erros na saída do Lanús no primeiro tempo. Percebam os movimentos de apoio dos atletas argentinos. É uma constante do Lanús.
Marcone recuava e fazia a 'saída de três' ainda mais qualificada. Martinez e Pasquini davam opções pelo centro ou pelos lados, servindo como base para triangulações com Velasquez/Acosta e Gómez/Silva. Sand também foi bastante acionado no ''pivô''. Desta forma o Lanús teve as duas melhores chances da primeira etapa. Grohe fez duas grandes defesas. Primeiro em chute cruzado de Martinez e segundo em cabeçada de Lautaro Acosta.
Marcone fazendo o movimento de se alinhar aos zagueiros e promover a ''saída de três''. Velasquez se projeta pela esquerda e Gómez pela direita. Pasquini e Román Martinez dando opção de passe. Recuo do volante argentino é garantia de bom passe no momento inicial da fase ofensiva
Aqui temos um flagra da aproximação do Lanús. O triangulo pelo lado ganha uma nova forma com a aproximação de Sand. Acosta se projeta para garantir profundidade. Um time que ocupa os espaços com muita inteligência, bota a bola no chão e se impôs no 1º tempo na Arena.
O Grêmio assustou apenas em duas saídas erradas de Andrada com os pés, mas que Ramiro e Arthur não conseguiram aproveitar. A falta de controle das ações deixou os jogadores gremistas mais irritados que o comum e influenciou também nos muitos erros de passe. No segundo tempo o time da casa conseguiu sufocar nos minutos iniciais. Subia a marcação com intensidade e muitas vezes lançando um dos zagueiros à frente da linha defensiva para matar os espaços. Roubou mais bolas e pressionou. Acionou os lados do campo. Cortez acertou belo chute no ângulo de Andrada e o goleiro fez ótima defesa.

Aos 12 minutos Renato colocou o talismã Everton na vaga de Fernandinho. A pressão gremista aumentou e Jailson quase fez de cabeça em saída em falso de Andrada. A partida começou a se assemelhar com o jogo que o Lanús fez contra o River Plate no Monumental de Nuñez pela semifinal. Sufoco do time da casa e dificuldades para os ''Granetes'' jogarem. Cícero e Jael também saíram do banco para entrar nos lugares de Jailson e Barrios aos 28 minutos.

Apesar de continuar com a bola no campo de ataque e não sofrer com contra-ataques, o Grêmio foi perdendo gás para pressionar, algo natural com o passar dos minutos. Era um domínio sem produzir chances claras de gol, mais na base da imposição por jogar em casa do que por ser organizado e inteligente. Obviamente a organização defensiva do Lanús contribuía para o cenário.

Quando parecia que o Grêmio não conseguiria vencer em casa, a estrela de Renato Gaúcho brilhou a partir das suas substituições. Em jogada que vai totalmente de encontro ao estilo atual gremista, a bola foi alçada na grande área do Lanús e Jael escorou de cabeça para Cícero finalizar e marcar aos 37'. Dois jogadores que estão no elenco muito pela vontade do próprio treinador.
Como as equipes terminaram o jogo
O jogo deixou claro que a parada está muito longe de ser resolvida. O Lanús já deu mostras de muita organização e superação na competição. O Grêmio já mostrou um futebol bem superior ao desta noite e foi buscar resultados fora de casa. Tudo aberto!

Por Rodrigo Coutinho - @RodrigoCout

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