7 de outubro de 2017

Com ótimo primeiro tempo e força mental, Brasil Sub-17 bate a Espanha na estreia do Mundial

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O Brasil venceu a Espanha por 2x1 na manhã deste sábado em partida válida pela estreia da Copa do Mundo Sub-17. Lincoln do Flamengo e Paulinho do Vasco marcaram os gols do triunfo de virada. Destaque para os 45 minutos iniciais brasileiros e para a calma demonstrada pelos atletas contra um adversário poderoso. Marcos Antônio, apoiador do Atlético-PR, foi o melhor em campo no debute em terras indianas. A Seleção volta a campo na próxima terça-feira, ás 11h, contra Níger.
Lincoln empata para o Brasil aos 24' do primeiro tempo. Foto; FIFA
Apenas com o desfalque de Vinicius Jr em relação ao time que foi campeão sul-americano em março, o Brasil foi escalado por Carlos Amadeu, técnico em seu segundo Mundial Sub-17, no 4-1-4-1. O artilheiro Brenner do São Paulo substituiu o atacante do Flamengo entre os titulares. Já a Espanha, escalada por Santi, ex-zagueiro do Atlético de Madri, se comportou em um 4-2-3-1. A principal diferença para a equipe que foi campeã europeia esteve na lateral-esquerda. Pampin, atleta do Celta, mais ofensivo do que Miranda, do Barcelona, ganhou a posição. No meio-campo, Álvaro Garcia ganhou a posição de Blanco e Beitia ficou com a vaga de Orellana, que não foi convocado.
Disposição Tática inicial das equipes
A Espanha teve a sua maior atenção inicial premiada. Depois de uma subida de marcação mal executada do Brasil, Moha recebeu com espaço entre as linhas de marcação e a jogada foi finalizada com muito perigo pelo atacante Abel Ruiz. Gabriel Brazão fez grande defesa logo aos dois minutos. O lance assustou o time brasileiro e a Espanha aproveitou o breve momento de caos para marcar. O ótimo ponta Ferrán Torres fez jogada individual em cima de Weverson e cruzou para Moha. Antes do meia do Real Madrid completar para o fundo da rede, Wesley acabou marcando contra.
Momento do cruzamento de Ferran Torres para o gol espanhol. Moha, em destaque, atacando a área. Brasil demorou a entrar no ritmo do jogo
Demonstrando grande força mental, os comandados de Carlos Amadeu seguiram fazendo aquilo que buscavam desde o minuto inicial. Ficar com a bola e valorizar a posse com muita aproximação, ocupação inteligente dos espaços e movimentação para confundir a organizada marcação espanhola. Demorou um pouco até criar as chances, mas foi dominando o adversário ao insistir nesta forma de jogar e contar também com a alta umidade do ar que foi minando os europeus. A pressão brasileira na saída adversária também foi muito importante para um controle ainda maior das ações.

Paulinho, Brenner, Alan e Wesley já haviam chegado com muito perigo quando o ponta-esquerda são-paulino foi no fundo, driblou Mateu Jaume e cruzou rasteiro. Pampin errou o domínio e o sempre oportunista Lincoln empatou a partida. Depois do gol do centroavante do Flamengo, o Brasil reduziu um pouco o ritmo, mas sem perder o controle das ações. A condição climática na Índia fez uma vítima importante na Espanha. O ótimo lateral culé Mateu Jaime saiu passando mal e Victor Perea entrou em seu lugar.

O espanhol Ferran Torres voltou a aparecer com perigo aos 36 minutos. Fez mais uma boa jogada individual e chutou pra fora. O bom primeiro tempo do Brasil foi premiado no último minuto. Marcos Antônio enfiou bola primorosa para o vascaíno Paulinho bater e virar o placar. No segundo tempo o jogo mudou completamente de cara. Os papeis se inverteram e a Espanha passou a tomar a iniciativa. O Brasil recuou demais o bloco de marcação e foi dominado. A pressão dos europeus resultou em um belo chute de Sergio Gomez aos dez minutos, mas Brazão fez boa defesa. Abel Ruiz também teve grande chance e desperdiçou.

O técnico espanhol Santi tornou a sua equipe ainda mais ofensiva ao sacar o volante Álvaro Garcia e botar o extremo Lara. O desenho da equipe mudou para o 4-4-2 e Sérgio Gomez passou a fazer companhia a Abel Ruiz um pouco mais à frente. O time brasileiro não conseguia sair do sufoco. Ferran Torres e Moha comandavam as ações e infernizavam o lado esquerdo da defesa da Seleção. Com a bola, o Brasil se precipitava e era engolido pela pressão pós-perda espanhola nos 20 minutos iniciais do segundo tempo.

Carlos Amadeu percebeu a queda física e tática do Brasil e promoveu duas alterações. Sacou o ótimo volante gremista Victor Bobsin e o zagueiro do Furacão Lucas Halter para as entradas dos zagueiros Rodrigo Guth e Matheus Stockl. Vitão foi jogar como primeiro homem do meio-campo e o Brasil melhorou. Conseguiu novamente ativar Marcos Antônio, o melhor em campo, e Alan. Brenner, muito cansado, deu lugar ao corintiano Vitinho aos 25 minutos.

O Brasil ainda teve um gol bem anulado aos 26'. O zagueiro da Atalanta Rodrigo Guth marcou após finalização de Vitão, mas entrou de sola para dividir com o atleta espanhol. A última cartada vinda do banco de reservas dos campeões europeus foi o grandalhão de 1,97m Pedro Ruiz. A Espanha seguiu com mais posse e jogando no campo do Brasil, mas a umidade de mais de 60% no ar fez com que a qualidade do jogo caísse muito na reta final.
Como as equipes terminaram o jogo
A vitória brasileira mostra a capacidade técnica, tática, física e mental da equipe diante de um adversário muito forte. O Brasil é um dos favoritos e o desafio é não repetir a desatenção inicial, além de melhorar o trabalho defensivo em seu lado esquerdo. Ofensivamente é um time muito bem ajustado.

Por Rodrigo Coutinho - @RodrigoCout



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