12 de setembro de 2017

Liberdade máxima para o 'Super Talento'. Messi quebra tabu e a defesa da Juve

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Não há nada de novo nisso, mas Ernesto Valverde vai começando a colocar o seu Barcelona no caminho certo a partir do maior expoente da equipe. A liberdade de movimentação para Lionel Messi fez mais uma vez a diferença para que os catalães estreassem na Champions League com vitória categórica sobre a desfalcada Juventus. 3x0! Com direito a dois gols do craque argentino e um de Rakitic, os culés pulam na frente e fazem um importante saldo para terminarem na liderança do Grupo D. Iniesta e Luis Suarez também fizeram ótima partida.
Messi entre Pjanic e Dybala. Bósnio fez um grande primeiro tempo e era o melhor em campo até Messi começar a encontrar os espaços
Pela primeira vez o técnico Ernesto Valverde escalou Dembelé, jogador mais caro da história do Barça, entre os titulares. Montada no 4-3-3, a equipe teve Messi novamente como ''falso nove'' e Suarez saindo do lado esquerdo para o centro do campo. Pelo lado da Juventus, Allegri não tinha Chiellini, Marchisio, Khedira, Mandzukic e Cuadrado, cinco potenciais titulares, e mandou a campo também uma jovem promessa pela primeira vez desde o início; o jovem meio-campista uruguaio Rodrigo Bentancur. De Sciglio ganhou vaga na direita, Barzagli na zaga, Matuidi no meio e Douglas Costa no lado esquerdo.
Disposição Tática inicial das equipes
Os primeiros 45 minutos tiveram a cara esperada. Barcelona com quase 70% da posse e concentrando as suas ações na faixa central do campo. Os italianos se apresentavam mais uma vez com muita correção defensiva, alternando períodos de marcação em bloco médio e mais adiantado. A ideia do jogo de posição dos culés está sendo mantida por Valverde. Quem dá a amplitude pelo lado esquerdo é Alba, enquanto Suarez busca a diagonal para compensar a flutuação de Messi. Iniesta, Rakitic e Busquets são a base da circulação de bola.


O time da casa reviu velhos fantasmas diante do algoz da temporada passada, mesmo estando a Juve muito desfalcada. Sofreu para ganhar a área italiana com boas condições para finalizar. Insistia em penetrar pelo meio, perdia a bola e dava o contra-ataque. Sofria quando a sua pressão pós-perda não conseguia deter a aceleração adversária na retomada da bola. De Sciglio assustou aos 5'. Dybala, Pjanic e Higuain também. Em fase defensiva, muitas vezes, Iniesta era o responsável por fechar o espaço do lado esquerdo. Algo que tornava o setor um pouco mais exposto.


Em muitos momentos o jogo tinha detalhes do confronto entre ambos na Champions passada. Dembelé se mexia muito bem e tentava, sem sucesso, vencer a organização alvinegra. O jovem francês quase abriu o placar aos 37' ao ver bem executada uma pressão na saída oponente. De Sciglio entregou e a finalização do camisa 11 passou perto.

O lateral italiano saiu lesionado e o Barça abriu o placar em um raro contra-ataque nos últimos minutos da primeira etapa. Messi enfim teve espaço, tabelou com Suarez e bateu no canto esquerdo de Buffon. Foi o primeiro gol do craque argentino em toda a sua carreira contra o arqueiro italiano.

No segundo tempo a Juventus teve que mudar um pouco a postura e tomar a iniciativa. Se abriu um pouco e o Barça passou a ter espaço para aproveitar a aproximação de Messi e Iniesta por dentro. O camisa 10 já havia acertado o poste esquerdo de Buffon, mas logo depois recebeu de Suarez e construiu a jogada cortada por Sturaro e finalizada por Rakitic aos dez minutos. 2x0 para os culés em lance que começou com falha de Benatia. A concentração da campeã italiana já não era mais a mesma.

A partida ganhou ritmo de treino. Allegri pôs Bernardeschi na vaga de Bentancur querendo mais ofensividade, mas as ausências pesavam muito e a Juve acabou oferecendo o terceiro gol para os anfitriões. Iniesta encontrou Messi em rápido contra-ataque e a conexão só poderia resultar em bola na rede italiana. Mais uma finalização com o selo de qualidade do camisa 10 para vencer Buffon.
Como as equipes encerraram o jogo
O resultado mostra um caminho de acerto neste início de temporada para Valverde. Excetuando a Supercopa da Espanha, são quatro vitórias em quatro jogos. 12 gols marcados, nenhum sofrido. Sete tentos anotados pelo genial e ''liberado'' Messi. A dificuldade para criar no primeiro tempo precisa ser trabalhada, mas o princípio é muito melhor do que a caótica pré-temporada indicava. A Juve sofreu com os desfalques, mas as perdas de Daniel Alves e Bonucci podem ser decisivas neste nível de atuação, principalmente no plano de jogo da equipe.

Por Rodrigo Coutinho - @RodrigoCout

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