20 de julho de 2017

Botafogo trava o Furacão na Arena. Os detalhes do empate sem gols

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Fazendo o que mais sabe o Botafogo segurou o Atlético/PR na Arena da Baixada e, mesmo com um a menos na reta final do jogo, conseguiu empatar sem gols no Paraná. O time da casa teve a proposição durante toda a partida, mas sucumbiu diante da falta de mais qualidade para vencer o ferrolho alvinegro. Ainda correu muitos riscos nos últimos minutos e perdeu organização na segunda etapa.
Botafogo em um momento onde adiantou a marcação. Mais uma vez um time muito organizado defensivamente, compacto e tendo a bola como referência para adiantar ou recuar o bloco.
Dirigindo pela primeira vez o Atlético na beira do gramado, o técnico Fabiano Soares mandou a campo uma equipe com uma plataforma tática bem parecida com a já utilizada por Paulo Autuori e Eduardo Baptista nesta temporada. Pudera, o novo treinador não teve tempo para tentar implementar alguma mudança mais brusca. Com a bola era um 4-1-4-1 bem ofensivo. Otávio entre os zagueiros fazia a ``saída de três`` para que os laterais buscassem amplitude e projeção no campo ofensivo. Os extremos flutuando pela faixa central para ``dialogar`` com Eduardo Henrique e Lucho. Pablo fazendo a função de referência móvel.
Disposição tática inicial das equipes
O Botafogo também manteve a formatação com a qual está acostumado. Bruno Silva esteve de volta fechando o lado direito do meio, Matheus Fernandes João Paulo e Lindoso povoavam a faixa central, com Pimpão à esquerda e Roger como centroavante. Sem Arnaldo lesionado, Jair Ventura preferiu não utilizar Luis Ricardo, que ainda retorna a sua melhor forma. Improvisou Emerson na função para garantir ainda mais solidez defensiva.
Flagra do Furacão sem a bola. Funcionamento da equipe muito parecido com o que ocorria com Paulo Autuori e Eduardo Baptista. Time se defendendo em um 4-4-2 e Lucho ao lado de Pablo mais à frente.
O Furacão teve em toda a primeira etapa mais de 60% da posse de bola, mas criou muito pouco. Na prática apenas duas chegadas de Sidcley pelo lado esquerdo, setor mais incisivo dos anfitriões. Não que a proposta coletiva fosse limitada. Pelo contrário. O Atlético tinha padrão para criar. Rodava a bola com velocidade, invertia o lado das jogadas, contava com aproximação e evitava forçar. Faltou, porém, mais improviso, qualidade técnica individual para vencer o forte sistema defensivo dos cariocas.
Otávio(amarelo) entre os zagueiros(vermelho) para iniciar a saída de bola do Furacão.
Aqui num segundo momento, já podemos ver o posicionamento do lateral(branco) bem adiantado e colado na linha lateral. Na faixa central: Lucho e Eduardo Henrique (circulados em vermelho) e Douglas Coutinho, o ponta do lado da jogada, se aproxima do lateral para uma tabela, mas também circula na faixa central. Os padrões se repetiram, mas faltou qualidade e paciência na segunda etapa
Do lado alvinegro nenhuma novidade. O sistema de marcação do Glorioso parece a cada dia mais ajustado. Certamente um dos mais funcionais do país neste momento. Um jogo perfeito neste aspecto, mas que não foi acompanhado na segunda parte da estratégia. Faltou mais repertório e qualidade nos momentos que teve a bola, além de chegar de forma mais contundente no ataque. Matheus Fernandes e Roger chegaram a assustar, mas não finalizaram bem.

No segundo tempo, Fabiano sacou Douglas Coutinho com apenas sete minutos. Éderson entrou em seu lugar. O rendimento do time da casa, porém, caiu de qualidade. Já um pouco mais afobado pela busca do resultado, errou demais a construção ofensiva, um prato cheio para um adversário que sabe muito bem se defender. Eduardo Henrique saiu lesionado e a equipe ganhou ainda mais ofensividade com a entrada de Guilherme, que retornou de lesão.

O Botafogo seguiu praticamente sem erros defensivos e foi se soltando a medida que o tempo ia passando e o desespero do Furacão aumentando. Guilherme entrou como referência para aumentar a velocidade da puxada de contra-ataque. Matheus Fernandes teve mais uma boa chance, mas finalizou mal. O time da casa respondeu. Nikão fez algo que a sua equipe poderia ter feito mais ao longo do jogo, chutou de fora da área e Jefferson rebateu mal. Sorte a dele que Victor Luis estava ligado e impediu a finalização de Ederson.
Como as equipes terminaram o jogo.
No final do jogo, Emerson ainda levou o segundo amarelo e foi expulso. Jair recompôs o quarteto defensivo com a entrada de mais um zagueiro improvisado na lateral, o veloz Marcelo. Sacou também Rodrigo Pimpão e aumentou a combatividade do meio com a entrada de Gilson. Guilherme perdeu grande chance para os visitantes nos acréscimos. O Glorioso segurou o empate que deve ter sido exatamente o resultado planejado para o seu campeonato, mas que não permite a permanência no G6 com a goleada do Sport sobre o Atlético/GO.

Já o time da Baixada agora é o último clube antes da zona de rebaixamento com 17 pontos ganhos. Não se pode dizer que foi uma atuação descartável. O Atlético deu mostras que pode se recuperar e Fabiano Soares foi inteligente ao não promover mudanças drásticas no modelo de jogo.

Por Rodrigo Coutinho - @RodrigoCout 

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