20 de julho de 2017

Oscilação e equilibrio: Flu e Cruzeiro empatam em Edson Passos

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Com cada time dominando um tempo do jogo, Fluminense e Cruzeiro empataram por 1x1 na noite desta quinta-feira no estádio Giulite Coutinho, em Mesquita, Rio de Janeiro. Faltou mais organização ao tricolor no primeiro tempo e o time celeste não aproveitou a superioridade inicial para construir a vitória. Os cariocas melhoraram na etapa complementar, mas esbarraram no bom trabalho defensivo dos visitantes. Sassá e Richarlison balançaram as redes no resultado que frustrou as possibilidades das duas equipes adentrarem o G6
Falha gritante de posicionamento do lateral Léo(vermelho) na origem do gol do Cruzeiro. Thiago Neves(amarelo) tem muita liberdade para construir a jogada.
Novamente com o desfalque de Henrique Dourado e sem o zagueiro Reginaldo, o técnico Abel Braga voltou a escalar o Fluminense teoricamente com um poder de marcação maior no meio-campo. Marlon Freitas se posicionava entre as linhas no momento defensivo do 4-1-4-1 que se transformava em 4-3-3 quando o tricolor atacava. Já Mano não pôde contar com o desgastado Alisson e voltou a utilizar um volante de formação para fechar o lado do campo, algo que já havia utilizado com Hudson, mas que desta vez foi executado por Lucas Silva.
Disposição Tática inicial das equipes
O Cruzeiro foi superior na maior parte do primeiro tempo. Após dez minutos de pouca presença no campo ofensivo, conseguiu fazer com que o seu sistema defensivo compacto e agressivo na abordagem de marcação forçasse muitos erros do Fluminense. O time da casa tinha sempre o trio Marlon Freitas, Orejuela e Wendel fazendo a saída de bola pela região central, mas havia pouca aproximação, tanto com uma saída pelas laterais, quanto dos homens de frente.
Linha de meio do Cruzeiro no momento defensivo. Boa coordenação para fechar espaços 
E aqui o Flu no momento defensivo. Faltou mais compactação e coordenação entre os setores
O Tricolor ``batia`` e voltava, proporcionando perigosas transições ofensivas aos mineiros. Thiago Neves se destacava pela sua movimentação e inteligencia para ler os espaços que surgiam entre o meio e a defesa do Fluminense. Ele obrigou Julio César a fazer duas boas defesas e serviu Sassá e Léo em boas jogadas. Além da falta de repertório ofensivo, o Pó de Arroz voltava a apresentar muitos problemas defensivos e o gol cruzeirense fez justiça ao histórico da partida. Léo falhou no posicionamento, Henrique perdeu a primeira bola pelo alto e Thiago Neves deixou Sassá em condições de marcar.
Lucas Silva no momento ofensivo fechava para o meio e dificilmente dava amplitude pelo lado direito. Função que Hudson já fez na equipe
Flagra do início da construção ofensiva do Fluminense. Vejam a distância entre o trio de volantes(vermelho) e os jogadores mais adiantados(amarelo). Faltou mais aproximação 
O time das Laranjeiras só conseguia ser perigoso quando encaixava um raro contra-ataque. Em um deles, Wendel fez grande jogada e deu passe em profundidade para Richarlison. O atacante foi derrubado por Romero dentro da área e empatou a partida em bela cobrança de pênalti. Faltou mais inteligência ao Cruzeiro neste momento do jogo. Ofereceu o que o Fluminense queria, mesmo estando na frente no placar.    

No segundo tempo o Fluminense melhorou ofensivamente. Contou com mais aproximação entre os seus jogadores, explorou os lados do campo e conseguiu ter uma posse de bola mais produtiva no campo de ataque. O Cruzeiro seguia se fechando bem, mas a dificuldade para neutralizar o adversário aumentou e a produção ofensiva teve uma queda.
Fluminense com mais aproximação e melhor preenchimento de espaços no campo ofensivo na segunda etapa
Mano Menezes percebeu que seu time começava a ser dominado e deixou a equipe mais ofensiva com a entrada de Rafael Marques no lugar de Ariel Cabral. Lucas Silva foi jogar ao lado de Henrique e Elber mudou de lado.  Abel quis acrescentar mais mobilidade. Sacou Pedro e colocou Marquinhos Calazans, posicionando Richarlison na referência. A partida ficou mas aberta e interessante, mas o Fluminense foi mais contundente.
Como as equipes terminaram o jogo
Scarpa perdeu duas grandes oportunidades e Richarlison se destacou individualmente. Ofensivamente o Cruzeiro foi muito tímido em todo o segundo tempo. Chegou com relevante perigo em apenas uma oportunidade, novamente com Thiago Neves. Fez lembrar novamente a equipe que irritou a torcida pela falta de regularidade ofensiva em muitos momentos do ano. Já o jogo do tricolor seguiu o script que seu jovem e talentoso time, mas desequilibrado elenco, apresentam: muita irregularidade e dificuldade para se organizar defensivamente.

Por Rodrigo Coutinho - @RodrigoCout

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