1 de junho de 2017

Cruzeiro breca ímpeto da Chapecoense e está nas quartas da Copa do Brasil

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Fazendo um jogo com poucas falhas defensivas, o Cruzeiro conseguiu um empate sem gols com a Chapecoense no oeste catarinense e se classificou para as quartas de final da Copa do Brasil. O resultado soma-se a vitória por 1x0 obtida pelo time celeste em Belo Horizonte. O principal mérito do time visitante foi ter controlado em diversos momentos do jogo a volúpia ofensiva dos anfitriões.
Cruzeiro com o bloco de marcação mais retraído no segundo tempo, mas linhas muito próximas, inibindo o bom jogo entrelinhas da Chape
Sem o venezuelano Seijas, impossibilitado de atuar em virtude de já ter jogado a competição pelo Internacional, Vagner Mancini escalou Nádson em seu lugar. O camisa 70 é um jogador de mais velocidade, drible e condução de bola que o titular. Até em função disso, infiltrava demais e saía da linha de meio do 4-1-4-1 da Chapecoense. Reinaldo era importante não só nas jogadas pelo lado esquerdo e nos laterais cobrados, mas também por se alinhar a Luiz Antônio e virar alvo de passes para a progressão por dentro quando a saída era feita pelo lado direito.
Disposição tática inicial das equipes

Já o Cruzeiro, com a vantagem de vencido o jogo de ida por 1x0, não contou com Arrascaeta e Dedé na comparação com a escalação da boa atuação diante do Santos no último domingo. Thiago Neves e Caicedo foram os titulares da vez, além de Ábila, que atuou na vaga de Rafael Marques na referência ofensiva. O mesmo funcionamento do final de semana: duas linhas de quatro para defender e 4-3-2-1 com a posse de bola.
Com a bola, Hudson fechava e formava uma trinca com Henrique e Ariel Cabral
Sem a bola, duas linhas de quatro, e Thiago Neves e Ábila dando o primeiro combate
Ao contrário de outros jogos, Chape com bloco de marcação bem recuado
Reinaldo por dentro da linha de quatro do meio em alguns momentos, na mesma linha de Luiz Antônio. Movimento era feito para compensar infiltrações de Nadson 
O time visitante começou melhor. Adiantava um pouco a sua marcação e conseguiu anular nos 15 minutos iniciais a boa rotação de bola e a saída curta do time da casa. A Chape acabava utilizando a ligação direta e viu o Cruzeiro dominar os minutos iniciais. Quando tinha a posse, o time de Mano tinha aproximação na faixa central do campo, mas pouca contundência para criar. A marcação dos anfitriões também dificultava as coisas. Obedecendo a um sistema de encaixes e perseguições curtas, mas muito intensas e bem coordenadas para não abrir espaços,

Ganhando as ``segundas bolas`` no meio e contando com Luiz Antônio bem ligado para acionar as ultrapassagens de Reinaldo pelo lado esquerdo, a Chapecoense foi melhorando em campo e terminou a primeira etapa sendo mais perigosa. Arthur Caíke perdeu duas grandes chances e Fábio fez duas belas defesas em chutes de fora da área. O Cruzeiro respondeu com um bom contra-ataque puxado por Romero e finalizado por Hudson, mas Jandrei defendeu. Foi uma reta final bem mais movimentada, mas com os donos da casa superiores.

A Chapecoense voltou ainda mais agressiva na segunda etapa. Como Lucas Romero já tinha cartão amarelo, Mano sacou o argentino improvisado na lateral e colocou Rafinha em campo. Trouxe Hudson para a linha defensiva e fixou um 4-2-3-1 com opções de velocidade pelos dois lados, substituição muito inteligente para o momento do jogo. O lado direito dos anfitriões, um pouco apagado na primeira etapa, apareceu pela primeira vez com força no jogo aos 15 minutos do segundo tempo. Rossi e Apodí colocaram em prática a frutífera parceria para criarem um lance que terminaria com uma potente finalização de Reinaldo no travessão.

Aos 20 minutos o Cruzeiro respondeu. Com mais opções ofensivas, o time de Belo Horizonte passou a manter um pouco mais a bola no campo de ataque e incomodar, principalmente com um Thiago Neves mais ativo em campo. Após corte errado de Victor Ramos, Ábila dominou dentro da área, mas chutou muito mal. A Chape tinha mais a bola, era agressiva, mas o Cruzeiro controlava bem os espaços e permitia poucas jogadas de perigo do time do oeste de Santa Catarina.
Cruzeiro já no 4-2-3-1 para atacar já com a entrada de Rafinha pelo lado direito e Raniel no lugar do apagado Ábila na frente.

O time celeste teve duas grandes chances para matar o confronto no contra-ataque. Raniel e Rafinha, em apenas dois minutos, chutaram pra fora diante de Jandrei. Vagner Mancini deixou a sua equipe ainda mais ofensiva com a entrada de Niltinho no lugar de Luiz Antônio aos 35`da segunda etapa. Antes, já havia colocado Túlio de Mello na vaga de Wellington Paulista para tentar aproveitar as bolas alçadas. Mano sacou Thiago Neves e colocou Lucas Silva para fechar o meio-campo e mudar o desenho para o 4-1-4-1. A Chape foi pro ``abafa``, o bom zagueiro Luiz Otávio virou centroavante, fez um gol bem anulado pela arbitragem, e o alviverde não conseguiu balançar as redes mineiras.

Por Rodrigo Coutinho - @RodrigoCout

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