21 de maio de 2017

Ligação direta `Fabulosa`abre os caminhos do Vasco na primeira vitória do Brasileirão

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Com ótima atuação de Luis Fabiano, o Vasco conseguiu a sua primeira vitória no Campeonato Brasileiro. O centroavante foi importante no ponto de vista tático, sendo ``desafogo`` da equipe em um momento de dificuldade para criar, e também no ponto técnico, servindo Pikachu com qualidade para o Cruzmaltino abrir o placar. O time anfitrião bateu o Bahia por 2x1  e fez a festa do bom público que compareceu em São Januário.
Luis Fabiano deu uma assistência e marcou um gol na vitória do Vasco sobre o Bahia. Crédito: CRVG

Buscando dar mais velocidade e juventude ao seu time, Milton Mendes sacou o ídolo Nenê do meio-campo vascaíno. Mateus Vital, foi deslocado para o centro da linha de meias e Kelvin reapareceu pela esquerda depois de muito tempo ausente. A frágil zaga da estreia contra o Palmeiras ganhou o reforço de Paulão, que elevou o nível de concentração e virilidade no setor. Já o Bahia de Guto Ferreira, começou o jogo sem seis titulares, três deles no banco de reservas. Montado no 4-2-3-1, teve como proposta a reatividade, mas encontrou muitas dificuldades para encaixar bons contra-ataques. A ideia foi poupar para a final da Copa do Nordeste.
Disposição Tática inicial do Vasco
E aqui a do Bahia, com Juninho na meia central, por trás de Gustavo

Com São Januário lotado, o Vasco teve bons 25 minutos iniciais. Não que o jogo coletivo da equipe tenha sido um primor. O time até tentava uma saída mais curta e jogadas de aproximação. Variando a ``saída de três`` e uma outra com Douglas e Mateus Vital se aproximando mais da construção inicial. De uma forma ou de outra, faltou mais fluidez para evoluir no campo de jogo. O Bahia marcava em bloco recuado, mas era intenso no ataque ao portador da bola e tinha boa coordenação de suas linhas para negar espaços ao Vasco.
Saída de três do Vasco com Jean entre os zagueiros. Juninho e Gustavo sobem a marcação com intensidade.
E aqui a outra forma de sair jogando: com Douglas e Mateus Vital participando mais da construção  inicial. Nos dois casos, faltou mais plano de jogo para que este princípio tivesse sequência.

A melhor saída foi a ligação direta. Luis Fabiano, como de praxe, deu trabalho neste princípio e contou com uma linha de meias muito ativa, ligada em campo. Ganhando as ``segundas bolas``, o Vasco foi se estabelecendo no campo de ataque e criou quatro boas chances, três delas com Luis Fabiano, Méritos para o goleiro Jean, que fez duas ótimas defesas. O Cruzmaltino tinha muito volume principalmente pelo lado direito, com a aproximação de Gilberto, Pikachu, Mateus Vital e Douglas, o dono do meio-campo.

Na segunda metade da etapa inicial, o Bahia encontrou o melhor tempo da bola direta para Luis Fabiano escorar e agrupou mais sua equipe no campo defensivo. Conseguiu sair do sufoco vascaíno, mas errou muito nos contra-ataques. Faltou mais jogo coletivo e aproximação entre os jogadores. Conseguiu assustar em uma bola aérea e em falhas da problemática saída de bola do time da casa.

No segundo tempo, Guto Ferreira colocou dois de seus titulares habituais em campo. Allione entrou pela esquerda e Zé Rafael pela direita. Maikon Leite e Diego Rosa ficaram no vestiário. O Bahia controlava o jogo e tinha mais qualidade em campo, até que a capacidade de Luis Fabiano como alvo das ligações diretas voltou a aparecer. Ele bateu o zagueiro Tiago, observou a falha de posicionamento da ``quebrada`` linha de quatro defensiva baiana e serviu Yago Pikachu. O Vasco abria o placar e aliviava a sua torcida.
Repare a linha de quatro defensiva do Bahia com um buraco ocasionado pela perseguição de Tiago a Luis Fabiano. Neto e Eduardo não compensaram o espaço e Pikachu teve liberdade para fazer a infiltração e receber o belo passe do `Fabuloso`.

 Com a vantagem do cruzmaltino, o Tricolor de Aço saiu para o jogo e a partida ficou mais aberta. Num espaço de  dez minutos foram cinco chances criadas (três para o Vasco e duas para o Bahia). Milton Mendes, que já havia perdido Rafael Marques por lesão e promoveu a estreia de Breno, teve que sacar Yago Pikachu e Jean pelo mesmo motivo. O jovem volante Cosendey debutou entre os profissionais e Wagner foi escolhido para a vaga do ex-Paysandu. Já Guto Ferreira deixou sua equipe ainda mais ofensiva com a entrada de Edgar Junio no lugar de Matheues Sales. Juninho voltou para a sua função de origem e Zé Rafael foi para a meia central.

Na guerra para ver quem aproveitava melhor os espaços, o Vasco levou a melhor. Gilberto escapou pela direita e cruzou para Kelvin finalizar. Jean fez mais uma boa defesa, mas o rebote se ofereceu nos pés de Luis Fabiano. O gol fez justiça a boa atuação do centroavante, que atingiu a marca histórica de 400 tentos na carreira.

Escolhido ao invés de Nenê para entrar na segunda etapa, Wagner foi decisivo para recolocar o Bahia no jogo. Deu bobeira e foi desarmado por Allione no meio-campo. O próprio argentino deixou Gustavo na cara do gol para diminuir. A pressão baiana se intensificou e o Vasco sofreu até os 45 minutos do segundo tempo, quando Armero foi expulso após confusão com Gilberto. Kelvin ainda perderia ótima chance nos acréscimos.

Se não foi um grande jogo do ponto de vista tático e técnico, sobrou disposição e entrega ás duas equipes. Para o Bahia, um resultado normal, principalmente se levarmos em consideração o time misto. Para o Vasco, alívio, mas uma atuação ainda longe de deixar segurança para um campeonato mais tranquilo.   

Rodrigo Coutinho - @RodrigoCout

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