28 de maio de 2017

Furacão sufoca no início, Flamengo controla a posse na segunda etapa: a história do empate na Arena

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No terceiro jogo entre ambos na temporada, Atlético/PR e Flamengo mantiveram o equilíbrio já visto nos duelos pela Libertadores da América e empataram na tarde deste domingo na Arena da Baixada. O 1x1 com gols de Mancuello e Thiago Heleno não premiou um Furacão mais agressivo durante a maior parte dos 90 minutos. O Mais Querido chega a cinco pontos e fica em oitavo. Já o CAP segue na zona de rebaixamento e sem vitórias no Brasileirão.
Rossetto subindo a marcação. Meia foi um dos destaques do jogo. Foto: Gilvan de Souza/CRF 

Em seu jogo de estreia no Furacão, Eduardo Baptista escalou o time da casa de forma idêntica ao que Autuori montava taticamente. As mexidas foram por opção de um jogador por outro. Grafite entrou na referência ofensiva na vaga de Eduardo da Silva e Lucho González foi o escolhido ao invés de Guilherme para substituir Carlos Alberto. Com as movimentações de Rossetto, em tarde inspirada, na prática um 4-1-4-1.
Disposição tática inicial das equipes

Já o Flamengo, sem seis jogadores do sistema ofensivo foi montado de forma surpreendente por Zé Ricardo. Cuellar e Mancuello ganharam chance no meio-campo. O colombiano foi volante ao lado de Marcio Araujo e o argentino atuou na meia central do 4-2-3-1 rubro-negro. Willian Arão foi escalado aberto pela direita, com a responsabilidade de auxiliar ``Mancu`` na região central do campo. Matheus Sávio completou a linha de meias pelo lado esquerdo e Renê ganhou a vaga de Trauco para reforçar a marcação no setor em que Nikão atua.

O time da casa dominou inteiramente os 20 primeiros minutos. Adiantava a marcação e dificultava as coisas para os visitantes. Rossetto e Pablo eram os mais agressivos neste aspecto, forçando muitas ligações diretas da defesa carioca. Faltava mais aproximação ao Mais Querido e apoios para fugir das linhas altas do CAP. Mancuello participava pouco neste aspecto. Marcio Araujo, Renê e Rafael Vaz erravam demais. Pablo e Nikão, com bons chutes de fora da área, assustaram a meta de Muralha.
Rossetto, no detalhe, adianta a marcação com intensidade e contando com movimentos coletivos bem coordenados de seus companheiros, algo constante no Atlético
O Flamengo teve menos oportunidades para fazer isso, mas também tentou.

Quando conseguia vencer a pressão inicial do Furacão, seja pelo ganho de uma ``segunda bola``, seja por momentos de menor intensidade do adversário, o Flamengo tentava a aproximação entre os atletas no campo de ataque, mas a rotação de bola era lenta e muita ``lateralizada``, sem profundidade. Mesmo assim, o rubro-negro carioca chegou ao gol. Em momento de pouca pressão ao portador da bola, Pará teve liberdade para cruzar e aproveitar e infiltração de Mancuello. O argentino testou firme e abriu o placar.
No detalhe, a origem do gol: Pará(circulado em amarelo) tem total liberdade para cruzar e encontrar Mancuello pisando na área.

A vantagem deu mais moral ao time carioca, que melhorou no aspecto da saída de bola. Teve a aproximação de Willian Arão e, quando conseguia vencer este cenário inicial, encontrava um Atlético menos intenso no seu campo de defesa. O panorama não serviu para o Flamengo criar mais chances, mas pelo menos fez com que o time tivesse um pouco mais a bola no campo de ataque.
Um flagra do Furacão propondo o jogo. Rossetto, circulado em preto, sempre buscava o lado do campo. Lucho(circulado em vermelho), fazia o mesmo do lado oposto para abrir a defesa e distanciar as linhas de marcação do Flamengo. Percebam o movimento de Pablo, detalhado em amarelo, que sai do lado e busca aproveitar os espaços abertos pelos seus companheiros. 

O time paranaense, porém, seguia sendo perigoso com a bola. Rossetto e Pablo imprimiam movimentação intensa e inteligente, e por diversas vezes fizeram a defesa do Flamengo errar. Grafite teve duas grandes chances, mas desperdiçou.Muralha fez grande defesa em uma delas. Nikão acertou o travessão e Rafael Vaz salvou um gol certo de Sidcley. O resultado não resumia o primeiro tempo entre os times.

No intervalo do jogo, Baptista sacou Nikão para a entrada de Douglas Coutinho. Queria mais velocidade e jogadas de fundo pelo setor. O Flamengo voltou melhor. Aproveitou-se de uma baixa na intensidade do Atlético na abordagem de marcação e teve um Cuellar mais atuante na saída de bola. Conseguia enfim colocar em prática o seu jogo de posse e dominou os minutos iniciais. Guerrero obrigou Weverton a fazer defesa sensacional em cabeçada no angulo aos nove minutos.
Flamengo conseguia impor o seu jogo no segundo tempo. Aproximação pelos lados do campo e manutenção da posse. Faltou mais agressividade. Desfalques pesaram, mas equipe melhorou após a entrada de Vinicius Jr.

Assim como no primeiro tempo, o time que jogava melhor acabou sofrendo o gol. Thiago Heleno ganhou de Rafael Vaz no alto e empatou o jogo aos dez do segundo tempo. Méritos para Douglas Coutinho, que conseguiu tirar o Furacão do sufoco na origem da jogada. O time visitante seguiu tendo mais a bola durante boa parte do segundo tempo, mas só foi mais incisivo após a entrada de Vinícius Jr na vaga de Matheus Sávio pela esquerda. O jovem de apenas 16 anos fez três boas jogadas pelo setor.
Como as equipes terminaram o jogo.

O Furacão só conseguiu voltar a ser perigoso nos últimos 15 minutos. Guilherme e Éderson deram novo gás à equipe e Muralha precisou fazer duas boas defesas, além de boas saídas de gol. O empate foi melhor para o Flamengo, que conseguiu sair do sufoco na segunda etapa, mas fez pouco para merecer a vitória. Diante de todos os desfalques, conseguiu um ponto num terreno inóspito. Para o Atlético, péssimo resultado, já que somou apenas o seu primeiro ponto no campeonato.

Por Rodrigo Coutinho - @RodrigoCout

  

      

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