29 de maio de 2017

Chape atropela no primeiro tempo e vira líder do Brasileirão seis meses depois da tragédia na Colômbia

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Jogando um primeiro tempo perfeito e administrando o resultado na segunda etapa, a Chapecoense venceu o Avaí na noite desta segunda-feira na Arena Condá. O resultado deixou a equipe do oeste de Santa Catarina - pela primeira vez na história - na liderança do Campeonato Brasileiro. Outro item importante da noite é a capacidade de recuperação deste clube. Por mais que não represente tanto para o futuro do campeonato, exatos seis meses após a tragédia que vitimou toda uma geração de jogadores a Chape alcança o feito. Wellington Paulista e Reinaldo fizeram os gols do triunfo. Apático, o Avaí é o antepenúltimo na competição.
Lateral Reinaldo coroou a excelente fase com mais um belo gol
Escalado por Vagner Mancini no 4-1-4-1 usual, o time da casa apresentou um futebol muito vistoso na primeira etapa. A quantidade de chances criadas foi muito grande e o 2x0 ao final dos primeiros 45 minutos ficou até barato. A Chape se impôs de forma contundente e perfeita diante de sua torcida. Teve Luiz Antônio e Seijas muito móveis e acertando muito tecnicamente como meias interiores. Girotto tendo liberdade para iniciar as jogadas com correção. Apodí e Reinaldo muito intensos e buscando quase que insanamente o ataque. Rossi, Arthur Caíke e Wellington Paulista ativos em campo, inteligentes na movimentação.
Disposição Inicial das equipes

A postura do Avaí também favoreceu o amplo domínio dos anfitriões. Montado num 4-2-3-1 no momento ofensivo e 4-4-2 para defender-se, a equipe da capital catarinense praticamente assistiu a Chapecoense jogar. Além de não avançar em nenhum momento o seu bloco de marcação, foi passivo na abordagem, lento para reagir aos estímulos e inoperante com a bola no pé. Com a saída pressionada pela Chape, se livrava da bola na maioria das vezes e via a ``avalanche verde`` invadir o seu campo mais uma vez.
Marcação muito forte na saída do Avaí. Chape fez isso com extrema perfeição no primeiro tempo. Intensidade na abordagem e movimentos para fechar linhas de passe
Trio de meio da Chape muito ativo em campo. Luiz Antônio em grande noite tecnicamente
Tamanha superioridade começou a fazer a diferença no placar logo aos 16 minutos. Antes, a Chape já havia chegado com perigo em duas oportunidades, mas quando Luiz Antônio acertou um lindo chute no travessão e Betão se enrolou com Capa para cortar, Wellington Paulista não perdoou e vazou o bom goleiro Kozlinski.
Cena constante no jogo da Chape, Circulados em vermelho, Apodí e Rossi em progressão simultânea pelo lado direito. Muita aproximação e velocidade pelos lados
O Avaí só chegou com perigo em uma ocasião na primeira metade do jogo. Apodí cortou mal um cruzamento despretensioso e Denilson quase empatou em belo chute de fora da área. Logo depois de Seijas e Luiz Otávio quase ampliarem, foi a vez do lateral Reinaldo balançar as redes. Ele dominou na entrada da área e acertou um lindo chute no canto esquerdo da meta.
Avaí marcando em bloco baixo. Abordagem passiva e sem compensações para fechar as linhas de passe
Um verdadeiro massacre no primeiro tempo. E o melhor, um rendimento coletivo de encher os olhos. Muita aproximação, velocidade, triangulações pelos lados e compactação defensiva. Do outro lado, um time travado. Luan, Judson e Marquinhos sem conseguir responder à altura a faixa central adversária, uma defesa em apuros e um ataque sem qualquer tipo de conexão.  

Logo no início do segundo tempo, a Chapecoense perdeu Wellington Paulista e Vagner Mancini colocou Túlio de Mello em seu lugar. O time da casa tirou um pouco a velocidade do jogo e o Avaí adiantou as suas linhas de marcação. A abordagem, porém, seguiu passiva e Seijas teve duas boas chances antes dos 15 minutos. Um pouco antes, Arthur Caíke pediu pênalti em lance polêmico com o goleiro Kozlinski, mas acabou levando um amarelo por suposta simulação.

Tentando dar mais velocidade ao seu time, Claudinei de Oliveira sacou Marquinhos para a entrada de Diego Tavares. Junior Dutra saiu da referência e foi jogar na meia central, com Rômulo assumindo a função de ``9``. A situação pouco mudou e a Chape somente controlou as ações, dando-se ao luxo de economizar energias para o jogo contra o Cruzeiro, quinta-feira, pela Copa do Brasil. Mesmo a expulsão injusta de Luiz Otávio aos 37 minutos do segundo tempo não foi suficiente para alterar o placar. Leandro Silva do Avaí, quatro minutos depois, rumou pelo mesmo caminho.

O primeiro tempo da Chapecooense, se repetido mais vezes em jogos dentro da Arena Condá, pode render ao time do oeste de Santa Catarina uma campanha até superior as feitas nos Brasileirões mais recentes. Já o Avaí preocupa muito. Em um time de qualidade técnica insuficiente para a Série A, a postura dentro de campo precisa ser muito diferente se quiser conseguir o ``milagre`` da permanência.

Por Rodrigo Coutinho - @RodrigoCout  

  

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