25 de abril de 2017

San Lorenzo 'pega no tranco' e volta a sonhar na Libertadores

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Em partida emocionante, disputada na noite desta terça-feira no Nuevo Gasómetro, o San Lorenzo venceu a Universidad Católica por 2x1, gols de Blandí e do baixinho estreante Cristian Barrios, que saiu do banco para ``livrar a pele`` de Diego Aguirre. Cordero descontou para o time chileno. A partida teve muita alternância de domínio entre as equipes e a expulsão do zagueiro Kuscevic acabou sendo decisiva para definir a parada em prol dos Cuervos. O San Lorenzo vai a quatro pontos, permanece na lanterna do Grupo 4, mas vê o líder Flamengo mais de perto. A Católica permanece com cinco pontos, ao lado do Atlético/PR na vice-liderança. Os rubro-negros brasileiros se enfrentam nesta quarta-feira, no complemento da quarta rodada.
`Nico` Blandi comemora o lindo gol que abriu caminho para a vitória do San Lorenzo

Sem o titular Cerutti, o pressionado Diego Aguirre optou pelo talentoso Merlini como substituto à esquerda da linha de três meias. Outra opção do técnico uruguaio foi a barração do titular Torrico, goleiro campeão da Libertadores com o San Lorenzo. Navarro o substituiu. Montado em seu tradicional 4-2-3-1, ``El Ciclón`` demorou muito para conseguir engrenar na partida. Iniciou com intensidade muito baixa na marcacao e precipitação demasiada na construção ofensiva.
Disposição Tática inicial das equipes

Bem mais tranquilo que o adversário, os chilenos da Universidad Católica formaram também no 4-2-3-1 de sempre, e tiveram o desfalque de Fuenzalida e Lanaro. Kuscevic na zaga e Cordero na ponta-direita foram os escolhidos pelo técnico Marcelo Salas. Mais bem posicionado que os argentinos até os 20 minutos da primeira etapa, os chilenos pecaram em não insistir na construção curta e no jogo apoiado para criar. Quando optavam por essa estratégia, conseguiam dominar a posse e envolver o rival. O problema, porém, foi a insistência na ligação direta com Santiago Silva, o que pouco funcionou. A marcação também não era eficiente. Buonanotte participava pouco do combate aos volantes do San Lorenzo e dava liberdade para o jogo adversário fluir.
Kalinski, circulado em vermelho, era ponto importante no jogo que a Católica conseguiu imprimir nos vinte minutos inciais. O volante se infiltrava pelo lado direito e promovia troca de posição com Cordero. Depois disso, insistiu muito na bola longa 

A pressão dos Cuervos na saída de bola não era tão forte assim, mas mesmo diante disso a Católica abriu mão da construção curta. Os chilenos foram perdendo o comando do jogo ao longo da primeira etapa. O San Lorenzo, embalado por uma grande noite de Merlini e Mussis, passou a se estabelecer no campo oponente. Evoluiu na pressão pós-perda e conseguiu errar menos na rotação da bola. Aos poucos, Botta, Belluschi e Ortigoza entraram no jogo, e o gol de Blandi, em belo voleio aos 36 minutos, fez jus ao que vinha ocorrendo em campo. Méritos para o zagueiro Angeleri, que ganhou da zaga chilena na primeira disputa após escanteio cobrado por Belluschi.    

No segundo tempo, as equipes voltaram com seus extremos em lados invertidos. A Catolica tomou a iniciativa do jogo e voltou a utilizar a aproximação no campo de ataque como premissa para criar. Noir, melhor atleta do time visitante na partida, passou a variar bastante para a região central e, ao lado de Kalinski e Buonanotte, levou perigo. Ao mesmo tempo, o San Lorenzo recuou o seu bloco de marcação, mas manteve a intensidade da abordagem, produzindo uma postura reativa.
Católica tentou promover uma construção mais curta na segunda etapa. Neste frame, vemos que o portador da bola tem três opções de passe. Pena que não repetiu este conceito de forma satisfatória

Os chilenos voltaram a se impacientar e se precipitar na construção ofensiva. Passaram a oferecer perigosos contra-ataques, mas os argentinos não conseguiram ampliar a vantagem. Marcelo Salas resolveu lançar o seu time ao ataque. Sacou um lateral e um volante e colocou em campo um meia e um atacante. Passou a pressionar mais e chegou ao gol de empate.
Um dos contra-ataques do San Lorenzo. Este, mal finalizado por Belluschi.

O inusitado é que o gol da Católica saiu em um contra-ataque. Após rebote de escanteio, Belluschi, mal mais uma vez, perdeu a posse de bola e Cordero finalizou com estilo depois de bela jogada de Gutiérrez. Animicamente ``El Ciclón`` acusou o golpe e a coisa só não ``foi pro brejo`` de vez porque o zagueiro Kuscevic recebeu o segundo cartão amarelo. Merlini, o melhor em campo,  foi o responsável pela jogada.

Sem outra alternativa, Aguirre também tornou sua equipe mais ofensiva. Ávila e Barrios entraram nas vagas de Paulo Diaz e Belluschi. O San Lorenzo se encorajou novamente e chegou ao gol da vitória. Ávila colocou na cabeça do baixinho Barrios, que do alto de seus 1,56m e 18 anos de idade, se antecipou a Alvárez para marcar.
Momento da construção do gol de Barrios. O atleta estreava com a camisa dos Cuervos

O jogo deixou claro a inconstância que as duas equipes apresentam durante uma partida de futebol. Possuem dificuldades para repetir conceitos coletivos, o que deixa muitas dúvidas sobre o futuro de ambas na competição.

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