17 de abril de 2017

Os números do crescimento colorado

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A equipe treinada por Zago sofreu e ainda sofre criticas da torcida, normal para um trabalho novo no Brasil. Mas parece que os números estão melhorando de acordo que amadurece os conceitos da equipe e os resultados, aos poucos, vão surgindo.

O Internacional começou a demonstrar uma melhora desde quando a equipe colorada começou a atuar com um tripé de meio campistas em frente ao quarteto do primeiro setor(Ideia que já tinha sido praticada por Zago, mas que não teve sequencia por lesões). As peças do tripé funcionam dessa maneira; Dourado é o mais defensivo, funcionando primordialmente como destruidor e afundado entre os zagueiros para auxiliar na saída de jogo. Uendel, pelo lado esquerdo, ajuda na construção e faz combinações com o lateral no último setor. Mesma função que é desempenhado por Edenilson pelo lado direito. A função que os números "6" e "8" vem cumprindo não são nem de volante ou meio-campista, e sim, de interiores. Denominação que já era usada décadas atrás  no esquema W-M.

Os números fundamentam a visível melhora no futebol do Internacional, em resultado e espetáculo após a utilização de interiores no tripé de meio campo a partir da 11ª rodada do Campeonato Gaúcho.
Gráfico 1

As chances de gol não melhoraram quantitativamente, mas sim qualitativamente. Como mostra o gráfico 1. O que pode demonstrar uma melhora na construção das jogadas.


Gráfico 2

O Gráfico 2 apresenta um Internacional mais veloz para concluir ao gol, ao invés de trocar entre 45-60 passes até criar uma chance. O atual Inter, atuando com interiores, chega ao gol trocando menos passes e com maior velocidade, entre 25-40 passes para finalizar.


Gráfico 3

Uma das boas evoluções no trabalho de Zago são demonstradas no gráfico 3. Onde apresenta quantos passes a equipe adversária consegue trocar, em média, até perder a posse. A linha média mostra que o Internacional vem exercendo maior pressão sobre o adversário e recuperando a bola mais rápido.

Tripé de meio campistas e quarteto do primeiro setor.

Não é atoa que nos últimos quatro jogos, onde atuou com interiores, o Internacional ganhou 3 e empatou um, fazendo sete gols e sofrendo dois. Os números do Inter apresentam um time que a cada jogo permite menos passes ao adversário quando possuem a bola. Demonstram um movimento ofensivo mais vertical, com menos passes para criar chances de gol e essas com maior porcentagem de finalização ao arco. Portanto, mais vertical, mais veloz e mais perigoso.

*Os dados computados foram apenas dos jogos realizados pelo Campeonato Gaúcho.


Por: Bolívar Silveira @bolivarsilveira

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