19 de abril de 2017

O jovem Monaco chega nas semifinais da Champions League dando lições

Compartilhe nas redes sociais

O Monaco está nas semifinais da Uefa Champions League 2016/2017. Depois de vencer a partida de ida por 2-3, o Monaco fez o dever de casa e não deu brechas para o Borussia Dortmund tentar reverter o confronto. Com gols de Mbappé, Falcao e Germain, o Monaco fez 3-1 e avançou para a semifinal do torneio continental, onde chegou pela última vez no longínquo 2004. Marco Reus, em noite apagada, foi quem marcou o gol aurinegro.

  (Foto: A.Mounic/L'Equipe)
Thomas Tuchel fez algumas modificações no seu time titular em relação ao confronto do Signal Iduna Park. Sahin, de boa partida na Alemanha, e Marco Reus foram as grandes novidades, além de Ousmane Dembélé no banco de reservas. Mantendo a proposta de 5-2-2-1 da semana passada. No Monaco, Leonardo Jardim contou com a volta de Tiemoué Bakayoko e Benjamin Mendy, mas não teve o suspenso Fabinho.



Existem grandes problemas em tirar Ousmane Dembélé do time. É um jogador extremamente criativo, associativo e uma constante ameaça ao gol rival. Sem ele, Benjamin Mendy praticamente não se preocupou defensivamente nos primeiros 25 minutos de partida (Dembélé entrou nesse momento) e foi determinante nos dois gols do Monaco no primeiro tempo. Durm não segurou a barra, Mendy fez o que quis (está em ótima fase) e ninguém conseguiu explorá-lo defensivamente. Tuchel percebeu o erro e mudou corretamente. Com Dembélé em campo, a posse de bola do Dortmund tornou-se realmente um perigo.


O Dortmund 16-17 precisa de muito esforço para conseguir se colocar no campo rival. A posse de bola, normalmente numa porcentagem alta, não chega a causar perigo ao adversário. Foi o que aconteceu na primeira etapa. A inserção de Nuri Sahin para dar mais uma opção de passe na saída de bola foi interessante, mas na prática não deu certo. O turco, aliás, foi um dos melhores no último confronto. O Monaco conseguiu controlar Julian Weigl (acima) e só deixou que o Dortmund se enrolasse sozinho muitas vezes. Depois, com a entrada de Dembélé, a coisa mudou. O trio de meias (Dembélé, Kagawa, Reus) e o atacante Aubameyang finalmente começaram a receber a bola em boas condições para a criação de alguma chance de gol.

Mendy com muito espaço e Erik Durm foi triturado no 1vs1. 
 Após a entrada de Dembélé, o Dortmund mudou do 5-2-2-1 para o 4-2-3-1 convencional, buscando maior aporte dos homens de frente. O gol e a pequena pressão no início do segundo tempo deram sobrevida aos comandados de Tuchel, mas quando o Monaco retomou o ritmo da partida novamente massacrou nas transições. O Dortmund tem sérios problemas defensivos e que se tornam muito maiores quando a equipe não consegue jogar bem ofensivamente. Cada posse de bola perdida torna-se um lance de perigo favorecendo o adversário. E contra o melhor ataque da Europa isso é imperdoável. Os seis gols sofridos pelo Dortmund no confronto precisam ficar de lição para a próxima temporada. Thomas Tuchel é um prodígio, mas precisa adaptar suas ideias e finalmente conseguir executar seus conceitos com clarividência. O resumo da temporada do Borussia Dortmund é um time cheio de criatividade que leva um gol sempre que perde a bola.


Leonardo Jardim fez do seu Monaco um time absurdamente bom. É incrível como esse time é bom. Veloz, vertical, inteligente, técnico e atlético, tudo isso com muitos jovens jogadores. Um conjunto com uma imensa capacidade de transformar erros rivais em gols e também criativo o suficiente para não depender disso. É um time que deve sofrer ainda mais defensivamente nas semifinais, mas os testes contra Manchester City e Borussia Dortmund foram positivos. Quando está no seu ritmo, é um time quase imparável. Marcou três gols nos quatro jogos do mata-mata que fez até agora e será um rival indigesto para qualquer um.

A experiência de Falcao, Glik, Moutinho e Subasic será essencial na próxima fase, mas o brilho dos jovens Bernardo, Lemar e Mbappé precisa continuar sendo o protagonista das atuações. Aliás, fala-se muito desse trio, mas Fabinho, Bakayoko, Mendy, Sidibé e até Jemerson estão fazendo uma temporada muito boa. São jogadores que serão da ''elite'' em pouco tempo e buscados pelos clubes mais ricos do mundo já na próxima janela de transferências.

O Monaco seguirá sendo o azarão num grupo com Atlético de Madrid, Juventus e Real Madrid, mas só de estar nessa fase é uma conquista e tanto para Leo Jardim e seus ''moleques'' e uma lição para o mundo: é possível fazer um time competitivo no mais alto nível prospectando jovens. E também é possível encantar, fazer mil gols e ganhar partidas. Já são a história da temporada, então que façam mais história ainda.

Por Nicolas Müller - @_nicolasmuller
@linhaalta





Deixe um comentário

Todos os comentários postados são de responsabilidade de seus autores. É necessário estar logado no facebook para comentar.

 

Bem-vindo ao Linha Alta. Site com conteúdo futebolístico.

© Linha Alta 2016

Edited by Douglas Menezes