27 de abril de 2017

Eficiente e pragmático, Atlético Paranaense vence um pouco inspirado Flamengo pela Libertadores

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A palavra 'pragmatismo' no futebol normalmente é usada de forma pejorativa, seja para avaliar um time que jogue mal, seja pra dizer que o modo como o time joga é chato, modorrento e etc. O Atlético Paranaense foi pragmático contra o Flamengo, principalmente após abrir o placar com Thiago Heleno (em uma jogada de bola parada), mas foi eficiente e tem seus méritos em neutralizar o jogo do adversário durante boa parte do jogo.

O zagueiro Thiago Heleno foi o autor do primeiro gol da noite. (Foto: Hedeson Alves/EFE)
Com seu eterno 4-2-3-1, Paulo Autuori não fez grandes mexidas estratégicas para o confronto. O Atlético comportou-se como de praxe: bola no chão, jogo apoiado, defesa por zona e bastante compacta, todos atacando e todos defendendo. Um dos times mais organizados do país. Já o Flamengo, sem Diego Ribas, voltou a ter o peruano Trauco na linha de meias do 4-1-4-1, que teve Márcio Araújo e Paolo Guerrero entre as linhas.

O CAP teve ótimos minutos no início da partida, realmente colocando pressão no adversário. Com a posse de bola controlada, a equipe buscou circular bastante a bola (como de praxe), mas pecou na hora de verticalizar o jogo, demonstrando muita imprecisão nas decisões e, principalmente, nas ações. Um Eduardo da Silva completamente fora de jogo foi praticamente uma opção a menos na hora de dar um passe de ruptura, de desenvolver um lance com pivô ou algo do tipo. A única (junto com o gol) chance criada pelo Atlético na primeira etapa nasce de uma condução de bola do volante Otávio, quem rege as ações do time. O Atlético ainda sofre com posses de bola estéreis e Paulo Autuori precisa urgentemente trabalhar em cima disso.


O Fla, que teve menos a bola na primeira etapa, foi péssimo em quase todos os sentidos. Não conseguiu desenvolver seu jogo com a bola (Diego Ribas faz uma falta oceânica ao time) e tampouco construiu bons contragolpes. Aí que entra a atuação de Paolo Guerrero. O peruano tirou leite de pedra no primeiro tempo e em grande parte do segundo. Conseguiu dar vida aos ataques flamenguistas, mesmo isolado. Conduzindo, atacando o espaço, recebendo de costas e girando, ganhando disputas. Guerrero deu aula no papel de centroavante, uma pena para os flamenguistas que tenha feito isso sem apoio da equipe.


Na segunda etapa, com a natural mudança de postura de ambos os lados - que já iniciara no final do primeiro tempo -, o Flamengo teve muito mais a bola em seus domínios, mas não conseguiu fazer muito. Lateralizando praticamente todas as jogadas e pouquíssimo inspirado foi presa fácil para a boa defesa atleticana. Com Willian Arão na ponta, Zé Ricardo saiu do 4-1-4-1 para o 4-2-3-1 e aproximou Gabriel e Trauco de Guerrero, o que foi uma pequena evolução em relação ao primeiro tempo. A equipe até conseguiu criar algumas situações de gol e a sensação de estar próximo do empate sempre foi muito grande, mas não deixou de estar aquém do potencial que sabemos ter.


Já o Atlético, em uma postura completamente defensiva, não conseguiu fazer basicamente nada no campo de ataque por longos períodos. Só no final, com o Fla já tendo perdido várias ocasiões, que a equipe voltou ao jogo e conseguiu ligar alguns bons ataques. Em um desses, Felipe Gedoz fez o segundo gol atleticano e o gol de Willian Arão logo depois foi 'em vão'. O 2-1 para os donos da casa era sacramentado.


O Flamengo não terá Diego por algum tempo e isso perturba a forma como o time joga. Quem poderia ao menos seguir na mesma batida é o argentino Mancuello, que não parece gozar de muita confiança por parte da comissão técnica. O Atlético prova que consegue competir em grandes dias mesmo sem ser espetacular, um avanço em relação ao ano passado, e fica próximo da próxima fase da Libertadores.

Por Nicolas Müller - @_nicolasmuller

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