11 de abril de 2017

Dybala brilha, Juve controla sem a bola e Barcelona desmancha novamente

Compartilhe nas redes sociais

O Barcelona está em apuros na Champions League novamente. E dessa vez contra um adversário que sabe como jogar a competição, diferentemente do Paris Saint-Germain. A Juve nem precisou de uma atuação perfeita para colocar três a zero no placar. Bastou controlar o trio MSN e ser efetivo nas oportunidades que criou. E o trabalho de Luis Enrique, que deixará o comando do clube no final da temporada, está novamente em xeque, enquanto Massimiliano está alegre (perdoem pelo trocadilho) pela atuação e a grande vantagem para o confronto de volta na Catalunha.


A Juve foi a campo com seu 4-2-3-1 com grande participação ofensiva dos laterais brasileiros e Paulo Dybala como meia pelo centro na linha de três, que teve o croata Mario Mandzukic na esquerda. Já no Barça, Luis Enrique manteve o 3-4-3 dos últimos jogos, mas com alguns ajustes de posicionamento. Sem Busquets, Mascherano foi avançado para a posição de '5' e Mathieu entrou na linha defensiva. Além da mudança, Sergi Roberto e Messi adotaram uma postura diferente pelo lado direito. O argentino, diferentemente dos últimos jogos, procurou bastante a beirada do campo, enquanto o espanhol fez o caminho inverso: da ponta para o centro. Em vários momentos da partida o Barcelona teve Messi provendo amplitude e Rakitic sendo o vértice mais avançado do losango do meio-campo.

Com inúmeros problemas defensivos novamente, o Barcelona foi presa para Dybala, mestre em explorar os espaços entre os zagueiros e os volantes. No primeiro gol, Cuadrado recebe com liberdade e vence o 1x1 contra Mathieu com grande facilidade, encontrando Dybala livre dentro da área. Mascherano, que deveria estar GRUDADO no compatriota, está longe o suficiente para o juventino ter tempo e tranquilidade para girar e finalizar no cantinho da meta defendida por Ter Stegen. No lance do segundo gol, há praticamente a mesma situação, mas no lado esquerdo de ataque da Juventus. Mandzukic avança sem ser incomodado por Sergi Roberto e tem tranquilidade para encontrar Dybala, novamente sozinho, na entrada da área. Além de Mascherano perdido como volante, é destaque a passividade com que o Barcelona aborda o portador da bola. Dá tempo, espaço e tranquilidade para o rival escolher a melhor opção e executar. Sergio Busquets, mesmo em má temporada, faz uma diferença gigantesca para o Barcelona. Sabe exatamente o que deve fazer e onde deve estar.

Contra a melhor defesa da Champions, o Barcelona obviamente teve imensas dificuldades para criar chances. Não fosse por genialidades de Messi, os culés não teriam produzido praticamente nenhuma chance real de gol. A Juve, compacta e eficiente como sempre, brecou o trio MSN. E contra um Barcelona com poucas armas coletivas foi o suficiente para não sofrer gol. Aliás, a atuação defensiva (e ofensiva também) de Mario Mandzukic precisa de destaque. Um centroavante deslocado para a lateral pela sua grande capacidade de marcação e recomposição. Massimiliano Allegri dá aula de como adaptar um jogador. O termo 'improvisar' está justamente perdendo espaço em um futebol cada vez mais versátil e homogêneo. O modernismo não se preocupa com 'posição de origem', mas sim com as características de cada jogador.

@_nicolasmuller
@linhaalta

Deixe um comentário

Todos os comentários postados são de responsabilidade de seus autores. É necessário estar logado no facebook para comentar.

 

Bem-vindo ao Linha Alta. Site com conteúdo futebolístico.

© Linha Alta 2016

Edited by Douglas Menezes