6 de abril de 2017

D'Alessandro e volantes ofensivos tiram a trava do Internacional de Zago

Compartilhe nas redes sociais

Com uma grande partida de Andrés D'Alessandro, o Internacional venceu o Cruzeiro/RS por 3-1 pelo Campeonato Gaúcho. O centroavante Brenner, de estupendo início de temporada, marcou dois gols na partida, mas o Cabezón foi o nome da noite. Ele, junto de Edenílson e Uendel, foram responsáveis por transformar os conceitos em futebol prático. O Inter com Antônio Carlos Zago busca bola no chão, troca de passes, ofensividade. A mecânica está se consolidando e o treinador colorado vai escolhendo as melhores opções em termos de características, fazendo com que o Inter, aos poucos, evolua, depois de um período sombrio conceitualmente.

(Foto: Ricardo Duarte/SC Internacional)
Não é exagero apontar o primeiro tempo do Internacional frente ao Cruzeiro como a mais completa atuação colorada na temporada. Teve alguns minutos de adaptação com o adversário buscando atacar, mas quando se assentou na partida, conseguiu domínio completo das ações e demonstrou tudo que, nos bons dias, buscará ter. Saída de três, volantes-interiores se movimentando muito, laterais sendo importantíssimos ofensivamente, Nico López e D'Alessandro sempre buscando espaços e Brenner sendo letal nas oportunidades que tem. Além disso, a equipe começa a entender a pressão alta pretendida pelo treinador e busca artifícios para não desgastar tanto D'Alessandro.


A equipe está em evolução e obviamente apresenta muitas debilidades, principalmente defensivamente. Numa época onde quase todos os times defendem com duas linhas de quatro, o Inter defende, na maioria das vezes, com sete jogadores. Algumas vezes os atacantes recompõem pelos lados acompanhando os laterais adversários e tentando compensar o físico do D'Alessandro, mas não acontece sempre, o que gera desequilíbrio.


Ofensivamente ainda há muita margem para evolução, mas destaco a função do uruguaio Nico López. É um 'segundo atacante' bem tradicional nesse 4-3-1-2 colorado. É mais associativo que Brenner e busca muito mais a entrelinha do que a pequena área rival. É um jogador que pode ser mais explorado ofensivamente.

Estar em evolução não é necessariamente estar em uma sequência de bons resultados. Nem sempre, inclusive, exige uma sequência de boas atuações. A evolução colorada passa mais por entender o que quer dentro da partida e conseguir executar as propostas para chegar lá. Um dos fatores mais explícitos que culminaram no rebaixamento em 2016 foi a falta de identidade de jogo. Os jogadores simplesmente não sabiam o que fazer, era tudo aleatório.

O 3-1 colorado, além de um bom resultado para a partida de volta, carrega consigo uma boníssima atuação. E bom desempenho talvez seja o principal objetivo colorado nesse Gauchão, já que o foco está totalmente na Série B. E, aliás, que falta imensa fez Andrés D'Alessandro ao Internacional. É um acréscimo em todos os quesitos.

@_nicolasmuller
@linhaalta

Deixe um comentário

Todos os comentários postados são de responsabilidade de seus autores. É necessário estar logado no facebook para comentar.

 

Bem-vindo ao Linha Alta. Site com conteúdo futebolístico.

© Linha Alta 2016

Edited by Douglas Menezes