27 de abril de 2017

City 0-0 United: a essência dos duelos entre Pep e Mou, mas pouco futebol

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Em uma atípica quinta-feira de Premier League, Manchester City e Manchester United duelaram no Etihad Stadium. Com grandes desfalques dos dois lados (David Silva, Zlatan Ibrahimovic e Paul Pogba), grande parte da expectativa em torno do confronto ficou por conta do duelo estratégico entre os treinadores das duas equipes. De um lado Pep Guardiola, de outro José Mourinho. O Derby foi bastante nostálgico e muito intenso, mas faltou futebol para ser um grande jogo.

Clássico sempre tem confusão, né, Fellaini? (Foto: Paul Ellis/AFP/Getty Images)
Sem grandes inovações, Pep Guardiola lançou um 4-2-3-1 com pontas agudos (Sterling na direita, Sané na esquerda) e Agüero como referência móvel. Nos Red Devils, José Mourinho formatou um 4-1-4-1 com Michael Carrick e Marcus Rashford entre as linhas, buscando essencialmente bolas longas para o centroavante e Anthony Martial.

A primeira etapa iniciou com o United buscando ter a bola, com Henrikh Mkhitaryan sendo a referência nos primeiros minutos. Mas o cenário logo mudou, a equipe de Pep Guardiola tomou controle da posse de bola pra não largar mais durante a partida inteira (quase 70% de posse de bola ao final da partida). Sem David Silva. entretanto, a equipe sofreu bastante para criar jogadas perigosas, já que United teve uma atuação defensiva bastante segura. O grande destaque da partida foi Sergio Agüero, essencial no funcionamento da equipe e vivendo grande fase técnica. Tirando Bailly ou Blind de posição, abrindo espaços, conduzindo ou fazendo pivô, o argentino foi o grande motor para os Citizens na noite inglesa.


Acima a formatação do United nos primeiros minutos de jogo. A estratégia de ter Henrikh Mkhitaryan por dentro não funcionou e logo depois Marcus Rashford assumiu o lugar, jogando o armênio pra ponta direita, onde teve uma atuação especialmente apagada. Anthony Martial foi uma arma ofensiva pouquíssima explorada, já que passou a maior parte do tempo defendendo Zabaleta. Rashford, sim, foi acionado (do jeito mais bruto possível). Sozinho não foi capaz de vencer Vincent Kompany (de ótima atuação) e Nicolás Otamendi. Muito impreciso nas ligações diretas e dominando pelo perde-pressiona rival, o United sucumbiu e praticamente não levou perigo ao gol de Claudio Bravo (posteriormente Willy Caballero).



Quase que a partida inteira teve a mesma toada: City rodando a bola, buscando criar espaços, atacando com muita gente e dominando completamente as ações, enquanto o United se defendia e buscava contra-ataques rápidos com Rashford. Exageradamente pragmático o time de José Mourinho, visto que a equipe batalha por uma vaga na Uefa Champions League e uma vitória contra um rival direto o colocaria em boas condições.


Se faltou futebol, esse City-United relembrou os grandes jogos entre times de Pep Guardiola e José Mourinho, de estilos completamente diferentes. A intensidade do confronto ao menos dá uma boa dica do que poderá ser o Derby de Manchester nos próximos anos: uma reedição da rivalidade entre os treinadores e um constante conflito de conceitos. Quem agradece somos nós!

Por Nicolas Müller - @_nicolasmuller

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