18 de abril de 2017

Cada vez mais centroavante, Cristiano Ronaldo se adapta para continuar no topo

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Autor de um hat-trick hoje, contra o Bayern de Munique pela Champions League, o português é um grande exemplo de maturidade e dedicação para seguir no topo. Muito diferente do jogador que assombrou a Europa pelo Manchester United e até ao que desembarcou em Madrid, Ronaldo, o atual Ballon D'Or, se adapta para continuar entre os melhores.

Ele tá aqui. (Foto: Ángel Martínez/Real Madrid)
No jogo de hoje, vs. Bayern, Cristiano Ronaldo teve uma atuação bem, digamos, chinfrim. Não foi tão participativo como normalmente é e ainda perdeu algumas boas oportunidades no primeiro tempo. No segundo tempo e na prorrogação, com uma boa ajuda da péssima arbitragem do húngaro Viktor Kassai, o gajo marcou três gols e sacramentou a ida do Real Madrid às semifinais da Uefa Champions League pelo sétimo ano consecutivo. Cristiano não fez uma grande partida, mas fez três gols. Todos dentro da área, como um centroavante. Um de cabeça, um de esquerda e um de direita. 

Cristiano Ronaldo não tem mais físico pra ser um ponta driblador e potente, mas tem uma preciosa capacidade técnica e inteligência para ser um ótimo (o melhor!) centroavante. Claro que a cobrança em cima do 'melhor jogador do mundo' é sempre gigantesca e não só por gols, mas também por atuações espetaculares e grande desempenho, o que Cristiano teve em 2016. Entretanto, ele não é mais um garoto, já tem seus 32 anos e uma carreira inteira nas costas. O impressionante é que consiga, diante disso, se adaptar e continuar em altíssimo nível. Cristiano merece aplausos, merece todos os elogios que um dos melhores de todos os tempos, que é, merece. 


O Real Madrid utilizou uma formação diferente do habitual hoje, já que Zinédine Zidane não contou com Gareth Bale. Isco foi o escolhido para substituir o galês, mas jogou de forma bem diferente. Saindo do 4-3-3 para um 4-3-1-2, com Isco de enganche, o Real Madrid 'oficializou' o uso de Ronaldo como um atacante de centro. Jogando na ponta, no 4-3-3, tende a centralizar muito, até pela participação ofensiva do lateral Marcelo. O Real normalmente defende com duas linhas de quatro jogadores e Benzema e Ronaldo na frente pra acelerar, o que não foi diferente desta vez. Isco fez o papel de Bale, mas pela esquerda na maior parte do tempo. O 4-4-2 defensivo do Real Madrid é uma tática para liberar o português de maiores compromissos defensivos, algo semelhante ao feito pelo Barcelona com Lionel Messi.



Acima há o mapa de calor e o mapa de toques na bola do português na partida de ida do confronto contra o Bayern de Munique. Notável a influência grande dentro da área.

Cristiano caminha para o término de sua carreira e quer continuar no topo até o final, então precisa realmente se adaptar, porque há um argentino jogando em um clube da Catalunha que também está se adaptando. E essa rivalidade faz dessa época uma das mais excepcionais da história do futebol, mesmo que a gente (de forma geral) não dê o devido valor. No futuro lembraremos das duas estrelas que foram até o final disputando o topo, se modificando, se lapidando, se adaptando. O skiller Cristiano Ronaldo faz falta? Às vezes abro o YouTube para ver alguns lances da época de United, mas o fato é que o homem segue absurdamente bom.

Por Nicolas Müller - @_nicolasmuller
@linhaalta 

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