5 de abril de 2017

Barcelona goleia Sevilla com muita superioridade tática e psicológica

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Em grande fase após o épico na Champions League, o Barcelona deu outro amostra da sua recuperação na temporada ao bater o Sevilla por 3-0, no Camp Nou. Com extremo domínio das ações e o MSN em boa noite, o clube catalão matou o confronto em pouco mais de dez minutos (entre os 25' e os 35' saíram os três gols). Quando o coletivo cumpre o planejado, é praticamente impossível não sofrer com o Barcelona. Além da parte tática, onde o Luis Enrique teve grande vantagem, a partida mostrou a importância da parte psicológica no futebol.

Messi marcou e homenageou as crianças que lutam contra o câncer. (Foto: Barcelona)
O Sevilla vive sua pior fase na temporada. Não vence há um mês e foi eliminado pelo Leicester na UEFA Champions League, em um confronto onde era favorito pela temporada dos dois clubes. Jorge Sampaoli entendeu o momento como oportuno para escalar uma formação mais defensiva e explorar os contra-ataques, mas foi engolido pelo jogo de posição e a pressão alta culé. Em contrapartida, o Barcelona vive seu auge técnico e moral na temporada.

Lionel Messi anotou mais dois gols em seu maior freguês (já são 23 gols contra o Sevilla na carreira) e foi o grande nome da partida. Foi eficiente, espetacular e nem precisou de muito esforço para isso. E se Neymar ficou abaixo do nível atual, Iniesta deu um recital no Camp Nou. Comandou a criação das jogadas e foi peça essencial para sufocar o Sevilla no seu campo. A idade aumenta, mas Andrés continua sendo espetacular. E, claro, Luis Suárez marcou. Um golaço de puxeta, aliás.


No papel, o Barcelona jogou em um 3-4-3 com losango no meio-campo. Mas na prática pouco importa. Existem as bases de posicionamento, mas com um conceito de movimentação continua por trás de tudo isso é praticamente impossível ser 100% fiel ao que acontece em campo. Números estão cada vez menos importantes em um futebol cada vez mais dinâmico.




No segundo tempo, com a derrota bastante encaminhada, Sampaoli fez duas alterações na estrutura tática de sua equipe: desmontou a linha de cinco defensores e montou um 4-2-3-1 com Vicente Iborra avançando para ser o meia central. Estratégia que Unai Emery eternizou durante sua estadia no Ramón Sánchez-Pizjuán. Outra novidade foi o meia Pablo Sarabia em campo, jogando em uma das pontas, mudando constantemente com Vitolo. Joaquin Correa seguiu como principal objetivo ofensivo, como referência. 


Sevilla melhorou bastante no segundo tempo, até pelo relaxamento natural do Barcelona, mas muito pouco para realmente assustar os donos da casa, que tiveram uma vitória tranquila contra um adversário extremamente apático e fraco mentalmente. O Barcelona assume a liderança de La Liga e o Sevilla não para de descer na tabela. Para quem brigava pelo título da liga na Espanha e estava vivo e em boas condições na Champions League, março foi um mês destruidor para o Sevilla. E abril começa lindo para Neymar, Messi, Suárez e companhia.

@_nicolasmuller
@linhaalta

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