4 de abril de 2017

Ábila resolve e Cruzeiro vence Nacional em partida duríssima pela Sul-Americana

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Na estreia cruzeirense na Copa Sul-Americana 2017, a figura do centroavante Ramón Ábila foi necessária para o triunfo. Frente a um pragmático e competente Nacional, Mano Menezes viu sua equipe ter dificuldades para desenvolver o futebol que estão demonstrando durante a temporada.

Thiago Neves foi o autor do primeiro gol cruzeirense na partida. (FOTO: Douglas Magno/AFP Photo)
Com o adversário sabendo se defender com eficiência, o Cruzeiro teve grandes dificuldades para propor o jogo com fluidez. Optou exageradamente por ligações diretas, já que faltou à dupla Ariel-Hudson maior busca pela bola no setor de iniciação das jogadas. Thiago Neves e De Arrascaeta por vezes recuavam, mas não quantitativamente suficiente para ser algo estável durante a partida. Sem muitas opções próximas, Manoel, principalmente, optava por ligar diretamente com o quarteto ofensivo. Sem sucesso por muito tempo.

O gol cedo do Nacional - aos 4 minutos do primeiro tempo - aumentaram a dificuldade natural da partida. O clube paraguaio veio ao Brasil com uma proposta reativa e com o placar favorável, a equipe teve mais tranquilidade para cumprir. Com extrema dedicação para fechar os espaços e constantemente gerar superioridade numérica no setor da bola, os paraguaios conseguiram ter o jogo sob controle por muito tempo.

A alternativa para a falta de criação da equipe foi justamente contrastar. Mano Menezes sacou Rafinha, de bom jogo, para o ingresso do centroavante argentino Ramón Ábila. O gringo já fez valer a alteração em uma das suas primeiras aparições em campo. Em lançamento de Mayke, Ábila conseguiu o domínio, tirou um defensor da jogada na base da força e, com categoria, driblou o goleiro e finalizou para as redes. Um gol de ESQUENTAR CORAÇÃO pra quem gosta de centroavantes do naipe.



A imagem acima mostra como o Cruzeiro esteve estacionado na sua saída de bola. Com os dois jogadores do Nacional próximos de Ariel Cabral e Hudson, a alternativa da dupla de zaga era o passe vertical, cujo risco e a porcentagem de erro é muito mais elevada.


Um dos conceitos mais intrínsecos ao Cruzeiro de 2017 é o uso continuo e eficaz da entrelinha rival. Rafael Sóbis, na função de falso nove, tem sido muito importante para desajustar defesas adversárias. Mas com uma defesa pouco espaçada e compensando com energia para fechar os raros espaços, a estratégia não surtiu tanto efeito como vem fazendo. 


A imagem acima é da recuperação de bola do Cruzeiro no primeiro gol. São sete jogadores no campo adversário que não simplesmente correram pra trás, eles pressionaram e recuperaram a posse, pegando a defesa adversário em preparação para a mudança de fase. Como o tempo de adaptação é muito curto, o Cruzeiro conseguiu tirar vantagem e empatar a partida. O ''perde-pressiona'' é um conceito cada vez mais universal.

@_nicolasmuller
@linhaalta

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Edited by Douglas Menezes