6 de março de 2017

Zamora, como joga o campeão Venezuelano que enfrentará o Grêmio

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Stifano, treinador do Zamora

O Zamora, adversário do Grêmio no Grupo 8 da Libertadores da América. É considerado atualmente a equipe mais forte da Venezuela. Mesmo após ter perdido os seus melhores jogadores, Soteldo destaque no Sul-americano Sub-20 entre eles, los blanquinegros seguem tendo resultados interessantes e com a mesma dinâmica que o levou ao pódio.

Em 2016 o Zamora foi campeão do clausura Venezuelano sobre o bom Zulia com duas vitórias de 2-1. O sucesso deve-se ao forte aporte para as categorias de base.Pelo Sul-Americano Sub-20 o time foi o segundo clube a mais ceder jogadores para a Vinotinto. Seis jogadores dos onze  titulares foram formados em Barinas. Stifano, treinador de 37 anos, mescla a equipe com jogadores mais experientes na defesa e jovens jogadores no setor ofensivo.

Em 2017, a equipe jogou seis partidas; ganhou três, empatou duas e perdeu uma. O time é escalado no 4-2-3-1. Os jogadores tem muita pouca mobilidade de função e setor ocupado. Deixando o time fácil de ser estudado e entendido.

O último campeão Venezuelano tem dois movimentos de ataque muito bem definidos. O primeiro é quando possui a posse a da bola; os laterais sobem e dão amplitude no campo ofensivo e os meio-campistas das pontas da linha de três aproximam-se do atacante referência. O jogo é organizado por Luis Vargas, símbolo da torcida, jogador destruidor e de boa troca de passes. Manco é o enganche que da o penúltimo passe e ajuda na criação. Geralmente procura Peña, Martínez ou Sosa. Esses são os responsáveis pelos gols Blanco y Negro. Com triangulações, tabelas e infiltrações dentro da área é que chegam a finalização.

O segundo movimento de ataque é quando o Zamora não possui a posse da bola. O contra-ataque é dono de 56% dos gols. Ao reconquistar a bola, Peña e Padilla dão amplitude e profundidade para esperar o passe. Com a profundidade desejada, a bola chega nos pés dos pontas que geralmente chegam até a linha de fundo e cruzam procurando César Martínez. Manco e Sosa ficam na sobra.


Defensivamente os Venezuelanos sofrem com a falta de velocidade e técnica da dupla de zagueiros, que costumam se atrapalhar quando pressionados. A bola aérea também incomoda bastante, pois o goleiro Salazar tem péssima saída do gol.



Defensivamente o Grêmio deve tomar cuidado com os primeiros 30 minutos de partida, onde os blanquinegros somam 56% dos gols feitos. Ao final de cada tempo a equipe tende a se tornar mais defensiva, tem 0% de gols sofridos e 11% dos gols feitos.























Por: Bolívar Silveira
@bolivarsilveira

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