3 de março de 2017

Mini Guia Tático do Futebol Argentino

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Enquanto os gabinetes discutem o recomeço da temporada 2016/2017 em solo Argentino. O Linha Alta decidiu trazer um mini guia para melhorar a experiencia de acompanhar o futebol na terra de Diego Maradona.
O torneio está previsto para voltar hoje (3 de março), mas não há nenhuma garantia. Nos resta esperar as próximas notícias, e claro, degustar do MINI GUIA TÁTICO.

Estudiantes


Resumo
O time de La Plata, treinado pelo jovem treinador Nelson Vivas, liderou o campeonato argentino até a 11ª rodada (Campeonato está na 13ª). Os Pincharratatas atuam com dois sistemas, 4-2-3-1 ou 4-4-2.
O grande nome da equipe na primeira parte do campeonato do Auzqui, que acabou se transferindo para o River Plate. O negociado fazia o papel de winger pela esquerda ou centralizava, tem muita velocidade e facilidade de entrar na área. Para o seu lugar foi buscado Juan Otero do Desportivo La Coruña, jogador de mesmas características.

Sistema Ofensivo
Bastante controle da posse de bola, movimentos geralmente ocorrem pelos lados do campo com passes longos buscando a linha de fundo com os velozes Otero e Lucas Rodríguez. A média da posse de bola do Estudiantes é aproximadamente 57%.

Sistema Defensivo
Duas linhas de quatro muito próximas. Boa recuperação e organização defensiva. Sofrimento no segundo tempo, onde leva maior número de gols. Marcação no último terço do campo e pressing bem demarcado. A equipe levou 13 gols em 13 jogos, alcançando 4 clean sheet nas primeiras quatro rodadas. O rendimento defensivo caiu muito, tomando mais de 1,5 gols por jogo e fazendo a equipe despencar da ponta.

Escalação
Andújar; Sanchez, Schunke Desábato e Aguirregaray; Ascacibar, Verón; Otero, Solari e Lucas Rodriguez; Viatri.

Números



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San Lorenzo

Resumo
O San Lorenzo de Diego Aguirre sempre esteve próximo dos líderes, alternando jogos excelentes e atuações fracas o time de Boedo tenta se afirmar como equipe. Para a temporada de 2017 a o time perdeu, Cauteruccio, um dos principais jogadores e símbolos da equipe. Porém,  Aguirre foi ao mercado e buscou Rúben Botta, argentino que estava no México e que já teve passagem pelo mercado Europeu.
O principal esquema utilizado é 0 4-2-3-1, com a primeira linha extremamente defensiva e o resto do time com liberdade para balançar entre ataque e defesa.

Sistema Ofensivo
Troca constante de passes e movimentação quando possui a posse da bola. Contra-ataque veloz com Belluschi e Blanco é a principal fase ofensiva. Construção passa por Ortigoza, que atua como um Regista, distribuindo a bola nos primeiros 2/3 de campo.

Sistema Defensivo
Duas linhas de quatro com bastante participação do Mussis, chegadas bastante ríspidas, por seu companheiro (Ortigoza) não ter intensidade suficiente para marcar e armar. Os laterais são principalmente defensores neste sistema

Escalação
Torrico; Diaz, Coloccini, Caruzzo e Montoya; Mussis e Ortigoza; Botta, Merlini e Cerutti; Blandi.

Números



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Boca Juniors


Resumo
O Mundo Boca vive dias conturbados. Mesmo terminando a primeira parte do campeonato como Puntero, a equipe Xeneize teve brigas dentro do elenco, venda do ídolo Carlitos Tévez e áudios vazados do Presidente Angelici com a AFA.
Dentro de campo Schelotto monta o time em um 4-3-3. Com muitas modificações na última linha, mas que sempre mantem o trio meio-campista que dita o ritmo dos Bosteros.

Sistema Ofensivo
Passes curtos e chegada numerosa ao ataque, subida dos laterais. A construção e organização do jogo passam pelos pés de Fernando Gago, que recua até a última linha para iniciar o movimento. Quando Tévez ainda estava na Bombonera, ele era o dono do último passe. Função que deve ser distribuída entre Pavon, Betancur e Centúrion.
É importante destacar a qualidade da linha de 3 no meio campo do Club Atlético Boca Junior, Gago, Betancur e Pérez possuem funções muito bem sistematizadas e que são a coluna da equipe. Gago chama o jogo e começa a organização, agregado ao seu poder de destruir. O uruguaio, que possui excelente qualidade de passe, 1x1 ofensivo e defensivo auxilia em todas as etapas do campo. Pérez é o volante destruidor e de passe curto.

Sistema Defensivo
A equipe sofre com os contra-ataques, a linha de quatro possui jogadores bastante pesados e com extrema dificuldade de recomposição. Vergini e Insaurralde, dupla de zaga, sofrem bastante críticas e quase sempre possuem falha de posicionamento ou técnica nos gols. Gago, Pérez e Betancur são os meio-campistas que participam do movimento defensivo, o primeiro costuma cair de rendimento na marcação após os 60 minutos jogo e Pérez sempre e amarelado. Esses problemas costumam sobrecarregar os laterais e zagueiros. É comum o adversário conquistar superioridade pelos flancos no segundo tempo.

Escalação
Rossi;Perruzi, Vergini, Insaurralde e Fabra;Gago, Pérez e Betancur;Pavón, Walter Bou e Benedetto.

Números


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Godoy Cruz


Resumo
O Tomba, como é conhecido, classificou-se para a Libertadores pela graças ao terceiro lugar no torneio local de 2016/2017. Os mendocinos já estão se acostumando em jogar a Libertadores, é sua terceira participação nos últimos seis anos.
Bernardi, ex-jogador e ídolo do Newell’s Old Boys é quem comanda a casamata do Godoy Cruz, costuma levar a campo um time formatado em 4-2-3-1 ou 4-4-2, quando contava com Morro Garcia, que esta machucado.

Sistema Ofensivo
A construção do movimento de ataque começa com o recuo de Pól Fernandez para buscar o jogo entre os zagueiros, esses abrem e dão sustentação para a subida dos laterais. A equipe prima pelo toque de bola curto e aproximação.  A principal arma são as subidas dos laterais até a linha para tabelamento com meio-campistas e alçar a bola para o forte e bom cabeceador Jaime Ayovi.

Sistema Defensivo
Bernardi defende-se com 5-4, costuma ter bom tempo de recomposição e não sofrer gols de contra-ataque. Entretanto a maioria dos gols sofridos resultam de tabelamentos em cima dos laterais e bolas alçadas na pequena área. A zaga do Godoy Cruz não é muito confiável.

Escalação
Rey; Abecasis, Viera,Alverado e Cobos;Correa e Pól Fernandéz; Sanchez, González e Silva; Jaime Ayovi.

Números


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Atletico Tucumán


Resumo
Quem não torceu pelo decano, contra o El Nacional, bom sujeito não é. A equipe ganhou holofotes do continente após quase perder a partida da primeira fase da Libertadores por atraso do voo. Teve que utilizar o fardamento da Seleção Argentina, o que deu calafrios em seus torcedores pela falta de sorte e vontade do selecionado nacional nos últimos tempos. MUFA Y PECHO FRÍO. Mas o que se demonstrou foi imensa entrega e futebol organizado que depois de mais uma batalha contra o Junior de Barranquilla, deixou o time no Grupo 5 do torneio continental.
Comandado por Lavallen, treinador de 44 anos, que até agora só perdeu uma vez comandando a equipe de Tucuman. O time se posta em um 4-1-4-1, muito bem organizado e dificilmente muda o jeito de jogar. O que é bom pelo encaixe, mas facilita ser estudado pelo adversário.

Sistema Ofensivo
O jogo longo e o apoio dos laterais ditam o ataque do Tucuman, as maiorias dos gols surgem de cruzamentos dos defensores. É comum ver o decano preencher a aréa adversário, sua chegada é muito numerosa ao campo de ataque. O setor ofensivo conta com dois atacantes de boa presença aérea e com bom domínio de bola. Menendez se destaca pela intensidade e Zampedri pela qualidade em vir com a bola de trás.

Sistema Defensivo
Lavallen monta o esquema da moda defensivamente. Duas linhas de quatro, mas que sofrem em compactar e organizar. A defesa tem dificuldade em consegur clean sheets. Geralmente os gols sofridos originam-se de contra-ataques.

Escalação
Luccheti; Di Plácido, Bianchi, Canuto e Evangelista; Leyes,  Aliendro, González e Menendez; Zampedri.

Números


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Lanús


Resumo
Atualmente o melhor e mais organizado time do futebol argentino. A equipe da Zona Sul de Buenos Aires é o último campeão nacional e atualmente é o sexto colocado do torneio. Durante a intertemporada venceram a Supercopa Argentina, confronto do vencedor do campeonato nacional versus o campeão da copa nacional. 3 a 0 e um futebol muito convincente contra  o River de “Muñeco” Gallardo. Almirón monta a equipe em um 4-1-4-1, para 4-3-3 com amplitude e profundidade.

Sistema Ofensivo
A amplitude e a troca de posições entre laterais, volantes e pontas é a tônica do Granate. O jogo ocorre pelas laterais de campo. Contam com a presença do craque do time, Lautaro Acosta, extremo-esquerdo de ótimo passe, velocidade e fácil entrada na área. Pode-se dizer que Almirón monta o sistema estruturado no futebol do “Laucha”.

Sistema Defensivo
Os jogos do Lanús costumam ser intensos, lá e cá, com uma mais baixa taxa de bola rolando no setor de meio campo. Com essa intensidade a equipe toma muitos contra-ataques e bola nas costas dos laterais, que costumam subir. O cerne da defesa grená são os meio-campistas Marcone, Aguirre e Martínez que resguardam a primeira linha.  A equipe tem seis clean sheets, é o melho do conceito no torneio.

Escalação
Andrada; Gómez, Herrera, Braghieri, M. Velazquez; Marcone; Silva, Martínez, Aguirre e L.Acosta; Denis.

Números


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Newell’s Old Boys


Resumo
O rojinegro de Rosário não fazia uma temporada tão boa pelo torneio, desde 2013, quando foi campeão nacional.  O time treinado por Osella depende muito de seus destaques individuais e ainda tenta amadurecer a ideia do conjunto. Atualmente esta em segundo colocado e com o moral alto, após vencer o clássico contra o Central em pleno Gigante de Arroyito nos últimos minutos.  O time é montado no 4-2-3-1.

Sistema Ofensivo
O jogo é concentrado no meio de campo. Quignon é quem organiza, distribui as jogadas e aparece para finalizar no último setor. Maxi Rodriguez e Amoroso são os responsáveis por dar amplitude e profundidade no campo de ataque.  O passe longo buscando as pontas ofensivas é o principal movimento. Formica, Scocco e Maxi Rodríguez fizeram juntos 71% dos gols da Lepra na temporada.

Sistema Defensivo
O modelo defensivo é o grande segredo da campanha de sucesso até aqui. A defesa é muito bem montada, defende com duas linhas de 4. Compactado e com intensidade de marcação após o a linha central do gramado. Apenas 11 gols sofridos, nenhum de contra-ataque. As laterais são bastante resguardadas e as maiorias dos chutes surgem de fora da área, demonstrando a dificuldade do adversário em entrar na área.

Escalação
Lucho; Escobar, Formiliano, Moiraghi e Voboril; Quignón e Sills; Amoroso, Formica e Maxi Rodríguez; Scocco.

Números


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Defensa y Justicia


Resumo
A direção em Florencio Varela decidiu que o Defensa deveria jogar um futebol bonito neste campeonato. Começou com Ariel Holan, treinador com extremo feitio pelo ataque. Seu time tinha ótima troca de passes e intensidade, mas com problemas defensivos. Fazendo muitos gols e sofrendo mais ainda, Holan acabou sendo demitido.
A missão de fazer o Defensa continuar jogando bonito e vencer foram dada para Beccacece, antigo auxiliar do Sampaoli. Em quatro jogos no comando da equipe tem três vitórias e uma derrota. Sendo que a derrota foi na estreia e depois somou vitorias consecutivas. O time varia de formação entre 3-5-2, 5-3-2 e 3-4-3.

Sistema Ofensivo
A equipe atua com amplitude e intensidade. A construção do ataque começa com os zagueiros de lado ampliando e praticamente se tornando laterais e o zagueiro central recuando e criando linha de passe. Assim o jogo se desenvolve pelas laterais do campo, Stefanelli é um dos condutores de bola para o campo de ataque. A maioria dos jogos o Defensa possui maior posse de bola do que o adversário.

Sistema Defensivo
Mesmo jogando com a bola e com amplitude o Defensa ainda não levou de contra-ataque no torneio. Durante o movimento defensivo os dois extremos da linha de 5 se tornam defensores, criando um 5-3 defensivo. Com Holan, houve problemas de encaixe e espaço entre as linhas, problema que parece ter sido suavizado com a chegada de Becacece.

Escalação
Rossi; Rivero, Silva, Bareiro, Barboza e Delgado; Fredes, Miranda e Pochettino; Stefanneli e Bouzat.

Números



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River Plate


Resumo
Muñeco Gallardo vem sofrendo para conseguir remontar um River competitivo, mesmo sendo campeão da Copa Argentina em 2016 a equipe da banda roja não conseguiu jogar bonito e empolgar o torcedor. Pelo principal torneio nacional sofreu com o sistema defensivo. Em 2017, o River tem 9 jogos, 2 vitórias, 3 empates e 4 derrotas. Gallardo monta o seu time em 4-4-2.

Sistema Ofensivo
Ter a posse da bola é a principal chave para o jogo milionário. E é assim que o River Plate constrou o seu jogo, posse de bola e subida dos laterais pelos flancos do campo. A presença de Tomas Andrade, Nacho e Rojas são importantes para a construção e organização, já que eles possuem características de boa condução e passe.  Há poucos cruzamentos para a área, a preferencia é pelo passe curto e infiltração na área.
Driussi vive temporada de explosão e merece destaque, em alguns jogos decidiu para os vermelhos de Núñez.  Tem 10 gols em 14 jogos no torneio.

Sistema Defensivo
O River Plate sofre com os espaços entre os zagueiros e a fácil entrada dos adversários dentro de sua área, 59% dos chutes são ali. Existem falhas nas linhas que geralmente surgem de falhas dos volantes na recomposição ou falta de intensidade. Sofre com Contra-ataques.

Escalação
Batalla; Moreira, Maidana, Martínez Quarta e Casco; Ponzio, Rojas, Tomas Andrade e Nacho; Driussi e Alario.


Números 


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Edited by Douglas Menezes