15 de fevereiro de 2017

O belo trabalho de Jair Ventura no Botafogo aparece na Libertadores

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Por incrível que pareça, o Botafogo formou um time que entende a Copa Libertadores. Mescla bom futebol com um espírito gigante, tudo consequência de um trabalho muito bom de Jair Ventura, que deu prosseguimento e melhorias à base deixada por Ricardo Gomes. Sem ostentar talento, o Botafogo compensa com qualidade coletiva.

A vitória por 1-0 contra o Olimpia na terceira e última fase eliminatória pré-fase de grupos dá uma grande vantagem para o confronto da volta. Ou pelo menos um resultado mais satisfatório e seguro do que o 2-1 na fase anterior, contra o Colo Colo. Uma partida que demonstra a grande coesão dentro do time, que acaba ressaltando as individualidades.

Rodrigo Pimpão marcou um golaço de bicicleta para dar vantagem ao Botafogo no confronto. (Foto: Botafogo Oficial)
Jair Ventura formou um 4-2-3-1 para enfrentar o 4-4-2 do Olimpia. Com Camilo e Montillo juntos, o brasileiro foi extremo, enquanto o argentino - que saiu ainda no primeiro tempo - jogou centralizado na linha de três meias. Após a alteração, João Paulo foi a campo e Bruno Silva virou extremo, do mesmo modo que Camilo centralizou para cumprir a função que se acostumou a se exercer no ano passado.

O Botafogo enfrentou boas doses de dificuldade para criar chances de gol, é verdade. Mas em contrapartida pouquíssimo cedeu para os paraguaios. Explorando a entrelinha com Camilo e Pimpão, criando para Roger através da passagem dos laterais e defendendo-se bem, o Botafogo é simples, mas eficiente na execução, o que é mais prodigioso do que ter conceitos extravagantes e não conseguir colocá-los em campo.


Com Bruno Silva, é bem natural que o Botafogo ataque formando um trio no meio e um trio no ataque, com os laterais avançando e dando amplitude.


Rodrigo Pimpão e Bruno Silva são extremos, mas cumprem funções diferentes com a bola. Acima, os dois são os pontas do 4-4-1-1 defensivo do Botafogo. Ofensivamente, Pimpão é um ponta incisivo e desequilibrante, enquanto Bruno Silva é um ponto de equilíbrio, um extremo defensivo. Posição é diferente de função.


No segundo tempo o Botafogo manteve a sólida defesa. Com Guilherme no lugar de Bruno Silva - outro machucado -, os cariocas mudaram a postura ofensiva, também pela vantagem no placar. Verticalizando praticamente todas as bolas, o Botafogo sofreu pela imprecisão e o cansaço de seus atacantes.

Um bom ponto a comentar é o crescimento individual que jogadores como Aírton, Rodrigo Pimpão, Victor Luís e Bruno Silva sofreram. Um bom trabalho coletivo normalmente ressalta as qualidades individuais dos jogadores e nesse Botafogo não é diferente.

O Botafogo de Jair Ventura é uma esperança para a torcida alvinegra. O Estádio Nilton Santos vive uma atmosfera espetacular a cada partida importante. Torcida, time e comissão estão interligados, estão compreendendo, juntos, a magia da Copa Libertadores. Pode ser eliminado no Paraguai, mas o Botafogo faz o seu trabalho.

Por Nicolas Müller - @_nicolasmuller

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