1 de fevereiro de 2017

Com dificuldade, Atlético Paranaense vence Millonarios na Libertadores

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A jornada brasileira na Copa Libertadores iniciou com o Atlético Paranaense em campo contra o colombiano Millonarios, pela segunda fase preliminar da competição. A vitória por 1-0, com gol de pênalti de Grafite, é uma boa vantagem para a partida na Colômbia, sobretudo por não ter levado gol, mas o desempenho e as dificuldades encontradas pelo time brasileiro devem preocupar o torcedor atleticano para o jogo de volta.


Ainda sem Nikão, mas já com Felipe Gedoz e Grafite, Paulo Autuori montou seu 4-2-3-1 habitual para a partida. A novidade, mas nem tanto foi o posicionamento de Lucho González como volante, ao lado de Otávio. O objetivo foi qualificar a saída de bola, mas o resultado ficou longe do esperado. Principal reforço para a temporada, Felipe Gedoz iniciou a partida como meia centralizado na linha de três.

Atlético teve boas dificuldades na primeira etapa, principalmente lidando com a marcação de encaixes que o Millonarios de Miguel Russo usa. Com muita intensidade e atenção para as coberturas, os colombianos conseguiram brecar a saída atleticana e toda a criação. Se manter em campo rival foi verdadeiramente um parto para o Atlético Paranaense. As raras chegadas ao gol de Vikonis não foram por acaso, o Millonarios defendeu-se muito bem. Já o Atlético não conseguiu imprimir ritmo para quebrar a marcação rival, foi exageradamente tranquilo na construção do jogo. Além disso, não conseguiu contra-atacar, esbarrou sempre na imprecisão de Lucho González, Otávio e Felipe Gedoz ou na lentidão monumental de Grafite.

Sorte de Paulo Autuori que o rival também não foi muito bem na construção do jogo. Usou e abusou do pivô de Ayron Del Valle e de suas temporizações. Pelo lado, Maxi Nuñez e Quiñonez tiveram bom apoio dos laterais, mas não passou muito disso. Lateralizações, bolas paradas e Ayron Del Valle, além de uma boníssima defesa baseada em encaixes individuais e muita pegada. Encaixes com perseguições longas, inclusive.

O Atlético teve boas doses de dificuldade para sair jogando, o que não é tão raro assim. O Millonarios se posicionou em um 4-1-4-1 com marcação encaixada e avançada, suficiente para tirar as opções de passe dos zagueiros atleticanos. Otávio e Lucho tiveram menos atitude do que deveriam para resgatar a bola na linha de defesa e levá-la ao campo rival, o que dificultou ainda mais as coisas. A alternativa foi lançar bolas para o centroavante Grafite e tentar longos passes verticais, cuja porcentagem de acerto é bem menor.


Wéverton, como de praxe, foi uma boa alternativa para circular a bola e achar espaços no primeiro terço de campo. Zagueiros abrem e o goleiro avança, formando uma saída de três. Conceito que o Atlético bota em prática em todos os jogos.



O gol atleticano na segunda etapa sai de uma ultrapassagem de Pablo, confundindo a marcação do lateral colombiano. Assim, adentra a área e é derrubado por Pedro Franco. Penalidade máxima que Grafite converte com maestria. A vantagem no placar não aumenta a qualidade de jogo do time, mas dá tranquilidade para não precisar se jogar ao ataque de forma estabanada. O Millonarios, após o gol, aumenta o ritmo ofensivo e, na base das jogadas laterais, assusta, principalmente depois da entrada de David Silva (não é aquele, rs) no lugar de Quiñonez. Assim, Maxi Nuñez inverte de lado. O time colombiano passa a ser mais perigoso e esboça vários momentos de pressão, insuficientes para empatar a peleja. O final de jogo tem o famigerado caos, com o Atlético finalmente conseguindo bons contra-ataques.

O desempenho ruim é um alerta para Paulo Autuori, que precisa encontrar meios para fazer seu time se mexer e ter velocidade. Além disso, não surpreenderia se o jovem Matheus Rossetto ganhasse a vaga de Lucho González no meio-campo. O Millonarios provou o que pode fazer defensivamente e na Colômbia, turbinado pela altitude de Bogotá, se torna um adversário ofensivamente muito perigoso. A ver como o Furacão se sai.

Nicolas Müller - @_nicolasmuller

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