14 de fevereiro de 2017

As falhas coletivas do Barcelona foram expostas ao limite pelo PSG

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O PSG não só venceu o Barcelona por 4-0 e conquistou uma gigantesca vantagem para o confronto de volta na Champions League como também demonstrou as fraquezas do adversário espanhol. O MSN, bengala de um time capenga como o atual Barcelona, não conseguiu fazer absolutamente nada em 90', a não ser observar Di María, Julian Draxler e Marco Verratti destruindo sua defesa a cada bola roubada no meio-campo.


Não é de hoje que se critica Luis Enrique e seu Barcelona, muito diferente do time de Pep que conquistou a Europa e o Mundo e se tornou identidade do clube. Mas também muito diferente do Barcelona do próprio Luis Enrique, da temporada 2014/2015, quando o clube conquistou sua última Orelhuda. A equipe perdeu o senso coletivo, perdeu a fluidez na construção de jogo, perdeu a defesa sólida e ficou refém do sua maior qualidade atualmente: o Trio MSN. 

Mas em um futebol cada vez mais acirrado, modernizado e requeredor de novidades a cada momento, o talento não resolve sempre. Se não há um conjunto forte capaz de potencializar o talento em determinados momentos de uma partida, o controle, outrora identidade do clube, se perde e a qualidade individual muda de trunfo para dependência. O Barça não só deixa de potencializar suas estrelas na maior parte do tempo, mas também vê Iniesta e Busquets, pilares da equipe há anos, caírem de rendimento vertiginosamente por conta de inúmeras debilidades coletivas. 

No lado oposto, o PSG mostrou-se absurdamente coletivo e coordenado. Foi agressivo, eficaz e colocou o Barcelona em uma caixinha, tamanho domínio. Dificultou a saída de bola rival - que já sofre por si só ultimamente -, o que culminou em uma maior facilidade para roubar a bola com seus meio-campistas. Aí, com espaço, o talento de Ángel Di María, Julian Draxler, Marco Verratti, Blaise Matuidi e Edinson Cavani faz a festa. Jogadores que atuam muito bem com espaço. E Unai Emery mexeu seus pauzinhos para que eles tivessem esse espaço, montando uma estratégia para roubar a bola e contra-atacar de forma MUITO vertical. Os jogadores compraram a ideia e no campo só se viu um time. 

O alemão Draxler, inclusive, é um ponto de mudança na caótica temporada parisiense. Sua chegada deu 'vida' à criação ofensiva da equipe. Com Cavani na melhor temporada de sua estadia na França, é importante que chances de gol sejam criadas a todo momento. O uruguaio é o líder de gols em toda a Europa na temporada. 

Enquanto Unai Emery ganha crédito em uma temporada turbulenta, Luis Enrique vai perdendo o restante do seu. Os fracassos em termos de resultado são aceitáveis, mas ver a identidade do clube indo pelo ralo deve ser um duro golpe no torcedor culé. O rendimento muito ruim é outro bom argumento contra Enrique. As coisas precisam mudar em Barcelona. O treinador ou o clube precisam se mexer. O MSN ganha jogos, mas não ganha um campeonato sozinho. 

Por Nicolas Müller - @_nicolasmuller 

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