16 de janeiro de 2017

O melhor ataque da Europa e a volta de Falcao García

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Pelas últimas temporadas, soaria estranho imaginar que o Monaco de Leonardo Jardim teria o melhor ataque não só da França, quanto também das grandes ligas da Europa. Mas é o fato. Chegamos na metade da temporada e o clube monegasco já marcou 60 gols na Ligue 1, 11 gols a mais que o segundo melhor ataque da Europa, o dos ingleses do Liverpool.

Bernardo Silva faz uma temporada de puro brilho. (Foto: Reuters)
Em vinte rodadas do Campeonato Francês, o Monaco de Jardim já ultrapassou a marca de gols marcados nas duas últimas temporadas da liga (51 em 2014/2015 e 57 em 2015/2016). Por coincidência do destino ou não, a volta de Radamel Falcao García ao clube coincide com a estatística extremamente positiva do time. Após problemas físicos e nível técnico muito abaixo na Inglaterra - por Manchester United e Chelsea -, o colombiano finalmente parece ter recuperado a confiança dos tempos de Porto e Atlético de Madrid. Tem 17 gols na temporada e na Ligue 1 são 12 gols e 2 assistências. Mas, por óbvio, Falcao não teria as facilidades que tem sem um time coeso e muito bom ao lado.

No 4-4-2 de Leo Jardim, Falcao é um dos atacantes ao lado de Valère Germain ou Guido Carrillo, mas moram no meio-campo os principais jogadores tecnicamente do time: os meias Bernardo Silva (6 gols e 4 assistências) e Thomas Lemar (9 gols e 4 assistências). Com o português João Moutinho um tanto quanto escanteado, cabe à dupla de jovens a missão de gerar ocasiões de gol, auxiliar na artilharia e fazer o time como um todo rodar sem maiores percalços. E sabemos que Falcao García com chances de gol é muito, mas muito letal. A parceria mutualística entre Monaco e Falcao tem colhido ótimos frutos. 

O Monaco que já fora um time predominantemente reativo, agora propõe o jogo com maior naturalidade e boa parte desse mérito recai sobre Silva e Lemar, mas Fabinho (firmado como volante) e Tiémoué Bakayoko são essenciais também. Dupla de volantes com muita força física e capacidade de jogo sem a bola, mas ótima qualidade técnica para ligar os setores em uma proposta mais 'protagonista' que a equipe tem tido, até por isso a equipe não vem tropeçando tanto em times fechados e reativos. 

A absurda eficiência goleadora da equipe reflete na tabela da Ligue 1: o clube lidera justamente pelo saldo de gols, visto que possui o mesmo número de gols que o Nice. A liderança que inclusive é a posição a ser defendida até o final da temporada. São somente três pontos a frente do tetracampeão Paris Saint-Germain, mas um desempenho muito superior em relação ao time da capital. Se manter o pique de rendimento e os problemas continuarem nos comandados de Unai Emery, é provável que o Monaco chegue até às últimas rodadas disputando o título, que não vai para o Principado desde a temporada 1999/2000, quando um tal David Trézeguet foi o artilheiro do time. 

O clube ainda joga a UEFA Champions League, é bom lembrar. O amplo domínio sobre o Tottenham de Mauricio Pocchetino é uma ótima forma de ilustrar o boníssimo futebol e a grande competitividade que a equipe demonstra na temporada. Com a passagem para as oitavas de final, surge outro desafio além do mar: o Manchester City de Pep Guardiola. Um adversário duríssimo, embora a fase ruim dos Citizens. A certeza é de um confronto interessantíssimo.

De qualquer forma, é bom ver que o clube tem força para desafiar o PSG. E, sobretudo, é gostoso ver a recuperação de um dos grandes atacantes dos últimos anos. El Tigre precisa ficar longe de problemas físicos. Junto disso, um time jovem, protagonista e envolvente como é o Monaco. O melhor ataque da Europa. O futebol agradece. 

Por Nicolas Müller - @_nicolasmuller

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