14 de janeiro de 2017

Draxler estreia com golaço na Ligue 1 e esconde atuação ruim do PSG contra o Rennes

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Na estreia de Julian Draxler na Ligue 1, o PSG bateu o Rennes por 1-0 - gol do próprio alemão - e conquistou um resultado importante na perseguição ao líder Nice. Sem jogar bem novamente, os comandados de Unai Emery tiveram a sorte de enfrentar um também não inspirado Rennes de Christian Gourcuff.

(FOTO: L'Équipe)
O Rennes de Gourcuff foi a campo com o objetivo de explorar os contra-ataques, formando um 4-4-2 em bloco médio e buscando cortar passes rivais para ligar diretamente com Kamil Grosicki ou Aldo Kalulu, normalmente pelo lado esquerdo de ataque = onde o polonês atuou, como extremo. Em contrapartida, o PSG, como de praxe, buscou propor o jogo a partir dos seus defensores.



O grande mérito do Paris Saint-Germain na época de Laurent Blanc era a facilidade para dominar jogos menores da liga mesmo com baixa intensidade. Dava a sensação de que o time venceria a hora que bem entendesse. A direção parisiense foi, corretamente, atrás de um salto com Unai Emery, mas a adaptação do treinador ao novo clube, às novas exigências e aos novos adversários ainda está em processo, assim como o time se adapta a uma forma diferente de jogar, sem o craque sueco Zlatan Ibrahimovic.

O Sevilla de Unai Emery era um poço de intensidade e coletividade, o PSG de Unai Emery é morno e excessivamente dependente de suas individualidades até o momento atual do trabalho. Não há fluidez em campo, o PSG é um time rígido e com dificuldade para criar chances de gol mesmo com imensa qualidade em todos os setores do campo.

A partida teve papéis bem definidos desde o início e pouco mudou na segunda etapa, já com vantagem do clube da capital. Os donos da casa buscando contragolpes com o polonês Kamil Grosicki pela esquerda e os atuais campeões propondo o jogo com imensas dificuldades. Com poucos apoios aos zagueiros para um jogo curto até o ataque, passes verticais foram (e tem sido, desde Blanc) o artifício para ligar a bola aos meio-campistas e pontas. Como o Rennes marcou bem na maior parte do tempo num 4-4-2 em bloco médio e bem compacto, esses passes tiveram porcentagem de acerto reduzido.


O gol de Julian Draxler, por puro talento individual dele e do italiano Marco Verratti, o PSG entregou mais a bola ao rival e administrou a partida até o final sem se expor muito. O Rennes pouco produziu ofensivamente e esbarrou sucessivamente em cruzamentos forçados para a área parisiense, sem sucesso. Com Yoann Gourcuff saindo da posição de atacante e se tornando um meia e Aldo Kalulu e, depois, Wesley Said com pouca imposição física para brigar com a dupla de zaga brasileira do PSG, cruzamentos foram facilmente dominados.


A destacar no Rennes o boníssimo jogo de Benjamim André e Kamil Grosicki. Um eficiente nas roubadas de bola e dono da circulação da bola e outro sendo praticamente a única válvula de escape da equipe durante o jogo. Foi bem na medida do possível, mas esbarrou na falta de qualidade. O PSG teve as mesmas dificuldades, mas teve Verratti e Draxler para decidir o marcador a seu favor.

O PSG ainda sofre na Ligue 1 e precisa buscar jogadores na janela, mas o principal reforço deve ser o tempo para Emery introduzir seus conceitos realmente. O atual PSG é um time sem rosto, um híbrido entre Blanc e Unai que, no campo, acaba sendo um Frankenstein. A qualidade, numa liga aquém das melhores da Europa, ainda se sobressai a ponto do clube se manter no topo da tabela. O PSG tem um turno para começar a jogar bola - o que Nice e Monaco estão fazendo - e brigar pelo título.

Por Nicolas Müller - @_nicolasmuller

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