9 de dezembro de 2016

Violência marca empate entre Eintracht e Hoffenheim. Dortmund e Hertha agradecem

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Em duelo direto por uma vaga entre os quatro primeiros do Campeonato Alemão, o Eintracht Frankfurt recebeu o Hannover e apenas empatou sem gols para uma Commerzbank Arena entupida. A partida foi extremamente nervosa e apresentou duas equipes com sistemas defensivos muito bem ajustados. O resultado demonstra bem o que foi o jogo, apesar de a equipe da casa ter sido mais perigosa ao longo dos 90 minutos. A igualdade deixa ambos com 26 pontos e possibilita ao Borussia Dortmund a oportunidade de ingressar no G4 caso vença o FC Koln amanhã. Terceiro colocado com 27 pontos, o Hertha Berlim mantém-se na zona de classificação até o fim da rodada,
Rebic luta contra a defesa do Hoffenheim. Jogo foi limitado tecnicamente e violento

Um jogo muito físico e com algumas jogadas violentas. Assim foi o primeiro tempo entre Eintracht Frankfurt e Hoffenheim. Brigando por vaga no G4 da Bundesliga, as equipes, que na temporada passada lutaram contra o rebaixamento, entraram em campo com os nervos a flor da pele, mas muita organização defensiva e intensidade também.
Disposições Táticas Iniciais

Montada num 3-4-1-2 nas fases ofensiva e defensiva, a equipe da casa acabou sendo mais perigosa na primeira metade do jogo. Fez valer sua maior imposição física e também o fator campo para obrigar o ótimo goleiro Baumann a fazer duas ótimas defesas. Nico Kovac escalou mais uma vez o japonês Hasebe na linha defensiva. A medida visa dar mais qualidade ao primeiro passe, mas também compensar os possíveis espaços entrelinhas que podem surgir quando Mascarell e Huszti adiantam a marcação.
Circulado em vermelho, Fabián adianta-se a traz consigo os volantes. Pressão na saída do Hoffenheim foi uma constante do Eintracht
Movimento é muito bem coordenado. Neste flagra, percebemos o japonês Hasebe(circulado em vermelho) saindo da última linha para ``matar`` o espaço entrelinhas que surge naturalmente quando se adianta tanto o primeiro combate.

A dupla central de meio do time alvinegro faz isso a todo momento, acompanhando o movimento de Fabian, que se adianta na linha dos dois atacantes para quebrar a superioridade numérica que o adversário busca na saída de bola. A pressão do time de Frankfurt na saída foi uma constante, assim como a pressão pós-perda e a variação entre a construção ofensiva mais curta e outra mais longa, que tenta explorar a estatura de seus atacantes e conta com a aproximação dos meias e alas para ganhar a segunda bola. Desta forma, o Eintracht conseguiu ser mais perigoso que o Hoffenheim.
Nesta imagem temos uma noção da compactação do time de Frankfrt. Percebam a curta distância entre a última linha de defensores e o homem mais adiantado (cerca de 20 metros)     

Os visitantes, comandados pelo jovem Julian Nagelsmann de apenas 29 anos, tentaram impor o seu jogo de melhor trato com a bola. Mesmo diante da forte pressão exercida em sua saída de bola, insistiu na construção curta e o jogo aproximado para progredir no campo. Oscilou na execução deste conceito. Ia bem quando o ótimo Rupp conseguia vitória pessoal nos embates diretos com Mascarell e Huszti. Outra alternativa era a bola esticada para Sandro Wagner ``raspar`` e encontrar Kramaric e Amiri em velocidade. Conseguiu ter mais posse de bola, mas sofreu com o jogo de caráter mais físico.
Posicionamento do Hoffenheim no detalhe. Marcação em bloco médio, com muito ataque ao adversário que detinha a bola, muita coordenação entre os setores para fechar as linhas de passe.  

O panorama pouco mudou na segunda etapa. De diferente, a posse de bola maior para o alvinegro de Frankfurt. A equipe da casa manteve a intensidade de seu jogo de muita pressão na saída de bola adversária. O Hoffenheim, por sua vez, não conseguiu executar o jogo apoiado que deu certo em alguns momentos da primeira etapa e foi empurrado para o seu próprio campo.

Maier e Rebic, que entrou no lugar de Seferovic, tiveram boas oportunidades, mas se precipitaram e desperdiçaram. O árbitro Christian Dingert foi muito mal no jogo. Perdeu a autoridade dentro de campo por deixar que os jogadores praticassem jogadas desleais sem punição na primeira etapa. A temperatura continuou alta no período final, até que Chandler foi expulso após um desentendimento geral entre os atletas. A inferioridade numérica dos donos da casa amenizou a pressão e a partida terminou sem que a rede fosse balançada.

O jogo demonstrou exatamente o que pode faltar para as equipes na luta por uma vaga na Uefa Champions League da próxima temporada. Em primeiro lugar equilíbrio emocional em jogos decisivos. Foram 44 faltas em 90 minutos, muito para os padrões da Bundesliga. E em segundo lugar mais qualidade para definir as jogadas no terço final. Eintracht e Hoffenheim são equipes extremamente difíceis de serem vencidas, mas falta um toque de imprevisibilidade nos sentido tático e no plano técnico.


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Edited by Douglas Menezes