3 de dezembro de 2016

Líder Letal! Chelsea conta com má pontaria do City e Diego Costa decisivo para se isolar na ponta da Premier League

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Jogando no Etihad Stadium o Chelsea conseguiu a sua oitava vitória seguida no Campeonato Inglês e chegou a 34 pontos em 14 rodadas disputadas na competição. Os londrinos bateram o Manchester City demonstrando um poder absurdo de decisão e tendo Diego Costa como figura central. A equipe de Guardiola dominou o jogo em alguns períodos, mas se expôs demais após sofrer o gol de empate e perdeu oportunidades incríveis quando tinha a vantagem no placar. Pecados imperdoáveis diante do preciso Chelsea de Antônio Conte.
Diego Costa, artilheiro da Premier League, desequilibrou o jogo a favor do Chelsea

O equilíbrio foi a tônica da maior parte do primeiro tempo. Dispostos dentro de campo de forma parecida, Manchester City e Chelsea trocaram domínios nos 45 minutos iniciais, mas o resultado apontado no placar no intervalo da partida fez justiça a maior ascendência que o time de Guardiola demonstrou sob o adversário.
Disposição inicial das equipes 

O técnico espanhol voltou a escalar sua equipe com três homens na linha defesa. Fernandinho e Gundogan à frente da área, Aguero na referência, David Silva e De Bruyne na entrelinha adversária e dois homens abertos. Desenho similar ao apresentando diante do Gladbach pela Champions League, mas desta vez com Jesus Navas na vaga de Sterling pela direita. Já o Chelsea de Antônio Conte teve apenas uma mudança. O sistema 3-4-3/5-4-1 foi mantido, mas com Fábregas atuando no lugar do lesionado Matic.

As duas equipes mantiveram a característica de pressionar a saída de bola adversária. O cenário resultou em um jogo de poucas oportunidades, principalmente até os 35 minutos. Mas engana-se quem pensa que a partida foi monótona. Como de praxe na Premier League, a intensidade esteve em alta, assim como a insistência nas respectivas estratégias de jogo.
Chelsea a subindo marcação, pressionava portador da bola, fechava linhas de passe e dificultava a vida do City 

O Chelsea foi superior na primeira metade da etapa inicial exatamente porque conseguiu fazer com que o City ``esticasse`` demais os passes. Desta forma tirou a equipe de Manchester da sua zona de conforto. Fez isso ás custas de muita pressão no portador da bola e coordenação de movimentos para fechar as linhas de passe mais próximas. Quando tinha a posse, buscava construir de forma rápida, com muita movimentação e jogo apoiado, seja quando saia de forma curta ou mais longa. Hazard foi o destaque neste ponto. Azpilicueta e David Luiz foram bem defensivamente também. O belga e Pedro partiam do meio em diagonal para os lados no terço final do campo e deixavam a amplitude para Moses e Marcos Alonso.

Já o City conseguiu melhorar nos últimos 20 minutos da primeira etapa. Contou com a queda de intensidade e recuo nas linhas de marcação do Chelsea. Era impossível de fato manter o ritmo frenético apresentado até aquele momento. Mas teve méritos e estratégia para gerar superioridade numérica em alguns setores do campo, principalmente o lado direito. De Bruyne, muito bem novamente, saía do meio e buscava o flanco para se aproximar de Navas e atrair a atenção londrina para esta faixa do campo. David Silva fez menos este movimento do outro lado com Sané, mas insistiu em aproveitar os raros espaços entrelinhas.
A movimentacao citada acima. De Bruyne, na parte da baixo da imagem e circulado em amarelo abrindo para gerar superioridade numérica pela direita. City foi perigoso e passou a dominar por ali. No centro, também circulado em amarelo, David Silva já se aproxima para ser opção de passe e tabela

O momento de superioridade do City foi coroado aos 44 minutos. Navas cruzou do bico da grande área e o zagueiro Cahill marcou um golaço contra ao tentar cortar o passe. Se os espaços foram raros na etapa inicial, não se pode dizer o mesmo na maior parte do segundo tempo. O Chelsea precisou propor mais o jogo, se expor, e o City teve pelo menos duas grandes chances antes de sofrer o gol de empate. De Bruyne desperdiçou na pequena área e Aguero bateu em cima de Courtois.

O time da casa oscilava entre uma postura de marcação mais adiantada e intensa, com outra que dava mais liberdade para o Chelsea sair. Nesta segunda opção, o time azul conseguiu encontrar Diego Costa após um belo lançamento de Fabregas. O artilheiro da Premier League tirou Otamendi da jogada e fez um gol típico de centroavante.
Flagra do momento do gol de empate. Perceba como a última linha(em amarelo) do City está descompactada e com alguns espaços entre os atletas. Diego Costa(circulado em vermelho) se infiltra justamente em uma dessas lacunas. Ao mesmo tempo, Fábregas(circulado em laranja) tem liberdade para olhar e executar um lindo lançamento.  
Apenas a titulo de comparação: vejam como a linha de cinco defensiva (em vermelho) do Chelsea esteve mais bem posicionada e dando menos espaços. Time mais compacto também. Vejam a linha de meio(amarela), muito mais próxima se comparada com a do City no momento defensivo.

O Manchester City voltou à carga ofensiva e desorganizou-se na transição defensiva, deu espaços ao adversário quando perdia a bola. Não demorou para o Chelsea aproveitar. Willian havia entrado no lugar de Pedro um pouco antes e recebeu em profundidade de Diego Costa em rápido contra-ataque. Uma aula de contra-golpe muito bem finalizada pelo brasileiro.
Nesta imagem vemos como o Chelsea é treinado para contra-atacar com perfeição. Diego Costa(circulado em amarelo) ainda nem recebeu a bola, mas Willian(em vermelho) já se projeta à frente para receber e fazer o gol da virada. Imagem mostra também como linha defensiva do City estava ``quebrada`` neste momento, permitindo as lacunas por onde o passe em profundidade entra. 

Guardiola tentou tornar a sua equipe mais ofensiva com as entradas de Yayá Touré e Iheanacho, mas esbarrou na solidez defensiva do Chelsea, sem dúvida o ponto central de organização da equipe de Antônio Conte. Os visitantes ainda chegariam ao terceiro gol. Marcos Alonso lançou Hazard nos minutos finais e o belga não perdoou.

Grande atuação individual de alguns atletas do Chelsea. David Luiz, Courtois, Azpilicueta, Fabregas, Moses, Hazard, Willian e Diego Costa demonstraram altíssimo nível e foram potencializados por uma equipe organizada e que vai brigar forte pelo caneco até o final. Para o City fica o lamento pelas muitas oportunidades perdidas e o desequilíbrio emocional após o gol de empate. No fim, Fernandinho e Aguero ainda foram expulsos ao acertaram os adversários sem bola


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