17 de dezembro de 2016

Chelsea vence 'à sua maneira' e se isola na liderança da Premier League

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Poucas equipes atualmente no futebol mundial têm a capacidade que o Chelsea vem demonstrando para mudar cenários. Dominados em boa parte do confronto contra o Crystal Palace, os Blues transformaram um jogo a seu favor mais uma vez com a capacidade de decisão de Diego Costa, artilheiro da Premier League. A vitória por 1x0 sobre o Crystal Palace fora de casa deixou o time de Antonio Conte ainda mais isolado na liderança. Agora são 43 pontos em 17 rodadas, 11 vitórias consecutivas na competição.
Diego Costa ganha da zaga do Crystal Palace e faz o gol da vitória do Chelsea

Pouquíssimos espaços, chances raras de gol e uma equipe que não perdoa a menor falha do adversário. Soma-se a isto o poder de decisão de Diego Costa e teremos a síntese do primeiro tempo entre Crystal Palace e Chelsea. Beirando a zona de rebaixamento, a equipe da casa foi melhor que os Blues nos primeiros 45 minutos, mas não conseguiu criar chances tão claras de gol e acabou sucumbindo já no fim da etapa inicial.
Disposição tática inicial das equipes

Montados por Alan Pardew num 4-2-3-1 para atacar e no 4-1-4-1 para defender, os Eagles tomaram a iniciativa do jogo através de uma boa rotação de bola baseada em Ledley, Cabaye e McArthur na região central do campo. Puncheon e Zaha se movimentavam bastante e se ofereciam como opções de passe no escasso espaço entrelinhas do Chelsea. Outro princípio bem executado pelo time da casa foi a pressão pós-perda, além da compactação entre os setores, fatores que dificultaram demais a vida do Chelsea.
Palace defendendo com linha de cinco no meio, posicionamento gerado após movimentação de McArthur 

O lateral-direito Martin Kelly foi a principal fonte de definição para as jogadas. Dos pés dele saíram dois ótimos cruzamentos, mas mal finalizados por Puncheon e Zaha. O primeiro ainda assustou em cobrança de falta na entrada da área. Poucas chances, mas um rendimento acima daquele que o Palace vem mostrando ao longo da temporada.

Já o Chelsea teve alguns momentos de predomínio em campo. Isto acontecia quando os comandados de Antonio Conte conseguiam se estabelecer no campo de ataque. Com um posicionamento de marcação um pouco mais recuado que o comum, apresentou novamente muita pressão para tirar espaços do portador da bola e fechar as linhas de passe. Com a posse, mantinha Moses e Alonso bem abertos para dar amplitude ás jogadas e fazia Hazard e Willian trabalharem na faixa central, buscando a entrelinha. O belga foi o destaque nesta execução.
Frame de uma cena muito vista no jogo. Palace muito bem postado e compacto. Willian e Hazard(circulados em preto) nas entrelinhas, deixando amplitude para os alas, como Moses(circulado em laranja)

Colocando em prática uma de suas premissas de jogo - fazer com que os zagueiros se ofereçam como opção de passe do lado oposto da jogada -, o Chelsea chegou a vantagem no marcador. Hazard saiu da zona de pressão e encontrou Azpilicueta já na intermediária. O espanhol teve liberdade para avançar e colocar na cabeça de Diego Costa. O centroavante fez o seu décimo-terceiro gol na Premier League e mais uma vez foi a ferramenta para mostrar ao Mundo o quanto Chelsea de Conte pode ser letal.
Azpilicueta chega como elemento-surpresa e bota a bola na cabeça de Diego Costa

No segundo tempo, com a necessidade de marcar pelo menos um gol para pontuar e se afastar da zona da degola, os Eagles acabaram apresentando um rendimento menos eficaz. Se precipitaram na construção ofensiva e ofereceram generosos espaços ao Chelsea. O cenário ficou muito mais propício aos Blues, que criaram pelo menos três boas chances em contra-ataques, uma de suas especialidades.

Conte ainda sacou Willian e colocou Fábregas em campo. A entrada do espanhol faz com que Hazard mude um pouco a sua movimentação. Com o camisa 4 mais próximo à primeira linha de meio, o belga passa a buscar mais profundidade e consequentemente aproximação com Diego Costa. Uma boa alternativa para controlar o jogo e ter uma melhor distribuição de peças no âmbito ofensivo. O resultado não se alterou! Uma vitória com a cara do Chelsea. Um time que transforma histórias de jogo através do ápice do futebol: o gol.

Se mantiver este nível de decisão mesmo sem criar tantas oportunidades, o Chelsea é candidatíssimo a manter a ótima vantagem na liderança e conquistar novamente o campeonato nacional mais difícil do mundo. Para o Crystal Palace fica o consolo de ter endurecido e dominado uma parte do jogo contra o líder da competição, um bom alento para começar a reagir.


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