3 de dezembro de 2016

Bola parada é fator determinante no superclássico espanhol

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No jogo mais esperado do fim de semana, no futebol mundial, Barcelona e Real Madrid fizeram um superclássico bastante estudado, no estádio Camp Nou. Os culés contavam com a volta de Andrés Iniesta, que iniciou no banco de reservas, e os merengues recebiam Casemiro entre os suplentes, embora ainda continuassem sem Toni Kroos e Gareth Bale. Com 6 pontos separando as equipes na tabela (Real 1º; Barça 2º), o jogo era uma jornada decisiva na disputa do título da La Liga 2016/2017.

Equipes entraram em campos nos seus habituais 4-3-3.

A partida, principalmente no primeiro tempo, tratou de expor o principal problema coletivo que o Barcelona vem apresentando na atual temporada: a saída de bola. Defensivamente, o Real Madrid não se "prendeu" a esquemas e variou de 4-1-4-1 para 4-4-2 nessa fase do jogo. Apesar de não sufocar e manter um bloco médio de marcação, o time do técnico Zidane trancava as linhas de passes de Piqué e Mascherano, evitando que a bola passasse pelos pés de André Gomes e Rakitic e chegasse, em condições favoráveis, ao trio MSN. O croata e o português estavam completamente anulados e estáticos no sentido de levar a equipe ao último terço, por méritos adversários e por deméritos seus, também. Os dois fizeram uma apresentação abaixo da exigência.

Piqué (amarelo) fica sem opções de passe e é obrigado a ativar o MSN via jogo direto. Rakitic e André Gomes (laranja) totalmente bloqueados.
Momento em que o Real Madrid se defende no 4-4-2. Isco fica à esquerda na linha do meio, mas também podia-se ver Kovacic por ali, deslocando o espanhol para o lado de Modric.

Aqui o Real no 4-1-4-1: Modric "5", Isco e Kovacic internos, CR7 e Vázquez extremos.


Quando recuperava a bola, o Real não colocava um alto ritmo para atacar. Buscava escapadas pelo lado esquerdo do campo (usando a dupla CR7-Marcelo), mas passou a levar perigo à meta de Ter Stegen somente nos 15 minutos finais da primeira etapa, quando a intensidade subiu um pouco. Por consequência dessas circunstâncias, o jogo ficou disputado no meio-campo, bastante estudado e fechado. Em ambas as propostas, via-se a falta de uma peça em cada:  Iniesta, para levar o time catalão à frente e Bale, para transicionar rápido à favor do Madrid.

Na segunda etapa, o fator determinante do jogo mostrou a cara: a bola parada. Primeiro, com o Barcelona. Em meio a todas as dificuldades, numa falta lateral, Neymar - magistralmente - acertou um belo cruzamento para Suárez marcar, de cabeça, e abrir o placar. O MSN, nesse caso "NS", se mostrava decisivo (de novo). E não só no placar.

O gol entregou o jogo para o Barcelona. O Real Madrid passava a ter a bola mais do que gostaria e não conseguia criar. Iniesta, finalmente, entrou no jogo e trouxe mais controle ainda. A bola começou a chegar em Neymar com mais frequência, e o brasileiro passou a incomodar o sistema defensivo merengue com toda a habilidade e atributos que já conhecemos.

Parecia que a partida terminaria com a vitória culé, mas a bola parada veio a aparecer novamente, desta vez no lado do Real. Final do jogo, bola alçada à área de Ter Stegen em cobrança de falta e Sergio Ramos (sempre ele) marca um gol importantíssimo, devolvendo a igualdade ao marcador e deixando o placar final com uma cara mais justa, retratando melhor o que foi o jogo.

O empate no superclássico foi muito mais vantajoso para o Real. A distância de seis pontos para o rival é mantida e a ponta de cima da tabela continua assegurada, em um momento que a equipe vai evoluindo, mesmo sofrendo com desfalques importantes. Ao Barça, fica o alerta, e não só na frieza dos números da classificação. O desempenho em campo não é o mesmo de outros tempos.


@IsmaelJPereira

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