25 de novembro de 2016

Surpreendente: esse é o Red Bull Leipzig

Compartilhe nas redes sociais

A Bundesliga já se desenrolou, a gente já sabe quem vai lutar por título, quem vai lutar por vaga na EL e quem vai lutar pra não cair. E lá em cima tem um “intruso”. O RB Leipzig é um clube fundado em 2009, com projeto ambicioso de ganhar a Alemanha, como já tinha feito na Áustria. E no primeiro ano já dá sinais de que não está brincando na missão. Da 5ª à 1ª divisão em sete anos, com um “drible” administrativo, já que nenhum clube alemão pode ter dono majoritário, o projeto segue bem. 

Emil Forsberg e Timo Werner, os destaques do ótimo início do time na Bundesliga. (Foto; EPA)
Normalmente quando clubes pequenos ou desconhecidos surgem na elite fazendo bonito, as pessoas logo começam a desconfiar de quanto tempo a surpresa vai se manter no topo da tabela. O Leipzig é o atual líder da Bundesliga e está invicto na competição até agora, um prato cheio para olhares espantados e perplexos de todo lugar. O famigerado ''golfinho'' não parece ser o caso da equipe alemã.

A questão, em Leipzig, é que o clube é um projeto muito forte. Não surgiu do nada, não chegou à elite ao acaso. Há um trabalho sendo feito com competência para alavancar o clube ao topo da Alemanha. Nota-se pelas instalações modernas do clube, o elenco jovem e promissor e a maravilhosa Red Bull Arena. Um bom exemplo de como o clube é visto como um projeto bem real para o futuro é a contratação de Davie Selke, então maior promessa do Werder Bremen. O atacante de 20 anos resolveu deixar o clube pelo qual se profissionalizou e vinha se tornando a peça mais importante do elenco para defender as cores do Leipzig na 2. Bundesliga. Selke, inclusive, fez gol contra o Werder Bremen na atual temporada e segue sendo uma das principais joias alemãs para a posição.

A tática: aqui no Brasil a gente “mata” esquemas de tempos em tempos, o RB Leipzig joga num 4-2-2-2 noventista. Com uma espinha de seis jogadores por dentro e dois laterais apoiadores. Defensivamente é bem treinado. Pressão no portador da bola, superioridade nos setores do campo e corta movimento de passe.

Verticalidade é a arma: em tempo que a posse é endeusada, que a troca de passes paciente e como uma defesa, o Leipzig dá de ombros. Com Forsberg e Sabitzer, a bola chega lá na frente em um passe de mágica. Seja carregando ou com uma bola mais longa.

O motor: tem um cara que faz isso tudo funcionar e ele se chama Naby Keita. O guineense nascido em 95 é a ligação entre meio e ataque dos touros. Descoberto em 2013 pela rede de olheiros, foi para a célula austríaca e desembarcou na Alemanha nessa temporada. Marca, ataca e distribui com a mesma qualidade.

O trio de ouro: O Leipzig tem um trio que vem deixando a Alemanha com os olhos brilhando. Marcel Sabitzer, Emil Forsberg e Timo Werner. Tudo o que acontece de diferente no time sai dos pés de um dos três. Werner já é cotado como o próximo atacante da Die Nationalef, Forsberg já é realidade na seleção sueca pós-Ibrahimovic e o austríaco Sabitzer já dá demonstrações de que é um bom meia-atacante, tem quatro gols na Bundesliga.


Pra onde vai o RB Leipzig? A gente não sabe, futebol é maldoso e a Bundesliga é competitiva ao extremo, mas se permite sonhar. É um time bem treinado, talentoso, jovem e cheio de ambição. Enquanto os grandes não “acertam o passo”, vide o ótimo e encantador Borussia Dortmund, eles vão pontuando e se mantendo lá em cima. Sobre propostas financeiras, o time não sofre tanto, lá jorra grana, a contragosto da Alemanha. Agora é aguardar os próximos capítulos e se deliciar. O Leipzig está querendo aprontar. 

@maiiron_

Deixe um comentário

Todos os comentários postados são de responsabilidade de seus autores. É necessário estar logado no facebook para comentar.

 

Bem-vindo ao Linha Alta. Site com conteúdo futebolístico.

© Linha Alta 2016

Edited by Douglas Menezes