28 de novembro de 2016

Se perdendo no próprio ritmo, Internazionale vence Fiorentina com sustos

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A Internazionale venceu a Fiorentina por 4-2 no Giuseppe Meazza nessa segunda-feira. Os milaneses tiveram mais dificuldade do que o resultado pode dizer e ainda sofrem muito para conseguir manter o nível de competitividade alto. A equipe abriu 3-0 em vinte minutos de partida e conseguiu terminar a peleja sob pressão. A Viola, que apagou no começo do jogo, deu uma grande amostra de recuperação futebolística e psicológica no segundo tempo. Não foi o suficiente para pontuar, porém.

Mais um doblete na temporada para Mauro Icardi. O argentino está on fire: 12 gols e 3 assistências em 14 partidas da Serie A na temporada. (Foto: AP)
A Internazionale de Stefano Pioli segue no 4-2-3-1 de seus antecessores. Com Antonio Candreva e Ivan Perisic pelos lados, Éver Banega por dentro e Mauro Icardi na referência, a Inter tem um grande poderio ofensivo, ainda mais com Marcelo Brozovic se somando ao quarteto. Foi dele o gol (aço) que abriu o placar, inclusive. A Fiorentina do português Paulo Sousa também jogou no 4-2-3-1, com o ótimo espanhol Borja Valero ao lado do croata Milan Badelj fazendo a dupla de volantes.


A Inter construiu o placar com excesso de facilidade até. Em duas jogadas laterais pela esquerda saíram os dois primeiros gols. Aos 10', o placar já mostrava 2-0 favorável aos mandantes. O lateral direito mexicano Carlos Salcedo (não confunda com o veteraníssimo Carlos Salcido) foi lento para ler os lances. Faltou cobertura e um Tello mais eficiente na recomposição também. O terceiro gol foi um uma genialidade de Mauro Icardi, que deixou Davide Astori e Gonzalo Rodríguez no chão.

A Internazionale bloqueou a saída de bola do adversário com um ritmo MUITO intenso. A Fiorentina insistiu em sair por baixo e sofreu com isso, porque a Inter roubou aproximadamente trinta e cinco milhões de bolas próximas ao gol de Tatarusanu. Quando se rouba a bola próximo ao gol adversário, tudo facilita. Avançando tanto Marcelo Brozovic quanto Geoffrey Kondogbia, a Inter gerava situações de superioridade numérica com extrema facilidade.



Inter avançava suas linhas, botava a Fiorentina contra a parede e forçava o erro. Assim que conseguiu construir o 3-0 com facilidade. Mas, como quase tudo no futebol, há contras em adotar essa estratégia e colocar tanto fôlego nisso. Após o terceiro gol, a Inter diminuiu o ritmo e a Fiorentina pôde sair jogando. Em uma dessas, Milan Badelj achou Nikola Kalinic, que descontou. Quem marcava Kalinic? Candreva, que desce até a última linha. O lateral D'Ambrosio centraliza para dar cobertura aos avanços de Brozovic e Kondogbia.

O primeiro tempo ainda teve a expulsão do zagueiro Gonzalo Rodríguez, que mudaria totalmente o cenário do segundo tempo. Sem o argentino, Paulo Sousa sacou o lateral direito Hrvoje Milic e colocou em campo o polivalente Nenad Tomovic. O 4-2-3-1 passou a ser uma espécie de 3-2-3-1, com o quarteto ofensivo e a dupla de volantes conservados.


Esperava-se da Internazionale uma mudança de postura. Com um a mais em campo, o normal é que a equipe busque controlar a posse de bola e administrar o resultado. A Inter não conseguiu fazer isso, foi vítima do seu próprio caos, do seu ritmo alucinante e o jogo virou contra-ataque aqui e contra-ataque lá. A Fiorentina conseguiu aproveitar isso para fazer mais um gol, com o esloveno Josip Ilicic, de grande partida.


Situações como essa foram bem comuns no segundo tempo, mesmo com a Viola tendo um a menos em campo. Josip Ilicic foi o fator determinante para tanto perigo.
A Inter abriu 3-0 em 20 minutos, ficou com um a mais durante todo o segundo tempo e terminou a partida sofrendo para liquidar a fatura. Problemas de um time que não consegue tranquilizar um jogo e 'sentar' na vantagem. Defeitos de um time em formação, obviamente, mas que estão sendo recorrentes na Inter há um bom tempo. A Inter ainda precisa de evolução e isso não é novidade para ninguém. Aliás, cobrar um time pronto de Stefano Pioli com três jogos no comando seria sacanagem, mas percebe-se já uma linha de pontos positivos e negativos bem claros. A ver se o italiano consegue reduzir os defeitos da equipe e potencializar os bons aspectos. Controlar o ritmo é essencial, ainda mais no futebol italiano.

@_nicolasmuller

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