26 de novembro de 2016

Em tempos distintos, Chelsea supera Tottenham e segue líder da Premier League

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Chelsea alcança à sétima vitória consecutiva na Premier League 2016/2017 (Foto: AFP)

Mirando a sétima vitória seguida na Premier League, o Chelsea recebeu, em Stamford Bridge, o Tottenham. O time de Antonio Conte, líder da competição, teria pela frente um adversário em busca de reabilitação na temporada. Os Spurs, após terem sido sacramentados como eliminados na Champions League, com uma rodada de antecedência na fase de grupos, tentariam quebrar o tabu e vencer os blues no estádio do rival - algo que não acontece desde 1990. Esses eram os ingredientes para o clássico londrino.


O Chelsea entrou em campo no seu já habitual 3-4-2-1 (fase ofensiva)/ 5-4-1 (fase defensiva): Courtois; Azpilicueta, David Luiz, Cahill; Moses, Kanté, Matić, Marcos Alonso; Pedro, Diego Costa e Hazard.
O Tottenham, de Pochettino, desenhou um 4-2-3-1 (fase ofensiva)/ 4-1-4-1 (fase defensiva): Lloris; Walker, Dier, Vertonghen, Wimmer; Wanyama, Dembélé; Eriksen, Dele Alli, Son; Harry Kane. No posicionamento dos extremos, Eriksen buscava o centro e Son jogava aberto, abrindo o campo.


Os primeiros 45 minutos foram inteiramente do Tottenham. Desenvolvendo um alto de nível de intensidade, os visitantes marcaram alto, espremeram o Chelsea no seu campo e forçaram o adversário a abusar do jogo direto. Como quase não conseguiam fazer transições pelo chão e tinham o seu portador da bola sempre "incomodado" pela marcação oponente, os blues não ativavam Hazard e Diego Costa - duas peças fundamentais no dinamismo ofensivo -, que até se movimentavam bem, mas não tinham sossego para girar o corpo e criar espaços. Com a bola, o Tottenham desenvolvia ótimas linhas de passes, principalmente a partir dos movimentos de Alli e Eriksen. Os comandados de Pochettino usavam a posse também para controlar, e isso foi suficiente para Eriksen marcar um golaço e colocar 1-0 no placar.

A intensa pressão do Tottenham na saída de bola do Chelsea, no primeiro tempo.

Melhores em todos os sentidos, os Spurs mereciam terminar a primeira etapa com vantagem no marcador, mas não foi isso que aconteceu. Num raro momento em que a marcação não pressionou, Pedro recebeu na zona de perigo e acertou um belo chute. Mais um golaço no jogo e um baque no Tottenham. O Chelsea achava um empate "do nada" antes do intervalo e teria a possibilidade de criar um novo cenário na etapa final. E foi isso o que aconteceu.

A queda de ritmo do Tottenham no segundo tempo foi impressionante. A igualdade no placar alcançada pelo Chelsea tirou a chance do controle "sem bola", e o desgaste físico pesou. Buracos apareceram, e o time de Antonio Conte soube aproveitar. Num contra-ataque puxado por Hazard (uma das principais armas desse Chelsea), Moses apareceu livre para virar o jogo. Jogadas como essa, finalmente, se tornavam possíveis para os blues. O contexto estava completamente alterado.

O espaço que Moses teve no gol da virada, oriundo de contra-ataque. No 1º tempo, era impossível ver um jogador do Chelsea com tal liberdade.

O 2-1 no placar elevou o psicológico do Chelsea e acabou com o do Tottenham. Agora, o comando das ações do jogo passava a ser dos blues. A sólida defesa, que não havia sofrido gol nos últimos 6 jogos, ficou suficientemente à vontade em campo até o último apito do árbitro.

No pico mais alto da Premier League, o Chelsea parece estar cada vez mais afirmado, e o fato de não estar disputando competição europeia surge como trunfo em relação a equipes como Manchester City e Arsenal. Em contrapartida, o Tottenham sofre com uma constante irregularidade e já vê as primeiras colocações mais distantes.



@IsmaelJPereira


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