28 de outubro de 2016

PSG explora conceitos mal executados e vence Lille pela Ligue 1

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O PSG de Unai Emery está ainda longe de convencer na atual temporada, mas venceu o Lille fora de casa na tarde dessa sexta-feira. O 1-0 normalmente indica uma partida com poucas chances de gol, mas que não foi o caso em Lille. O clube parisiense empilhou chances de gol, mas esbarrou na sua própria incompetência para colocar a bola no barbante. Cavani fez o tento solitário da partida - o seu décimo na atual Ligue 1 - e aumentou sua vantagem na ponta da artilharia. 

Cavani marcou o gol da vitória parisiense (Foto: F. Faugere/L'Equipe)
Não era segredo para ninguém que o PSG sentiria a falta de Zlatan Ibrahimovic. Sua qualidade, sua importância dentro do modelo de jogo e sua liderança foram fundamentais durante o tetracampeonato francês do PSG. Sem o sueco, Unai entendeu em Cavani um substituto à altura. O uruguaio é muito bom, mas está longe de ser Ibrahimovic, em todos os sentidos possíveis, e isso ainda precisa ser compreendido.

Quando demitiu Laurent Blanc, que dominou completamente a Ligue 1 durante seus anos comandando a equipe, o PSG buscou ousar. Quis um passo adiante, contratou o ótimo Unai Emery para ser competitivo também na Europa. Mas o processo exige tempo. E, por enquanto, a troca é um passo atrás para dar dois para frente. 

Mas voltemos ao Lille 0-1 PSG. O Lille variou entre 4-5-1 e 4-4-1-1 durante a partida. Rio Mavuba foi o ponto de diferenciação. Ora avançado, buscando pressionar Thiago Motta, ora recuado, ao lado de Amadou e Sankharé. O PSG foi a campo com seu consagrado 4-3-3, sem grandes novidades. 


A estratégia de Frédéric Antonetti, treinador do Lille, era amarrar o jogo no maior tempo possível e buscar um gol em bolas isoladas (principalmente em bolas paradas). Com extremos pouco velozes e volantes de pouca chegada a frente, o Lille pouco fez ofensivamente com bola rolando. Já o PSG, sem a mesma fluidez para propor o jogo da última temporada, apostou em lançamentos para quebrar as linhas de marcação dos Dogues. Aproveitando os encaixes de marcação rival, Di María fez festa no primeiro tempo com suas centralizações. Seu encarregado era Béria, que não acompanhava o movimento por dentro do argentino, o que sempre gerava algum lance de perigo. 

Exemplo de como o Lille fechava bem as linhas de passe do PSG. Sem opções para o jogo curto, Thiago Silva era obrigado a ligar diretamente. Funcionou.

Uma amostra dos encaixes individuais e a desordem que causam quando o rival se movimenta. Civelli busca Cavani, Béria acompanha Di María e Palmieri retorna com Meunier. 
O problema, que impediu o PSG de abrir o placar no primeiro tempo, foi a falta de precisão na conclusão das jogadas. Di María teve algumas chances, Cavani e Matuidi também. Verratti e Thiago Silva, por outro lado, foram muito bem nos lançamentos longos. 

O segundo tempo seguiu basicamente no mesmo cenário: PSG aproveitando a desorganização da linha defensiva do Lille, com movimentação e os facões de Lucas e Di María e o time da casa fazendo de tudo para conseguir uma bola parada próxima ao gol. 

O gol de Cavani sai de uma falha da dupla de zaga do Lille. Civelli não intercepta o cruzamento de Di María, que estava completamente livre, e Sunzu não chega a tempo de impedir a finalização do uruguaio. Depois do tento, Antonetti tentou fazer seu time mais ofensivo (com pouquíssimas opções no banco de reservas, já que o clube conta com muitos jogadores no departamento médico). Até conseguiu, na medida do possível, assustar. Mas nada concreto. O placar seguiu inalterado. 

O PSG agora coloca pressão no líder Nice, que poderia abrir nove pontos na liderança caso houvesse tropeço parisino. Unai Emery segue sem conseguir tirar um grande futebol do seu elenco - o que é natural pelo pouco tempo de trabalho. Mas quando se trata de um treinador de tamanha qualidade como Unai, paciência é imprescindível. A ver se o megamilionário e louco por resultados imediatos na Champions League Paris Saint-Germain a terá. 

@_nicolasmuller

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