3 de outubro de 2016

Palmeiras mantém padrões ofensivos e abre vantagem sobre o Flamengo

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Atuando de forma equilibrada, o Palmeiras bateu o Santa Cruz por 3x2 na noite desta segunda-feira, no  Arruda, e aumentou a vantagem com relação ao Flamengo, vice-líder do campeonato. O maior mérito do time dirigido por Cuca foi ter mantido os padrões de jogo na fase ofensiva, mesmo quando a partida já era bem aberta e a atmosfera desfavorável. Não que o tradicional estádio pernambucano estivesse lotado, mas a equipe da casa se soltou e imprimiu muita velocidade na etapa final, além de ter contado com o apoio irrestrito de sua apaixonada torcida, mesmo na zona de rebaixamento. Roger Guedes, Zé Roberto e Leandro Pereira marcaram para o Palmeiras. Enquanto que Grafite e Arthur anotaram para o time tricolor.
Gabriel Jesus flutuando entrelinhas na primeira etapa foi a tônica criativa do Verdão. A partir do aproveitamento dos espaços com essa movimentação, Palmeiras passou a dominar o jogo

Sem Dudu, Cuca surpreendeu ao escalar Zé Roberto na trinca de meio-campo. Erik foi colocado na ponta-esquerda e Gabriel Jesus voltou à referência. Pelo lado do Santa Cruz, Doriva montou sua equipe num 4-1-4-1 reativo, com Derley e João Paulo como apoiadores, e Pisano e Keno nas extremas. Muito em função do gramado duro, os 20 primeiros minutos foram muito truncados, mas revelaram qual seria a cara do 1º tempo. O Palmeiras tentando trocar passes em velocidade e usar a sua movimentação intensa para confundir a marcação adversária. Já o Santa buscava não dar espaços aos meias palmeirenses, exercendo forte pressão ao homem da bola, sobretudo Moisés e Tchê Tchê na saída, mas quando recuperava a posse não tinha estratégia e capacidade para criar.
Disposição inicial das equipes
4-1-4-1 do Santa Cruz.
Derley e João Paulo subiam para tirar ''sufocar'' Moisés e João Paulo, mas espaços se abriam na faixa central. Neste frame vemos os dois meio-campistas subindo a marcação.

A medida em que subiam para tirar espaço da dupla palmeirense, porém, Derley e João Paulo abriam lacuna grande para ser coberto por Uillian Corrêa. A linha de zaga não acompanhava o movimento e Gabriel Jesus começou a ser opção interessante para o Palmeiras progredir no campo e vencer a forte marcação tricolor. Saía da referência e flutuava no mesmo setor que Zé Roberto, gerando superioridade numérica e opções de passe. Erik entrava em diagonal garantindo profundidade ao Verdão. O lance do gol surgiu assim. Gabriel Jesus ganhando a jogada na intermediária e Erik tabelando com Zé Roberto. O camisa 11 mostrou toda a sua categoria na finalização.
Neste frame vemos Jesus(círculo azul) fora da referência e Erik(círculo vermelho) entrando em diagonal

Sem a bola, o Palmeiras apresentou uma execução perfeita na primeira etapa do seus sistema de marcação por encaixes e perseguições. Destaque para o trio de meio. Tchê Tchê, Moisés e Zé Roberto, tiravam espaços de Corrêa, João Paulo e Derley, mas sem se distanciarem demais de suas zonas de atuação. Isso travou o Santa Cruz! É bem verdade que a falta de uma estratégia ofensiva mais clara e dinâmica ajudou. O Santa, bem nervoso na primeira etapa, recuperava a bola e forçava o passe para o talentoso Keno. Quando João Paulo conseguia se aproximar o time conseguia algo, mas muito pouco. Faltou mais infiltração, aproximação e passagem dos laterais.
Encaixes do Palmeiras funcionaram perfeitamente no 1º tempo. Muito em função da movimentação pobre do Santa Cruz também

Na segunda etapa, Cuca sacou Erik para colocar Leandro Pereira. Trouxe Gabriel Jesus para a esquerda numa tentativa de aumentar essa flutuação entrelinhas e ao mesmo tempo ter mais profundidade e presença na área com o centroavante. Doriva fez bem a sua parte no intervalo. Tirou Derley e pôs o atacante Arthur em campo. Pisano saiu da faixa direita e foi fazer companhia a João Paulo na articulação das jogadas. Ao mesmo tempo o Santa ganhou mais agressividade pelos lados. Não demorou para a equipe melhorar e controlar o jogo, chegando merecidamente ao gol aos dez minutos em jogada muito bem trabalhada.
Como as equipes voltaram para o segundo tempo

O elogio ás perseguições mais curtas por parte do Palmeiras ficaram no vestiário. Perdido na movimentação mais qualificada do Santa Cruz, o alviverde passou a dar espaços por afastar demais suas peças das zonas de origem. O gol do Santa Cruz ocorreu sem nenhum dos meio-campistas ocupando o espaço à frente da área. A intensidade palmeirense na abordagem de marcação também deixou a desejar nos últimos 45 minutos. Pontos que o técnico Cuca precisa trabalhar nesta reta final.
Boa execução dos encaixes palmeirenses ficou no vestiário. Esta é a origem do gol, Arthur recebe livre para marcar

Ofensivamente, porém, o Verdão manteve os padrões que o fazem ter um ataque muito produtivo. Intensa movimentação, troca rápida de passes, aceleração no terço final, aproximação para tabelas. Criou algumas chances baseado nisso, mas voltou à frente do placar aproveitando falha do goleiro Édson, que se precipitou para cortar um lançamento que seria interceptado pelo zagueiro Neris. O Santa, empurrado pela necessidade da vitória e por sua torcida, voltou a igualar o marcador com Grafite de pênalti, aproveitando falha infantil de Jean.
Origem do gol da vitória palmeirense

A maior organização palmeirense e a qualidade de seus atletas apareceriam de forma definitiva aos 34 minutos. O Tricolor errou uma saída de bola e Roger Guedes, aproveitando cruzamento em construção rápida do Palmeiras pela direita, deu números finais ao placar. Méritos para um time que não entrou no ritmo frenético que o jogo ganhou. Manteve a cabeça no lugar, executou o seu modelo de jogo e deu importante passo rumo ao título. Para o Santa, resta a consolação por ter feito um bom segundo tempo na fase ofensiva, mas uma partida mais uma vez bem irregular.


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