23 de outubro de 2016

Nasri joga bem, Sevilla controla o Atlético e vence duelo em casa

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Neste domingo (23/10), Sevilla e Atlético de Madrid se enfrentaram pela 9ª rodada do Campeonato Espanhol de 2016/2017, no estádio Ramón Sánchez Pizjuán, em Sevilla. Em campo, a luta pelas primeiras colocações da liga, já que ambos os times se colocavam na zona de classificação para a UEFA Champions League (Atlético em 2º; Sevilla em 4º). Além desse fator, se desenhava um interessante choque de estilos entre os treinadores argentinos Diego Simeone e Jorge Sampaoli, que teve uma estratégia superior e acabou levando a melhor no duelo.

O gol decisivo marcado por N'Zonzi, que deu a vitória ao Sevilla. (Foto: Reprodução/ Twitter Oficial da Liga)


Sevilla esteve postado em um 4-2-3-1/4-3-3. Vitolo (esquerda) e Mariano (direita) como extremos, Nasri com muita liberdade desde à primeira faixa do campo, apoiando o lado esquerdo; Mudo Vázquez encostando em Vietto (referência) e apoiando o lado direito; Steven N'Zonzi na contenção. O Atlético de Madrid jogou no seu habitual 4-4-2, com Ángel Corrêa como meia-direito, Carrasco como meia-esquerdo, Koke e Gabi como volantes e Griezmann e Gameiro formando a dupla de ataque.

O primeiro tempo acabou sendo de poucas chances de gol. Sevilla foi propositivo e teve a posse de bola. Procurou atacar pelo seu lado esquerdo, usando muito as triangulações formadas pelo lateral-esquerdo Sergio Escudero, Vitolo e Samir Nasri. Nasri, aliás, era extremamente movediço pelo campo, mas se posicionando na maior parte do tempo como interno, ao lado de N'Zonzi, organizando e regendo a saída de bola. O francês foi extremamente participativo.

Movimentação não faltava aos mandantes, porém não eram suficientes para desmanchar o ótimo encaixe de marcação zonal do Atlético de Madrid. O time de Simeone revezava bloco alto de pressão e posicionamento de linhas mais recuadas. Mas, independente da altura da marcação, a superioridade numérica era sempre do time da capital espanhola. Na fase ofensiva, o Atléti procurava transições rápidas, acionando o seu quarteto final de ataque. Nada diferente da característica que já conhecemos. E nesse modelo que o Atlético criou as duas principais chances da primeira etapa: Gameiro e Corrêa saíram à frente do goleiro Rico, mas não aproveitaram. O primeiro parou no arqueiro do Sevilla e o segundo chutou para fora.

Os posicionamentos: Vitolo e Mariano (em laranja) abrindo o campo, Nasri (amarelo) ativo no princípio da construção, Vietto e Mudo Vázquez (azul) à frente; Atlético no 4-4-2.

Aqui um flagrante do movimento por dentro de Escudero, e a triangulação formada por ele, Vitolo e Nasri. Destaque também para a movimentação de Vietto (vermelho) e para o jogo entrelinha de Vázquez (verde).


Se a primeira etapa mostrou um jogo mais estudado, a segunda foi mais aberta, principalmente nos primeiros minutos. O Sevilla voltou muito bem do intervalo, acertando a trave com Nasri e obrigando Oblak a fazer um milagre em chute de Vitolo. O coletivo de Sampaoli entrou nos 45 minutos finais circulando mais a bola, usando também o lado direito de ataque e acionando o jogo entrelinhas com Mudo Vázquez. A movimentação era maior e havia participação de mais jogadores no terço final do campo. Finalmente, havia quebras no eficiente bloqueio do Atlético de Madrid.

Percebendo a adversidade, Simeone colocou Tiago em campo e sacou Yannick Carrasco. Koke virava extremo e se somava a Nico Gaitán (que entrou no lugar de Corrêa no intervalo) para devolver o time ao campo de ataque. E acabou funcionando. O Atlético equilibrava o ritmo ofensivo do Sevilla e fazia a partida chegar ao auge de abertura de espaços. Mas durou pouco: logo o Sevilla reassumiu o controle de jogo, se adonando da posse de bola. E esse controle trouxe a abertura do marcador, com N'Zonzi. O volante aproveitou deslocamento de Vietto, infiltrou no espaço vazio e recebeu passe do argentino para marcar o gol que seria o da vitória. Mais uma inversão de posição e movimentação que confundia o sistema de Simeone. Após o tento, Koke acabou expulso por acumular dois cartões amarelos. Tal fato contribuiu para a manutenção da superioridade do Sevilla até o final da partida.

Apesar do Atlético ter se comportado bem defensivamente na maioria dos minutos do jogo e ter criado algumas oportunidades de gol, o controle sempre foi do Sevilla. Tiveram algumas dificuldades - que eram naturais pela qualidade coletiva e individual do adversário -, mas executaram a proposta de proposição de forma mais que suficiente. O brasileiro Mariano foi muito consistente pelo lado direito, assim como Escudero jogando internamente. Contudo, o maior destaque do jogo foi Nasri. O ex-Manchester City comandou o meio-campo e, principalmente, se mostrou envolvido com o jogo - o que pouco aconteceu na sua última passagem pela Inglaterra. Para o torcedor do Sevilla, é ótimo ver o francês atuando dessa forma.



Ismael Pereira
@IsmaelJPereira


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