26 de outubro de 2016

Mais incisivo, West Ham derrota Chelsea em jogo de pura transição

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Meio de semana de oitavas de final da Copa da Liga inglesa. Em um dos confrontos do tradicional torneio da terra da rainha, se enfrentaram, no Estádio Olímpico de Londres, o West Ham - um dos cinco clubes que você precisa ficar de olho na atual temporada europeia - de Slaven Bilić e o Chelsea de Antonio Conte. Com esquemas táticos totalmente "espelhados", o jogo foi bastante franco, mas com vantagem para os hammers, que foram mais agudos e associativos que o adversário.

West Ham no 3-4-2-1 na fase ofensiva; Chelsea no 5-4-1 sem a bola.

Aqui a fase ofensiva do Chelsea: 3-4-2-1 também; West Ham no 5-4-1 defensivo. Disposições táticas rigorosamente iguais entre os times.


O primeiro tempo do jogo foi de pura transição. O Chelsea começou com um ritmo mais forte (Kanté quase fez 1-0, porém parou em Randolph). Mas quem abriu placar cedo foi o West Ham, após cruzamento de Noble para Kouyaté cabecear no canto esquerdo do goleiro Begović, em jogada oriunda de rebote de escanteio. Depois do gol, os papéis se inverteram: os mandantes passaram a se comportar melhor na ações da partida.

Dimitri Payet e Manuel Lanzini centralizavam bastante, abrindo os corredores para os alas ocuparem. Michail Antonio era uma referência móvel e caia muito pelo lado esquerdo, dando opção de passe. Essas movimentações geravam espaços, que eram usados sempre com ataques rápidos pelos flancos, aproveitando a lentidão dos zagueiros e alas dos blues. O extremo do campo mais usado era o de Payet, que mantinha seu habitual senso crítico para tomar qualquer decisão. O West Ham tinha uma ideia incisiva, de resoluções rápidas.

No lado do Chelsea, não havia tantas transições pelo chão como no lado oponente. Ocorreram abusos de bolas longas, até pela ausência de participação dos brasileiros Willian e Oscar. Basicamente, era só N'Golo Kanté (principalmente) e Chalobah que regiam os avanços da equipe de Conte. Poucas combinações, logo poucas conclusões a gol, mesmo com o adversário mantendo uma marcação que não era forte. E quando algo era criado, havia imprecisão na definição.

A etapa final começou com um West Ham mais intenso ainda. E tal postura lhe rendeu o segundo gol, com o suíço Edimilson Fernandes, de novo no início do tempo. O 2-0 no marcador trouxe um ótimo cenário para os anfitriões, que teriam mais espaço ainda para desenvolver suas progressões extremamente velozes. Recuperavam a bola e, imediatamente, acionavam seu trio de frente - que depois das substituições teve André Ayew e Simone Zaza - para contra-atacar. E assim levaram perigo até o último apito do árbitro.

Antonio Conte colocou Pedro, Hazard e Diego Costa nos lugares de Aina, Chalobah e Batshuayi. O esquema foi mantido, e o time teve uma melhora (muito pela necessidade de marcar a qualquer custo), mas, de novo, quando criou oportunidades e se aproximou da meta de Randolph, pecou nas finalizações. Cahill ainda descontou na bola aérea, no último minuto, mas não foi suficiente para buscar o épico no Olímpico de Londres. O 2 a 1 final para o West Ham foi o justo.

O Chelsea na fase ofensiva, já com as três trocas feitas: Pedro e Azpilicueta (em azul) gerando amplitude, Willian e Hazard revezando o posicionamento interno (laranja), Oscar e Kanté (volantes) alinhados; West Ham no 5-4-1. Foi isso durante todo o jogo.


O jogo de hoje mandou um recado para os dois times: após começo ruim de temporada, os hammers vão se recuperando e a imponderável Copa da Liga pode ser uma oportunidade para Bilić coroar seu ótimo trabalho com uma taça. Ao Chelsea de Conte, mostrou que a oscilação é uma realidade e ainda faltam algumas coisas para os blues poderem realmente competir no topo da Inglaterra.


Ismael Pereira
@IsmaelJPereira

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