29 de outubro de 2016

Inteligência de Lucas Lima desequilibra em um lance e Santos bate o líder Palmeiras

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Num jogo muito equilibrado o Santos venceu o Palmeiras na noite deste sábado na Vila Belmiro por 1x0, gol do atacante colombiano Copete, em lance de muita inteligência do meia Lucas Lima. A jogada demonstrou bem a única forma em que a partida poderia ser decidida: no detalhe! O Peixe ultrapassa o Atlético/MG na classificação e fica a apenas um ponto do vice-líder Flamengo. Já o Porco vê sua diferença diminuir. Agora são cinco pontos de vantagem para o rubro-negro, mas ainda com duas vitórias a mais.
Detalhe da origem do lance do gol, Lucas Lima percebe o espaço e se posiciona para receber em profundidade de David Braz

Intensidade na marcação, troca rápida de passes e equívocos em velozes transições ofensivas. Esta foi a cara do primeiro tempo bem equilibrado entre Santos e Palmeiras. Dorival Junior escalou a mesma equipe que vem mandando a campo no alvinegro praiano, com Jean Mota e Copete pelos flancos no 4-2-3-1 de sempre. Já o Verdão de Cuca manteve o 4-3-3 que vem atuando, desta vez com Tchê Tchê como homem mais recuado do meio para acompanhar Lucas Lima na marcação por encaixes da equipe.
Disposição Inicial das equipes

No lado palmeirense, destaque para as infiltrações de Dudu, saindo da ponta e buscando superioridade numérica no meio, nas costas dos volantes santistas. A movimentação fez com que o Porco tivesse alguns momentos de domínio, principalmente quando buscou trabalhar a bola com mais calma e acelerar menos o jogo. Allione também foi importante neste movimento, embora com menos frequência. Faltou mais leitura a Gabriel Jesus. Posicionou-se muito longe da área de definição das jogadas, irritando Cuca.

O visitante, na maior parte da primeira etapa, tentou verticalizar seu jogo. Roubar a bola com a sua forte marcação e chegar ao gol adversário com o menor número de toques possível. Mesmo tendo menos posse, conseguiu ser mais perigoso que o Santos. Já a equipe da casa, enquanto teve paciência para colocar em prática o seu jogo de aproximação e intensa movimentação, dominou as ações.
Como sempre faz, Palmeiras de Cuca define a marcação com seus homens de meio e dá pouco espaço para o adversário nesta região do campo. Muita entrega!

Ocorre que a postura palmeirense na fase defensiva acabou fazendo com que os santistas se precipitassem e forçassem demais nas transições ofensivas. Destaque para a movimentação dos laterais. Em algo que acontece desde o início do ano, eles buscaram bastante a faixa central, posicionando-se praticamente como meias em muitas partes do jogo, fazendo companhia a Lucas Lima. A estratégia é completada com a participação ativa de Renato e Thiago Maia na saída de bola, além da amplitude garantida com Jean Mota e Copete.
Zeca por dentro. Vejam como o lateral-esquerdo sai de sua posição e se integra aos homens de meio-campo. Tentativa válida, mas Palmeiras soube neutralizar. 
Aqui é Victor Ferraz por dentro. Mais uma ''lateral-meia'' do Santos

A ideia de Dorival era bagunçar o time do Palmeiras mediante os encaixes de marcação com longa perseguição, mas a aplicação dos líderes do campeonato falou mais alto e o Santos criou muito pouco nos 45 minutos iniciais. Na segunda etapa, o time da Vila passou a equilibrar melhor o momento de acelerar as jogadas e o de ter calma para trabalhar a bola. Criou duas boas chances antes dos dez minutos, mas viu a intensidade defensiva do Palmeiras brecar seu ímpeto novamente.

O Palestra não conseguia repetir a boa movimentação ofensiva de Dudu. Foi um time mais estático e obviamente menos criativo. O jogo seguia pegado e as equipes se anulavam. Até que aos 27 minutos, Lucas Lima mostrou o quanto é diferenciado ao ter a leitura perfeita de posicionamento numa jogada. Após um escanteio a favor do Santos, David Braz ganhou a dividida com Gabriel Jesus no circulo central e abriu para o camisa 10. Aproveitando uma desorganização momentânea da defesa palmeirense, o meia se posicionou do lado esquerdo de ataque e cruzou. Vinicius cortou, a bola bateu na zaga e sobrou para Copete marcar.
Times na segunda etapa, após substituições de Cuca
Cuca tentou tornar a equipe mais ofensiva e insinuante com as entradas de Leandro Pereira, Cleiton Xavier e Rafael Marques, mas esbarrou nas pernas mais pesadas de seus jogadores e na ótima marcação por zona do Santos. O alvinegro praiano soube aliar capacidade individual e organização tática para vencer um adversário muito bem montado, mas longe de seu melhor dia. Faltou ao Palmeiras se soltar mais em campo e acreditar que poderia ser dominante, mesmo na casa do adversário.


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