26 de outubro de 2016

Icardi decide, Inter quebra jejum de vitórias e derruba série invicta do Torino

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A Internazionale venceu o Torino nesta quarta-feira e quebrou um jejum de quatro rodadas sem vitória no Campeonato Italiano. No Giuseppe Meazza, os nerazzurri sofreram, mas contaram com um doblete de Mauro Icardi para sacramentar a vitória em cima do clube de Turim.

Se a fase não é boa, ele decide. (Foto: AP)
O treinador Frank de Boer escalou uma equipe bastante ofensiva para finalmente quebrar a sequência de resultados negativos. O meio-campo, formado por João Mário, Éver Banega e Marcelo Brozovic, foi o setor fundamental na concepção de jogo do time, embora os gols tenham nascido dos pés do centroavante argentino Mauro Icardi (8 gols no certame). Já o Toro, de Sinisa Mihajlovic, manteve seu 4-3-3 montado para o contra-ataque que elevou a equipe ao topo da tabela.



No 4-3-3 do Torino, os pontas recuam para formar uma linha de 5 a frente da defesa. 
 A Internazionale teve mais a posse de bola durante a partida inteira, mas não conseguiu fazer muita coisa com ela. Com um meio-campo de extrema qualidade técnica e os dois pontas do 4-3-3 centralizando ora ou outra (principalmente o ítalo-brasileiro Éder), a Inter poderia ter feito uma partida melhor na construção de jogadas. Teve muita pressa para definir as jogadas e isso colocou a qualidade das mesmas lá no chão. Claro que a sequência de resultados ruins pesa psicologicamente para que isso aconteça, os jogadores ficam ansiosos para fazer um logo rapidamente e tranquilizar, mas foi um fator que, principalmente na primeira etapa, impediu que a Inter tivesse uma boa atuação. O gol de Mauro Icardi, aos 35 minutos, sai justamente de uma centralização do ponta-direita Candreva, que dá a assistência para Icardi, QUE NÃO CHEGA NA BOLA. O gol sai porque Joe Hart simplesmente espalma a bola no corpo do atacante argentino e a pelota entra. Falha bizarra do inglês que alterou a estratégia do Toro na partida, que, mesmo querendo contra-atacar, nunca abdicou fortemente de ter a posse da bola.

Com o mesmo movimento dos pontas adversários, a Inter também se fecha no 4-5-1. 
O Torino teve muitos momentos com a bola, mas na quase totalidade deles foi como na imagem acima. Jogadores exageradamente distantes em campo e pouca movimentação. Iago Falqué, o ponta pela direita do Torino, foi quem tentou mudar o cenário, mas sem sucesso. Ele fez durante o primeiro tempo a mesma movimentação que Éder no outro lado: da ponta para o meio. O sérvio Ljajic, ponta oposto, ficou mais aberto na maior parte do tempo.

Sem conseguir contra-atacar pelo placar desfavorável e com dificuldades para propor o jogo, o Torino voltou para o segundo tempo diferente. Sem Iago Falqué e com Maxi López. Miha desmontou o 4-3-3 e formou um 4-3-1-2 bem italiano com o trio de volantes dando sustentação a um enganche e uma dupla de atacantes. Ljajic, que foi ponta no primeiro tempo, passou a atuar mais centralizado, atrás de Andrea Belotti e Maxi López.

4-3-1-2 do Torino com Ljajic como enganche. 
A alteração surtiu efeito e o Torino cresceu na partida. Maxi López assumiu o papel de dar profundidade à equipe, liberando Belotti para se movimentar mais. A equipe avançou os laterais (principalmente Zappacosta, pela direita) e buscou o empate mesmo que a Inter pudesse aproveitar os generosos espaços deixados no campo defensivo, o que de fato aconteceu, mas sem efetividade pela parte interista.

O gol de empate sai novamente de uma falha defensiva. A defesa da Inter bateu cabeça de uma forma inacreditável e Belotti empatou a peleja em um momento que a Inter conseguia encaixar contragolpes. O cenário da partida mudou novamente, com as duas equipes oscilando momentos de ataque posicional (quando a equipe busca construir perante uma defesa postada) e contra-ataques.

A Inter conseguiu o segundo gol em um chutaço de Icardi, no ângulo de Hart e já no final da partida. O capitão nem precisou fazer uma boa partida para ser o fator decisivo para o resultado positivo. Se não fez uma partidaça, a Inter ao menos venceu, o mais importante após uma sequência de três derrotas seguidas (antes ainda empatou com o Bologna em casa). O Torino é derrotado após seis jogos de invencibilidade e ''cai na real''. O trabalho de Sinisa é promissor, mas precisa oferecer alternativas quando o plano principal não encaixa. O adversário não fez uma boa partida, mas foi o suficiente para ser superior.

@_nicolasmuller

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