29 de outubro de 2016

Galo e Urubu alternam domínio e empatam em jogaço. Palmeiras agradece

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Em um grande jogo disputado na tarde deste sábado no Mineirão, Atlético/MG e Flamengo empataram em 2x2 pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Rubro-Negro mantém a segunda colocação, mas não consegue se aproximar do Palmeiras da forma que gostaria. Já o Galo torce contra o Santos para permanecer com o terceiro posto ao final da rodada. A partida teve um tempo para cada equipe. Um Flamengo mais organizado e um Atlético/MG mais impetuoso.
Observado por Erazo, Diego marca o primeiro gol do Flamengo. Zagueiro foi mal e meio-campista fez ótima partida. Foto: Gilvan de Souza/CRF

Depois de buscar algumas alternativas ao que vinha dando certo anteriormente, Zé Ricardo montou o Flamengo novamente com as características que fizeram o time ter um ótimo rendimento no campeonato. Escalou Gabriel e Fernandinho, retomando a estrutura tática de utilizar dois atletas de muita velocidade pelos lados e recomposição qualificada. Deu certo! O Rubro-Negro dominou inteiramente o Galo no primeiro tempo, sofrendo apenas quando o adversário encaixava uma transição ofensiva em velocidade.
Flamengo utilizando saída de três com Arão(circulado em vermelho) na mesma linha dos zagueiros. Em amarelo, Gabriel e Jorge saem do lado e buscam a faixa central. Fernandinho dá amplitude pela esquerda e Pará(fora do vídeo) pela direita. Rubro-Negro fez um ótimo primeiro tempo, voltando a executar bem seu modelo de jogo.

Além da posse de bola maior, o time da Gávea finalizou 12 vezes, contra apenas quatro dos donos da casa. Diego, Fernandinho, Guerrero, Gabriel, Marcio Araújo, Réver e Rafael Vaz foram muito bem na primeira parte, evidenciando a máxima da subida de produção individual a partir de uma coletividade forte. Antes de abrir o placar com Diego, aos 32 minutos, o Flamengo apresentava uma saída de bola organizada e muita movimentação para oferecer linhas de passe e progredir no campo, mas errava muito no terço final.
Origem do gol do Flamengo. Formação de uma triangulação pela direita, apoio e compactação com Marcio Araújo e Arão por dentro(traços amarelos), e presença na área com Guerrero e Fernandinho. Time com princípios claros com a bola na primeira etapa.

Com a vantagem no marcador, o domínio rubro-negro foi ainda maior. Mais tranquilo, errou menos e não deu chances à ótima transição ofensiva do Galo. Destaque para a compactação entre os setores para reduzir os espaços do Atlético e induzir o time mineiro ao erro. A marcação variava. Ora um pouco avançada, ora a partir da linha de meio, dificultando demais a saída de bola alvinegra.
Disposição Inicial das equipes

Marcelo Oliveira armou sua equipe de forma mais ofensiva que nos últimos jogos. Sem Rafael Carioca, fixou Junior Urso e Leandro Donizete como volantes e deu nova chance a Cazares como titular. O equatoriano atuou centralizado na linha de meias, com Robinho a sua esquerda e Otero a sua direita.

O Galo foi perigoso quando conseguiu retomar a bola em seu campo e sair em velocidade. A opção de passe era sempre vertical e o trio Otero, Robinho e Cazares, apesar de errar bastante tecnicamente, produzia intensa movimentação e opções de jogada nesta fase do jogo. Fred teve duas boas chances e esbarrou em Muralha. Fabio Santos também aparecia bem. O problema era quando precisava construir o jogo de trás. Mais uma vez a falta de estratégia coletiva foi determinante e o Galo ficou travado na marcação rubro-negra, num misto de falta de apoio ao portador da bola e ocupação de espaços pouco inteligente.

Na segunda etapa, Marcelo Oliveira deixou o apagado Cazares no vestiário e voltou com Luan aberto pela direita. Robinho foi atuar na faixa central. O camisa 7 aumentou a articulação de jogadas e a aproximação pelo meio, mas o Galo prosseguia com uma saída de bola defeituosa, apesar da marcação mais recuada do Flamengo.

O Galo seguiu perigoso quando conseguia retomar a posse na altura do meio e verticalizar o passe. Desta forma criou boas chances logo no início, mas o Flamengo mantinha a mesma postura quando tinha a posse, buscava a aproximação e o jogo apoiado. Conseguiu duas boas chances no princípio da etapa, mas não converteu em gol.

O técnico atleticano pôs Lucas Pratto em campo e tirou Leandro Donizete, abriu de vez sua equipe, mas o Flamengo não aproveitou. Muito em virtude de duas alterações feitas por Zé Ricardo. O bom treinador errou neste ponto, sacou muito cedo Gabriel e Fernandinho, alicerces do estilo de jogo da equipe do primeiro tempo. Colocou Émerson Sheik e Alan Patrick. A tentativa era valorizar a posse no ataque, mas o time perdeu movimentação e combatividade.

O Galo cresceu ainda mais, teve um gol bem anulado marcado por Fred e chegou ao empate de pênalti. Réver agarrou o centroavante dentro da área e Robinho converteu a cobrança. Mesmo com muito volume no campo ofensivo e tendo um Lucas Pratto com movimentação intensa entre as linhas de marcação rubro-negras, o Atlético insistia em cruzamentos. Numa das poucas bolas trabalhadas pelo chão, chegou ao gol da virada. Robinho enfiou linda bola para o argentino marcar.
Aqui a origem do gol da virada, Robinho recebe com liberdade, Flamengo recompôs mal após entradas de Sheik e Alan Patrick, e acha Pratto dentro da área. Argentino aproveita falha de posicionamento de Rafael Vaz, que dá condições a ele e Fred, dupla de ataque neste momento do jogo. Defensor rubro-negro deveria sair na mesma linha de Réver e anular opção de passe em profundidade

Zé Ricardo respondeu! Leandro Damião entrou no lugar de Willian Arão e o Flamengo voltou a ter mais presença no terço final do campo. Se lançou a frente e conseguiu deixar o resultado do jogo mais justo. Guerrero, muito bem em campo, pegou de virada dentro da área e empatou a partida.

O resultado é ruim para ambos, mas foi justo. O Flamengo melhorou seu rendimento se comparado com os últimos jogos, mas não conseguiu manter sua filosofia de jogo perante a pressão atleticana. O Galo segue sendo uma equipe de valores individuais bem acima da média, mas com pouca estratégia de jogo para se impor em partidas deste nível.


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Edited by Douglas Menezes