13 de outubro de 2016

Em tempos distintos, Palmeiras e Cruzeiro empatam em Araraquara

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Em tempos distintos, um de cada equipe, o líder Palmeiras brecou no Cruzeiro, em Araraquara. Palmeirenses fizeram bom primeiro tempo, mas cruzeirenses corrigiram defeitos da primeira etapa, mudaram a atitude e cresceram a ponto de gerar perigo ao gol de Jaílson.

Cenário inicial em Araraquara.
O primeiro tempo foi controlado pelos paulistas. A dupla Moisés e Tchê Tchê ditou o ritmo da partida a partir das suas participações na saída de bola e na circulação dela. A dupla buscava a bola e fazia ela adentrar o campo rival com qualidade. O Cruzeiro oscilou marcação alta e média e teve muitos percalços quando subiu a marcação e o Palmeiras conseguiu ultrapassar essa pressão. Paulistas tinham campo e espaço para jogar. Quando mineiros decidiram fechar os espaços, o Palmeiras teve dificuldades para abrir o jogo novamente.

Cruzeiro formatado em seu 4-2-3-1 de sempre com Mano Menezes; Palmeiras fazendo saída de três com os zagueiros e Zé Roberto.
Com domínio da posse (cinco pontos percentuais a mais, para ser exato), o Palmeiras tentou furar o bloqueio cruzeirense colocando muitos jogadores à frente da linha da bola e se movimentando na entrelinha. O plano de Cuca deu certo até as dificuldades na saída de bola ficarem grandes demais. Moisés e Tchê Tchê tiveram que voltar a auxiliar no setor e o Palmeiras perdeu gente pelo meio. Dudu e sua movimentação para o centro tiveram alguns bons efeitos, mas nada que pudesse mudar o cenário da partida. Palmeiras oscilou momentos de jogo fluente com momentos onde foi ''amarrado'' pelo Cruzeiro.

Exemplo da extrema dificuldade em sair jogando que o Cruzeiro enfrentou. Zagueiro tem a bola, mas não vê opções de passe, recorre ao chutão buscando Ramon Ábila; Palmeiras postado no 4-1-4-1. 
Com a principal tarefa sendo cumprida (frear o adversário), o Cruzeiro precisou se preocupar em jogar futebol. Mas isso pouco aconteceu na primeira etapa. Sem saída de bola (Lucas Romero e Henrique avançavam no campo rival), restava aos zagueiros pouco técnicos do Cruzeiro a ligação direta com o centroavante argentino Ramon Ábila. Pouco efetivo. O Cruzeiro errou mais de 20 lançamentos só no primeiro tempo. Time não conseguiu manter a bola para que o tridente de meias pudesse fazer algo diferente. Cenário que mudou na segunda etapa.

Os encaixes individuais com perseguição longa do Palmeiras. Thiago Santos sai para ''caçar'' Robinho. Zé Roberto acompanha a centralização de Rafael Sóbis.
Com outra atitude, o Cruzeiro voltou para o segundo tempo mais ligado e preciso. Parou de explorar tanto os lançamentos, aproximou e tentou jogar curto. E conseguiu, pelo menos nos primeiros minutos. O que quase lhe rendeu a vantagem no placar. Não fosse uma DEFESA de Zé Roberto em belo lance de Rafael Sóbis e Robinho, o líder estaria em maus bocados. E, claro, o Cruzeiro contou muito com a desorganização defensiva ocasionada pelos encaixes longos de marcação que Cuca utiliza no Palmeiras. Se a intensidade baixa, os problemas desse conceito ficam um pouco mais detectáveis pelo adversário.

Ofensivamente o Palmeiras pouco produziu. As mudanças de Cuca não surtiram o efeito esperado e a falta de ousadia a deixar Thiago Santos em campo pelos 90 minutos, precisando vencer, puniram a equipe. Um Palmeiras que teve Gabriel Jesus aquém do seu rendimento médio e uma dupla de atacantes apoiadores (Dudu e Róger) com pouca inspiração. Moisés e Tchê Tchê abaixaram o ritmo e isso influenciou diretamente no rendimento geral da equipe.

Palmeiras com muitos jogadores à frente da linha da bola, os 5 destacados (Tchê, Moisés, Guedes, Jesus e Dudu) se movimentam sem a bola (e exploram a entrelinha rival) e possibilitam que o Palmeiras avance com passes e triangulações no campo adversário.
O final de jogo em Araraquara foi um pouco do CAOS que jogos do Brasileirão sempre são. Contra-ataque aqui, contra-ataque ali. Mas ninguém conseguiu tirar o zero do placar.

O Palmeiras é quem precisa se lamentar mais. Não rendeu o suficiente para vencer e pode ver o Flamengo encostar na liderança do campeonato. O Cruzeiro de Mano Menezes ganha um ponto importante na luta contra o rebaixamento e certamente não está descontente com o rendimento demonstrado na Fonte Luminosa.

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Edited by Douglas Menezes