15 de outubro de 2016

Chelsea vence e convence frente ao cambaleante Leicester

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No duelo de treinadores italianos, melhor para Antonio Conte e o Chelsea. Com domínio completo sobre o Leicester de Claudio Ranieri, os Blues não tiveram dificuldade para colocar 3-0 no placar. Aliás, tiveram mais facilidade do que um jogo dessa magnitude requer normalmente. Os Foxes foram presa fácil para o 3-4-3 de Conte. 

As equipes foram a campo assim. Schlupp e Albrighton variaram a zona de atuação. Ora um ficava na esquerda, ora na direita. 
Antonio Conte manteve o 3-4-3 da última rodada, na vitória contra o Hull City por 2-0. Sem Willian, liberado para viajar ao Brasil pelo falecimento de sua mãe, Pedro Rodríguez foi a única novidade na escalação. No lado do atual campeão, um time diferente do habitual. No mesmo 4-4-2 de sempre, mas sem Riyad Mahrez, que ficou no banco até a metade do segundo tempo.

 Chelsea fazendo a saída de três com seus três zagueiros. Moses, em amarelo, proporcionando amplitude (como Alonso no lado oposto). Dupla de volantes oferecendo linhas de passe. 
O primeiro tempo foi de um contraste bastante visível. Chelsea de Conte buscando construir e o Leicester de Ranieri, como de costume, tentando contra-atacar com velocidade. Mas o marcante mesmo foi a diferença no nível de execução das propostas. Londrinos foram bem na construção. Saída de três, amplitude e jogo lateral com os alas, jogo entrelinha com o trio de frente, a dupla de volantes equilibrando e aparecendo na frente. O Chelsea priorizou o jogo pelos lados, mas Diego Costa foi participativo nas ações ofensivas mesmo assim, porque se manteve em constante movimentação.

O Leicester, por outro lado, foi muito mal. Teve cerca de 29% da posse de bola somente e nenhuma finalização decente durante toda a primeira etapa. O time até conseguia realizar a proposta de roubar a bola e acelerar o jogo, mas a imprecisão na ligação com Vardy e Musa foi evidente. Além disso, a presença de três defensores fixos dificultou e muito a vida de Jamie Vardy. Foi encaixotado. Sem saída de bola, com problemas na retenção de bola e a costumeira dificuldade para construir, o Leicester foi completamente dominado. Não gerou perigo e o 2-0 contrário veio ao natural.

No segundo tempo, os Foxes tentaram mudar o cenário da partida. Elevaram seu índice de posse de bola para 38% (terminaram a peleja com 44%) e melhoraram a criação de jogadas. Mas ainda aquém do necessário. Foram bons minutos de domínio da posse pelos comandados de Ranieri, com o Chelsea apostando em contra-ataques.



A coisa só mudou quando Antonio Conte sacou Pedro e adicionou Nathaniel Chalobah ao meio-campo. O jovem meio-campista deu um gás novo ao meio-campo londrino, que passou a atuar em um 3-1-4-1-1/3-5-2 com Hazard completamente livre para se movimentar pelo ataque. A entrada de Chalobah e a mudança na conjuntura esmagaram o crescimento do Leicester, que teve Slimani e Mahrez em campo na segunda etapa. A dupla argelina pouco fez. Chelsea voltou a ter domínio completo da partida nos minutos finais. E Victor Moses sacramentou a goleada (ou não) após passe de letra de Chalobah.

Chelsea volta a ter ''perspectiva'' após a goleada sofrida no clássico contra o Arsenal. O novo esquema utilizado por Conte, que lembra o usado na época da Juventus, levou de volta a esperança ao Stamford Bridge. E o Leicester, atual campeão, sofre para voltar a atuar em bom nível. Chega a sua quarta derrota em oito jogos na Premier League e precisa encontrar alternativas. Muito provavelmente não veremos os Foxes retomarem o nível absurdo de sincronia e intensidade de 2015/2016, mas precisam melhorar o nível de rendimento urgentemente.

@_nicolasmuller

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