15 de setembro de 2016

Quando um clube desmorona em um mês

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Em 14/08/16, o Grêmio vencia o Corinthians por 3-0 na Arena do Grêmio. Um grande resultado que o colocava a 4 pontos do líder Palmeiras, ainda com um jogo a menos e o confronto direto contra a própria equipe palmeirense em solo gaúcho. Acontece que, em um mês, o Grêmio desabou. Em todos os sentidos possíveis.

(Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA)

Hoje é 15/09/16, aniversário de 113 anos do clube. O Grêmio não tem mais Roger Machado (que pediu demissão), tem um departamento de futebol esfacelado pelor rixas políticas e um presidente que busca a reeleição no final do mês. O Grêmio aniversaria em 8º lugar no Brasileirão e em pura terra arrasada. A primeira gestão de Romildo Bolzan iniciou de forma promissora (muito pelo trabalho do ex-treinador) e termina de forma melancólica.

Em um terreno completamente desfavorável e caindo vertiginosamente de rendimento e na tabela, Roger Machado pediu seu boné. Mais do que julgar acertos e erros nessa decisão, há uma compreensão geral de que Roger não sai por baixo. Fez um ótimo trabalho, tornou o fraco elenco de 2015 em um time competitivo e o seu linguajar técnico teve impacto gigante sobre a imprensa esportiva e o modo de análise dos torcedores. Roger Machado deixa um legado incrível.

Claro que o treinador tem seus erros, assim como a direção (bem maiores, aliás) e os jogadores. Quando divide-se méritos, divide-se a culpa pelos fracassos igualmente. Roger fez o Grêmio jogar como poucas vezes jogou nos últimos 15 anos nos seus melhores dias. Extraiu futebol do nada. Talvez tenha sido vitimado pelo desempenho muito acima do normal em 2015.

Roger não teve respaldo suficiente para entender que seria bom permanecer. Bastou uma sequência ruim para o projeto à longo prazo balançar. E caímos novamente na velha cultura do futebol brasileiro. Aliás, só 1 dos 20 atuais treinadores dos clubes da Série A iniciaram o ano no seu clube (Dorival Júnior, no Santos). O Brasil continua sendo um moedor de trabalhos, porque ainda acha que treinadores são mágicos. Uma dica: não são.



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Edited by Douglas Menezes