14 de setembro de 2016

Qual é a do Sevilla?

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Sevilla fez um jogo diferente da sua essência na sua estreia na Champions League 2016/2017 (Foto: Twitter Oficial da UEFA Champions League)


Sampaoli estreou na Champions, um novo padrão de campeonato, mesmo com o sudaca tendo disputado uma Copa. Disputar a UCL é um salto, um embate semanal contra escolas, treinadores e times diferentes. O argentino sempre soube vender seu Bielsismo com times fluídos, móveis e atacando.

Mas hoje foi tudo diferente, o que surpreendeu a mim e a quem assistia o confronto contra a ótima Juventus. Jogou num 4-3-1-2/4-3-3 com um tripé de volantes formado por Iborra, Kranneviter e N’Zonzi. Vitolo e Sarabia flutuando pelos lados e Vázquez infiltrando (o que não aconteceu). A Juventus foi em seu 3-5-2 característico, com muita combatividade de Lemina e infiltrações de Sami Khedira. O alemão que gerava os melhores ataques na primeira parte, aliás, e pivôs de Higuaín. Mas o foco ainda segue sendo o Sevilla. Os espanhóis foram pouco inventivos, pouco móveis e deram pouco trabalho para Juventus em seu estádio. Não assustaram.

Na segunda parte, os Bianconeri assumiram o jogo de forma rápida: subiram Barzagli e Bonucci, Dani Alves se soltou sem ser incomodado por Sarabia/Vitolo, Dybala trabalhando muito nos buracos deixados por um N’Zonzi no fio da navalha, já que tomou amarelo na primeira parte. Com o Sevilla nas cordas, a Juve era dona e o jogo acabou no zero graças a um Sérgio Rico inspirado: o goleiro fez uma belíssima defesa em testada de Alex Sandro. Sevilla não perdeu dois pontos, ganhou um. A Juve perdeu dois, já que fez por merecer a vitória.


E fica a pergunta: Qual é a do Sevilla? O time que propõe, ataca, é móvel e joga com beleza acima de tudo. Mas será só na Liga Santander ou hoje foi um ponto fora da curva? O time de Sampaoli me deixou cercado de interrogações após essa partida na Itália.


Mairon Rodrigues
@maiiron_

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