26 de setembro de 2016

Inconstante, Galo aproveita falhas defensivas do Inter e mantém perseguição a Flamengo e Palmeiras

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Na cola de Flamengo e Palmeiras, postulantes mais próximos do título brasileiro, o Atlético/MG venceu o desesperado Internacional neste domingo, num lotado estádio Independência. Com o melhor elenco do futebol brasileiro, o Galo segue apresentando rendimento coletivo bem irregular. O resultado, construído com gols de Fred, Clayton e Pratto, foi importante para manter o time na briga, mas encoberta a oscilação dos mineiros, ainda muito dependentes da individualidade de seus atletas. Já o Inter, que teve seu gol marcado por Gustavo Ferrareis, apresentou progresso se compararmos com os últimos jogos.
Robinho tem uma liberdade inacreditável para dominar, pensar e servir Fred. Falhas de marcação foram grandes responsáveis por mais uma derrota do Inter

Marcelo Oliveira montou o Galo mais uma vez no 4-2-3-1, optando por Fred como referência e Robinho à esquerda da linha de meias. O jogador revelado pelo Santos teve mais uma bela exibição sob o ponto de vista técnico, fez a diferença pelo lado esquerdo. O 1º tempo foi animador no que diz respeito à evolução do Atlético no aspecto coletivo. O time, aproveitando a marcação ineficiente do Colorado na saída de bola, apresentou conceitos de jogo e os executou de forma satisfatória.
Disposição inicial das equipes

Rafael Carioca se alinhava aos zagueiros, Cazares e Junior Urso se aproximavam por dentro. Fabio Santos e Carlos César se projetavam dando amplitude, e Robinho e Clayton buscavam espaços pela faixa central, alternando também com Fred neste papel. A rotação da bola e a construção de jogo foram bem feitas e o Atlético criou bastante. Já no terço final, a ordem era a aproximação e a projeção dos meias por trás da defesa do Inter.
Rafael Carioca alinhado aos zagueiros, Urso e Cazares se aproximando para uma construção curta. Inter aceitando a saída de bola do Galo no primeiro tempo.
Já no terço final a combinação explosiva para o Inter: Fred tem a aproximação de dois companheiros e a projeção por trás da defesa colorada, que por sua vez se descompacta e desorganiza-se em virtude das perseguições longas. Repare a linha traçada em laranja, é a distância entre Paulão e William, zagueiro-central e lateral-direito respectivamente

O lado esquerdo do Atlético foi o grande destaque neste processo criativo. Robinho e Fabio Santos vão ganhando cada vez mais entrosamento, e aproveitaram bastante a marcação por encaixes e algumas longas perseguições de um Colorado bem nervoso em campo. Isso ficou claro no lance do primeiro gol. Robinho teve toda a liberdade do mundo para achar Fred dentro da área. O Camisa 99 precisou finalizar duas vezes, mas abriu o placar.

O segundo gol saiu pela movimentação já citada no terço final de campo e contou também com uma colaboração do experiente lateral Ceará, neste domingo improvisado na esquerda. O ex-atleta do PSG cortou mal a bola que caiu nos pés de Clayton. Ceará também falharia no terceiro gol. Perdido nos encaixes utilizados pelo Inter, deu condições a Pratto marcar o terceiro já na reta final do jogo.
Ceará dando condições a Pratto no lance do terceiro gol. Ao invés de se posicionar na região circulada em amarelo, persegue Clayton sem a menor necessidade.

Celso Roth armou o Internacional também no 4-2-3-1. Desta vez mandou a campo uma equipe mais qualificada tecnicamente, com Fernando Bob e Rodrigo Dourado como volantes, Alex na meia central, e Ferrareis e Sasha pelos lados. Mais uma vez deixou no banco Nico Lopez e Seijas, opção bem questionável. O Colorado começou sem tanta pressão na marcação do Atlético e sofreu com isso.

Foi dominado na maior parte da primeira etapa e o abalo psicológico, fruto da situação da equipe na classificação, foi acentuando as falhas de marcação. Quando percebeu já perdia por dois gols de diferença, mas Gustavo Ferrareis aproveitou um dos muitos laterais cobrados na área para diminuir. Aproveitou pouco também as falhas de recomposição que o time da casa apresentava pelo lado esquerdo. Robinho demorava muito para acompanhar William e gerava desequilíbrio no sistema defensivo atleticano.
Inter utilizando laterais longos na área. Foi a principal jogada da equipe. Muito pouco!

Na segunda etapa, com Valdívia na vaga de Sasha, o Inter ganhou mais opções de articulação e aproximação para Alex. Adiantou também a marcação e anulou a criatividade atleticana. O Galo, a partir daí, voltou a ser a equipe com saída de bola problemática e construção de jogo irregular. O Colorado chegou a dominar mais da metade do segundo tempo, mas faltou mais estratégia com a bola no pé. Foram muitos chutes de fora da área, alguns perigosos, poderia ter empatado, mas sucumbiu novamente à qualidade técnica do adversário e a seus próprios erros de marcação.
Movimentação de Valdívia ofereceu novas possibilidades de jogo ao Internacional
Galo ganhou fôlego com as entradas de Dátolo e Pratto, mas seguiu desorganizado

Na tabela, o Galo está a quatro pontos do Flamengo e a cinco do líder Palmeiras, mas precisa ser mais constante e tentar repetir a execução de conceitos demonstrada na primeira etapa. Com a qualidade técnica do elenco, poderia conseguir uma arrancada impressionante até o fim do campeonato e conquistar a taça. O time gaúcho perde mais uma e se afunda na zona de rebaixamento. Com o comando técnico histérico de Celso Roth e suas escolhas questionáveis, está difícil enxergar um horizonte de salvação.






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