25 de setembro de 2016

Furacão executa bem conceitos de jogo e supera estratégia da Ponte

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Aqui no Linha Alta você sempre lê sobre a importância de ter uma equipe com conceitos claros e bem definidos. Os jogadores ficam mais condicionados a terem uma atitude coletiva homogênea e bem coordenada dentro de campo. Pois bem, a vitória do Atlético/PR sobre a Ponte Preta na manhã deste domingo, na Arena da Baixada, foi um exemplo claro desta premissa. A vantagem no marcador – 3x0, gols de Thiago Heleno(2) e Léo – começou a ser obtida a partir da execução perfeita do ‘’perde pressiona’’ em determinado lance do jogo.
No detalhe(círculo vermelho), Lucas Fernandes e Rosseto pressionam Fabio Ferreira logo após perderem  a bola

O ‘’perde pressiona’’ é algo executado por diversas equipes de alto rendimento ao redor do mundo e consiste na rápida mudança de atitude ao perder a bola. Ao invés de recomporem ás suas posições de origem, os jogadores mais próximos da bola pressionam o adversário tentando retomar a posse. O jogo estava complicado e com poucas chances criadas, mas Lucas Fernandes e Rosseto apertaram o zagueiro Fabio Ferreira, que além de perder a bola perto de sua meta, fez pênalti no atacante. O gol abriu caminho para a vitória que coloca o Furacão na quinta colocação neste momento.
Disposição inicial das equipes

Na estreia de Lucho González, Paulo Autuori montou o Atlético num 4-1-4-1 com a bola, tendo o argentino como ‘’meia interior’’ ao lado de Rosseto. Na recomposição, o novo contratado era poupado e dava o primeiro combate ao lado de Luan, fazendo com que a equipe se desenhasse num 4-4-2. A fase defensiva, porém, foi uma realidade rara na manhã deste domingo para o Furacão, que propôs o jogo o tempo todo e viu a Ponte Preta se fechar para buscar um contra-ataque.
Lucho Gonzalez alinhado com Luan na recomposição. Furacão defendeu no 4-4-2

O Furacão não conseguia aproximação pela faixa central e progressão no campo através de passes curtos. Havia muita distância e pouca movimentação para gerar linhas de passe entre Otávio, Rosseto e Lucho. O forte bloqueio na linha de meio da Ponte, característica latente da equipe, também dificultava as coisas. A solução foi buscar a bola invertida para o lado oposto e a aproximação no setor para gerar superioridade numérica. Mais uma vez saber o que fazer para superar as dificuldades impostas pelo oponente foi primordial. Foi desta forma que saiu o segundo gol, marcado por Léo, quando a Ponte já tinha um a menos no segundo tempo.
Otávio se aproxima de Paulo André, mas tinha Lucho Gonzalez e Rosseto distantes na faixa central, Apoiadores se movimentaram pouco para gerar linhas de passe por dentro
A opção foi buscar inversões em diagonal para o lado oposto. E lá aproximar os jogadores buscando superioridade numérica.
Cenário se repetiu no gol de Léo. Agora já com um homem a mais. Perceba que o Furacão tem três contra dois na origem da jogada 

Eduardo Baptista mandou a campo a Ponte Preta da forma que vem fazendo. 4-1-4-1, jogo reativo, pressão na bola a partir do meio-campo e muita velocidade na transição ofensiva. Antes do Furacão inaugurar o placar, a Macaca chegou a ser mais perigosa e quase abriu o marcador com Maycon e depois com Roger, mas faltou adiantar um pouco mais a marcação e ter produção ofensiva mais qualificada tecnicamente.

Quando foi tentar algo mais agressivo, colocando Pottker na vaga de Felipe Azevedo, Baptista não contava com a irresponsabilidade de seu atacante. Com apenas quatro minutos em campo, o jogador agrediu o atleticano Luan e foi expulso. Os espaços em campo apareceram para o Furacão e o terceiro gol veio mais uma vez com Thiago Heleno, desta vez aproveitando cruzamento e acertando bela cabeçada.

O Atlético/PR venceu o jogo baseado no rendimento de um time muito bem treinado e com conceitos claros na cabeça dos atletas. A Ponte Preta tentou executar a estratégia que melhor lhe cabia, mas foi superada e manteve-se confortável na tabela de classificação.

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Edited by Douglas Menezes