20 de setembro de 2016

Com show de Raphaël Guerreiro, Dortmund destrói Wolfsburg na Volkswagen Arena

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O Borussia Dortmund não tomou conhecimento do Wolfsburg na tarde dessa terça-feira (20), pela quarta rodada da Bundesliga. Os aurinegros contaram com Roman Bürki em chamas na meta, um Thomas Tüchel inteligentíssimo na estratégia para a partida e, principalmente, Raphaël Guerreiro dando show. Os amarelos deram aula de pressão e transição na Volkswagen Arena.

O Wolfsburg foi a campo com seu 4-2-3-1 de sempre de Dieter Hecking. Julian Draxler como enganche, Mario Gomez referência. Thomas Tüchel também não inovou no esquema de jogo, repetiu o 4-1-4-1 e a escalação da estreia na Uefa Champions League e trucidou o adversário com pressão coordenada na saída de bola rival, transições rápidas e brilho individual.


Além de seus próprios méritos, os comandados de Tüchel contaram com um Wolfsburg pouco intenso. Com suas linhas facilmente quebradas por conduções e passes, os Lobos sofreram em demasia com a falta de aproximações coordenadas na saída de bola do adversário. Os zagueiros do Dortmund tiveram tempo e tranquilidade para sair jogando na maior parte do tempo. Esse cenário culminou com o primeiro gol da partida.

Volantes encaixados nos interiores, extremos nos laterais, Draxler em Weigl. Mas os zagueiros (Sokratis na imagem) com muita tranquilidade para sair jogando. 

O primeiro gol da partida sai de uma enfiada de bola após condução do zagueiro Marc Bartra para a infiltração do interior Raphaël Guerreiro na área rival. Maximilian Arnold, o ''encaixe'' do português, não acompanha o lance.

Com interiores e Aubameyang, o Dortmund conseguia agrupar mais jogadores para a pressão na saída de bola rival. Aspecto que foi vital para o resultado da partida. 
O segundo gol do Borussia Dortmund nasce de um lançamento lateral onde Jeffrey Bruma, zagueiro do Wolfsburg, sai do seu posicionamento para abordar Raphaël Guerreiro. O português chega primeiro na bola e consegue uma grande assistência para Pierre-Emerick Aubameyang, que tira Wollscheid da jogada e faz o segundo tento amarelo.

Após o 2-0, os mandantes empregaram mais intensidade às ações. A pressão aumentou, a movimentação se tornou mais fluída para a manutenção da posse e os Lobos pressionaram e criaram. Aí que Roman Bürki entrou no jogo. O suíço foi fator para que o resultado fosse mantido no primeiro tempo. Pelo lado verde e branco, Julian Draxler, como de costume, foi o mais perigoso.

Cenário do 2o tempo na Volksvagen Arena. Castro auxiliando o jovem Dembélé pela direita, que se tornou uma ''flecha'' nas transições ofensivas.

Na segunda etapa, com algumas alterações, o Wolfsburg seguiu martelando. Roman Bürki foi herói novamente e a postura dos visitantes se tornou mais defensiva, passando a marcar em bloco médio-baixo. Uma desatenção de Julian Weigl e Mario Götze deixou Paul Seguin livre para infiltrar e assistir Didavi no único gol dos mandantes. A partir daí, só existiu um time em campo. Animado pelo tento, o Wolfsburg não calculou riscos e tentou empatar rapidamente. Dortmund aproveitou para ampliar o marcador em um contra-ataque de manual. Raphaël Guerreiro lançou Gonzalo Castro com um lindo passe e o alemão rolou para o impedido Ousmane Dembélé marcar o terceiro tento do time.

Poucos minutos depois, Sokratis (lembram da tranquilidade dos zagueiros para sair jogando?) achou Gonzalo Castro em uma infiltração. O meia só teve o trabalho de rolar para o centroavante Aubameyang anotar seu doblete. Ainda deu tempo para o lateral Lukasz Piszczek marcar o quinto, em cobrança de escanteio. De Raphaël Guerreiro.

O português de 22 anos foi o nome do jogo com um gol e duas assistências, além de participação no terceiro gol. Ajudou na pressão ofensiva, nas dobradinhas com Dembélé, infiltrou, temporizou, acelerou e foi um amigo íntimo de Jakub Blaszczykowski, deslocado para a lateral, no segundo tempo. Dono da partida, mesmo com doblete de Aubameyang. Se candidata ao protagonismo nesse novo Dortmund de Tüchel. Ousado e jovem. Uma máquina de gols disposta a tirar o trono do Bayern de Munique.

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Edited by Douglas Menezes