6 de setembro de 2016

5 clubes que você precisa ficar de olho na atual temporada europeia

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Quando a temporada na Europa inicia sempre há aquelas histórias para ficar de olho. Seja um treinador com estilo interessante aqui, uma estrela ali ou um time que foi muito bem no mercado. Alguns times não dão em nada, mas são histórias legais de acompanhar. Com isso, o Linha Alta apresenta-vos cinco histórias, em cada uma das cinco grandes ligas, para ficar de olho aberto. 

West Ham - Pela continuação 




Em um campeonato justamente marcado pela surpresa Leicester, outro ''intruso'' no pelotão superior quase passou despercebido. O West Ham de Slaven Bilic e Dimitri Payet foi um dos times mais interessantes da última Premier League e, inclusive, terminou o certame à frente de Liverpool e Chelsea.

Os Hammers foram, acima de tudo, muito competitivos em 2015/2016. Venderam caro suas derrotas. Um time que depositava muita energia em cada ação no jogo e era organizado, na medida do possível na Premier League. Uma campanha para consolidar principalmente Dimitri Payet, mas que não deixa esquecer Adrián, Winston Reid, Cheikhou Kouyaté e Michail Antonio.

O limite para os Hammers parece não ter sido atingido ainda. E a torcida, que esgotou os carnês para a temporada rapidamente, parece entender o mesmo. Aproveitando o embalo, a direção do clube londrino foi às compras e contratou um bom pacote de jogadores. Sofiane Feghouli, André Ayew (que vai reeditar a dupla com Payet), Simone Zaza e Jonathan Calleri acrescem muito ao setor ofensivo. Masuaku, Gokham Töre e Nordtveit são os outros reforços da equipe, que promete dar um upgrade em relação à última temporada.

A Premier League provavelmente não verá seus melhores times em baixa novamente, então, para seguir competindo, o West Ham precisa evoluir. Bilic é capacitado para tal e já demonstrou. Os reforços empolgam. E a expectativa em torno de Dimitri Payet segue altíssima. De todo modo, que fiquemos de olho nesse West Ham.

Nicolas Müller

Sevilla - Mais do que troca de treinador, uma ruptura de estilo





O que esperar do Sevilla nessa temporada? Tudo. O time que venceu com certa autoridade a Liga Europa passada sobre o Liverpool sofreu uma ruptura de estilo. Saiu Unai Emery, de estilo mais combativo, físico e intenso. Chegou Jorge Sampaoli, seu Bielsismo e busca incessante pelo controle do jogo.

Emery escolheu os petrodólares e a tranquilidade de treinar o PSG na Ligue 1 e levou o grande motor do seu setor de meio-campo Grzegorz Kyrchowiak, mas quem disse que o Sevilla sofrerá com isso? Monchi, o grande mago da Andaluzia, buscou em Madrid, por empréstimo, o promissor Kranevitter. A maioria das contratações apontam o estilo que Sampaoli busca pro seu time, que é o controle do jogo. Perdeu Banega, mas ganhou um Ganso mais regular.

CONTRATAÇÕES
PERDAS


Salvatore Sirigu (PSG, empréstimo)
Grzegorz Krychowiak (PSG, 33,6m)
Gabriel Mercado (River Plate, 2,35m)
Kévin Gameiro  (Atlético de Madrid, 32M)
Matias Kranevitter (Atlético, emp.)
Éver Banega (Internazionale, livre)
Hiroshi Kiyotake (Hannover, 6,5m)
Yevhen Konoplyanka (Schalke, emp)
Pablo Sarabia (Getafe, 1m)
Fernando Llorente (Swansea, 5,9m)
Franco Vázquez (Palermo, 15m)
Beto (Sporting, livre)
Joaquin Correa (Sampdoria, 13m)
Diogo Figueiras (Olympiacos, 1,5m)
Paulo Henrique Ganso (São Paulo, 9,5m)
José Reyes (Espanyol, livre)
Samir Nasri (Man City, emp)
Ciro Immobile (Lazio, 8,5m)
Wissan Ben Yedder (Toulouse, 9m)
Coke (Schalke, 5m)
Luciano Vietto (Atlético de Madrid, emp)
Cristóforo (Fiorentina, emp)

Juan Muñoz (Zaragoza, emp)
Total gasto: 56,35 milhões de euros
Total ganho: 86,5 milhões de euros

O elenco ainda conta com Rami, Pareja, Vitolo, Iborra e o brasileiro Mariano. Buscou o bom Kiyotake, Vietto e o “fazedor” de gols Ben Yedder (Monchi não brinca em serviço na hora de buscar bons nomes). Mas na minha opinião quem chega com status de craque e a esperança da equipe na temporada é Franco Vázquez. O argentino que se naturalizou pela Itália é daqueles jogadores diferentes, que jogam “uma prateleira acima”, fez dupla com Dybala no Palermo na temporada 14/15, salvou o clube da Sicília do rebaixamento em 15/16 e nessa escolheu o Sevilla, com proposta do decadente, mas charmoso Milan. Driblador, pensante, combativo e ainda goleador, é quem tem a responsabilidade de fazer esse Sevilla brilhar ainda mais.

Mesmo que perca, que não ganhe nada, o clube da Andaluzia é o meu “queridinho” da temporada na Liga. Viva o Sevilla! Viva Jorge Sampaoli.

Mairon Rodrigues

Schalke 04 - Em reconstrução e buscando lugar na elite europeia 



Os Azul-Reais foram um fracasso na temporada 2015/2016. Não conseguiram uma vaga na Champions League novamente e tiveram uma participação modesta na Europa League. A saída de André Brentenreiter era quase uma certeza em Gelsenkirchen ao final da temporada, coisa que se atestou. Para seu lugar, o Schalke contratou Markus Weinzierl, que vinha de boas temporadas pelo Augsburg.

Weinzierl assumiu o Augsburg em 12/13, substituindo o holandês Jos Luhukay, quem levou o clube à elite alemã. Pelo Augsburg, Weinzierl conseguiu resultados expressivos: 15o lugar na primeira temporada, 8o lugar na segunda temporada, 5o lugar na terceira temporada (e vaga direta na Liga Europa). A última temporada, conciliada com a disputa do torneio continental, não foi tão positiva, mas longe de ser ruim: um tranquilo 12o lugar na tabela da Bundesliga.

Junto de Weinzierl, o Schalke deu uma repaginada no elenco. Perdeu Leroy Sané, seu melhor jogador, mas repôs à altura com Breel Embolo e Yevhen Konoplyanka. A dupla tem potencial para alavancar o nível do time, que ainda possui uma boa base. Junto de Embolo e Konoplyanka, chegaram: Baba Rahman, Coke, Bentaleb, Naldo e Stambouli. Boas contratações para tentar voltar à Uefa Champions League.

O Schalke tem um elenco que mescla juventude e experiência e que possui muito talento. Max Meyer, Leon Goretzka e Johannes Geis são joias alemãs, Huntelaar, Höwedes e Naldo adicionam muita experiência. Embolo e Konoplyanka agregam imprevisibilidade. Se não se tornar um grande time, o Schalke pelo menos oferece histórias individuais que merecem atenção.

Nicolas Müller

Bordeaux - Jocelyn Gourvennec para tentar voltar ao protagonismo 




O Bordeaux não ficava abaixo da 10a posição na Ligue 1 desde 2004/2005, quando foi 15o colocado. E ficou em 11o na última temporada, sob comando de Willy Sagnol. A resposta da direção? Demissão do treinador. Para o cargo, Jocelyn Gourvennec foi contratato. O ex-treinador do Guingamp chega, provavelmente, para um trabalho à longo prazo. Ele é conhecido por ser o ''novo Jürgen Klopp'' e tratado como um dos mais promissores treinadores da Europa.

Gourvennec ficou seis temporadas comandando o Guingamp. Pegou o clube na terceira divisão, subiu para a Ligue 2 e depois para a Ligue 1. Estabilizou o clube na elite e ainda venceu uma Copa da França, em 2013/2014. Aos 44 anos, o francês tem a missão de recolocar o Bordeaux, campeão francês em 08/09, no topo da Ligue 1.

O mercado girondino foi interessante: Jérémy Toulalan e Jérémy Menez chegam para acrescentar qualidade e experiência ao elenco. François Kamano, destaque do Bastia na última temporada, também reforça a equipe, assim como Youssouf Sabaly e Igor Lewczuk.

O Bordeaux tem uma série de jogadores jovens com potencial: Jêrome Prior, Adam Ounas, Milan Gajic, Mauro Arrambarrí, Malcom e os próprios Sabaly e Kamano, contratados na janela. Além de Diego Rolán, mais rodado e um dos mais importantes do elenco. Um grupo com muitos garotos na mão de um treinador jovem e que já provou seu valor. O Bordeaux começa, com tempo, a caminhar tentando voltar ao topo.

Nicolas Müller

Torino - Joe Hart, Mihajlovic e um novo trabalho



A temporada de 2015/2016 acabou sendo um pouco decepcionante para os torcedores do Torino. A equipe, sempre com sua belíssima camiseta bordô, acabou a Série A TIM apenas na 12º posição e, na Copa da Itália, sofreu uma eliminação precoce na fase de 16 avos. A temporada passada, aliás, foi a última de Giampiero Ventura no comando da equipe de Turim. Ventura assumiu o time italiano em 2011, quando levou o Torino de volta à primeira divisão. Na elite da bota, o máximo que Giampiero conseguiu foi uma vaga para a Liga Europa de 2014/2015, terminando o campeonato nacional da temporada anterior em 7º lugar. Agora, o desafio do treinador é na seleção italiana, como sucessor de Antonio Conte.

O escolhido para o substituir Ventura foi o sérvio Sinisa Mihajlovic. O treineiro de 47 anos começou a temporada passada no Milan, mas acabou sendo demitido em 12 de abril deste ano, logo quando estava demonstrando um pouco de afirmação no comando do rossonero. Entretanto, apesar do insucesso em Milão, Sinisa ainda traz boas referências do seu coeso trabalho na Sampdoria, que durou de 2013 a 2015. Se a ideia for um trabalho a longo prazo, como ocorreu com Ventura, coisas boas podem acontecer nesse casamento.

No mercado de transferências, o Torino também se destacou. Perdeu os zagueiros Kamil Glik (Monaco) e Nikola Maksimovic (Napoli) e o lateral-direito Bruno Peres (Roma), que eram três referenciais do time, além do atacante Ciro Immobile, que teve seu empréstimo encerrado. Perdas grandes, mas com reposições bem interessantes. Para a defesa, vieram os zagueiros Leandro Castán (ex-Sampdoria), Luca Rossettini (ex-Bologna), Arlind Ajeti (ex-Frosinone) e o lateral-direito Lorenzo De Silvestri, que trabalhou com Mihajlovic na Sampdoria. No meio-campo, chegou o experiente Mirko Valdifiori e os jovens Sasa Lukic (sérvio de 19 anos, ex-Partizan) e Samuel Gustafson (sueco de 21 anos). No ataque, as novas peças são os extremos Adem Ljajic e Iago Falqué - que, apesar de ficarem abaixo nos seus últimos clubes (Inter de Milão e Roma respectivamente), são suficientes para o nível de exigência do Toro - e o jovem Lucas Boyé, de 20 anos, ex-River Plate. Por último, a aquisição mais importante de todas: o goleiro Joe Hart. O inglês foi dispensado do Manchester City de Guardiola por não ter tanta habilidade com a bola "nos pés", não se encaixando na nova filosofia do clube. O arqueiro chega por empréstimo e agrega uma qualidade fora do normal. Embaixo das traves, até pelas suas evoluções nos últimos tempos, Hart é um dos melhores do planeta. Os novos jogadores se juntam a outras peças interessantes já presentes no clube, como os meio-campistas Marco Benassi (21 anos) e Daniele Baselli - sondado pela Juventus na última janela - e, principalmente, o atacante Andrea Belotti, convocado recentemente para a seleção da Itália e autor de 4 gols em 4 jogos nesse começo de temporada.

O rival local do Torino, a Juventus, domina na Itália. O elenco é astronômico e de nível de primeiro escalão europeu. É difícil de enxergar alguém que consiga duelar com a vecchia signora pelo título nacional. Só que essa não é a única briga na Itália. Ainda há as vagas para as competições europeias e a Copa. E é por aí que o Torino pode triunfar e obter resultados expressivos dentro da sua realidade. Com um elenco mais encorpado, com um goleiro top e com um trabalho técnico em início, recomendamos prestar a atenção no que o Toro pode aprontar em 2016/2017.

Ismael Pereira



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