28 de agosto de 2016

À procura de culpados - E08S2016 - Roger Machado

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O Grêmio desperdiçou dois pontos na partida de hoje contra o Atlético Mineiro, na Arena. Vencia por 1-0 até o final da partida e deixou o clube mineiro empatar com o carrasco Robinho. A atuação formosa do segundo tempo foi esquecida, até com certa justiça. O Tricolor dominou na primeira parte, mas não criou tanto. O Atlético defendeu-se bem, mas também não criou nada tão relevante. No segundo, com Luan mais participativo, houve um pequeno baile gremista. Gol e pressão mandante. Mas, no final, empate heroico.



Grêmio e Atlético fizeram um jogo interessante na Arena do Grêmio. Roger Machado optou por permanecer com o 4-3-3/4-3-1-2 da última partida e Marcelo Oliveira seguiu com seu 4-4-2, mas sem Robinho e com Lucas Cândido. Um Grêmio que o Brasil se acostumou a ver, mesmo com outro esquema: muita pressão, intensidade e mobilidade para criar situações de gol. O Galo, de Fred e Pratto, apostando muito nas ligações diretas (para aproveitar a defesa alta gremista) e em cruzamentos.

Obviamente a ''culpa'' pelo resultado recai sobre o lado mais fraco: o treinador. Roger mudou duas peças antes do gol atleticano, tirou Miller e Douglas e colocou Henrique Almeida e Ramiro. Passou a jogar em um 4-4-2 básico, já que dominava e não pretendia ter dois jogadores cansados na saída de bola adversária e na circulação da posse. Roger mudou justamente para manter a bola no ataque e ter mais segurança defensiva com Ramiro.

Grêmio não levou o empate porque adotou outra postura após as mudanças, sofreu o empate porque foi desatento. Douglas Santos carregou a bola por vários metros sem ser abordado. É o lateral titular da Sel. Olímpica que ganhou o ouro na semana passada, é visivelmente uma arma perigosa nos cruzamentos. E teve dois hectares de campo para avançar, pensar e executar o cruzamento que culminou no gol de empate, que Robinho, livre, só empurrou para as redes. Culpa do treinador?

Se Ramiro e Edilson exibissem um pouco mais de concentração para pressionar o adversário, o Grêmio provavelmente não teria levado o empate. Ou talvez se a defesa estivesse bem postada. Ou, ainda mais fundo, se o ataque tivesse ampliado o placar quando teve oportunidade. Aí provavelmente Roger Machado continuaria genial e não o ''burro retranqueiro'' que proliferaram pelas redes sociais.

O preconceito jurássico em torno do uso de mais de 2 volantes é assunto para outro texto, aliás. Mas julgamentos desnecessários a todo momento precisam dar uma brecada. Aceitar e adicionar a imprevisibilidade como um fator no futebol é um passo importante também.

@_nicolasmuller

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Edited by Douglas Menezes